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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Novidades da Marcador para Julho - Parte II

"O Segredo do Escritor", de Liz Nugent

O atraente e carismático Oliver Ryan é a imagem do sucesso. Ele e a mulher, Alice, levam uma vida invejável de privilégio e bem-estar. Invejável até que, certa noite, depois do jantar, Oliver agride Alice com tal violência que a deixa em coma.

O próprio Oliver fica aturdido com o seu gesto. No período que se segue, enquanto todos tentam perceber o que terá motivado esse surpreendente ato de selvajaria, Oliver conta a sua história. E o mesmo fazem aqueles com quem a sua vida se cruzou ao longo de cinco décadas. A verdade é ao mesmo tempo trágica e monstruosa, uma história de vergonha, inveja, fraude e manipulação.

Só Oliver sabe o que teve de fazer para alcançar a vida que ambicionava e a que sentia ter direito. Mas nem mesmo ele está preparado para o choque que a revelação do passado lhe reserva.

O Segredo do Escritor é uma história invulgar de tensão psicológica, um retrato complexo e empolgante sobre a génese de um sociopata, na tradição de Barbara Vine e de Patricia Highsmith.


"As Rochas", de Peter Nichols

Tendo como cenário uma assombrosa e bela paisagem mediterrânica, com os seus olivais a perder de vista, este livro recupera o conforto familiar entre expatriados na ilha de Maiorca e procura descobrir um segredo com décadas: qual terá sido o acontecimento misterioso e catastrófico que levou à separação de dois noivos em lua-de-mel, em 1948, de uma forma tão repentina e definitiva que nunca mais voltaram a falar-se, embora ficassem a viver na mesma ilha por mais sessenta anos?

E de que forma, tantos anos mais tarde, a sua história influenciou o romance, ao estilo trágico de Romeu e Julieta, dos seus respectivos filhos? Centrada num conhecido alojamento de férias à beira-mar e nos seus hospedes glamorosos que desfrutam da boa vida, do vinho, do sol, do sexo e das festas, esta é uma dupla história de amor que começa com um mistério que se vai adensando década após década.



"Confissões de uma Médica", de Sofia Serrano

Ser médico é mais do que a experiência clínica e a habilidade com o bisturi. No registo pessoal de quem escreve um diário, tão emocionante como divertido, tão sincero como comovente, esta obstetra/escritora mostra-nos os bastidores da vida hospitalar e familiar de uma médica, desvendando os segredos e o lado humano de alguém que também é mãe, e mulher, e que precisa desesperadamente do seu café para superar as maratonas das urgências.

Em alguns momentos, a vida de uma médica até pode ter a mesma emoção das séries de televisão, mas a realidade – o dia-a- dia num serviço de urgências – não pode ser inventada por guionistas nem reduzida a episódios de 50 minutos; a realidade é sempre mais imprevisível e profunda do que a ficção.

Ao longo de vários anos, Sofia Serrano escreveu sobre a sua realidade diária: o trabalho árduo e aparentemente infinito durante o curso de medicina, a primeira autópsia, o primeiro parto por cesariana, as noites em branco e os turnos de 24 horas, os 110 nascimentos no seu primeiro ano de internato, a pressão de ter de tomar decisões, em segundos, que podem salvar uma vida.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Novidades da Planeta para Julho

"O Segredo de João das Regras", de Frederico Duarte Carvalho

Depois da aventura com O Terceiro Bispo, que nos levou até ao Vaticano e aos bastidores da História recente e da história do milagre de Fátima, o jornalista desempregado Joaquim Barata vê-se, desta vez, envolvido numa conspiração de uma facção monárquica para evitar que seja conhecido, e reconhecido, o verdadeiro herdeiro do trono de Portugal.

Uma lição da história esquecida de Portugal a bordo de um tuk-tuk e uma corrida contra o tempo para que Lisboa não se torne mais um sinónimo de terror a nível mundial.

Entre a Praça da Figueira e o Largo do Camões, seis séculos de História nos contemplam.

Uma história de acção, um thriller emocionante na melhor tradição do género, que vai levar os leitores por uma Lisboa recheada de símbolos e segredos, ao encontro de organizações invisíveis e de uma conjura maquiavélica.


"Crónicas de Kane - A Pirâmide Vermelha", de Rick Riordan

Desta vez, o autor inspirou-se na mitologia egípcia e escolheu o antigo Egipto como cenário para as aventuras desta nova série.

Tal como na saga anterior – Os Heróis do Olimpo –, já publicada pela Planeta, os capítulos são curtos e dinâmicos, alternando os pontos de vista das personagens.

Desde a morte da mãe, seis anos atrás, Carter Kane viaja pelo mundo com o pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane. Não frequenta a escola e os seus pertences cabem numa única mala.

Enquanto isso, Sadie, a sua irmã mais nova, é criada pelos avós em Londres. Ela tem tudo o que Carter queria: casa, amigos e uma vida “normal”. E ele, o que ela mais deseja: conviver com o pai.

Depois de tanto tempo separados, os irmãos não tinham praticamente mais nada em comum. 

Até que na noite de Natal, durante uma visita ao British Museum, o pai faz uma estranha promessa: tudo voltará a ser como antes.

Mas o seu plano falha e os irmãos acabam assistindo ao momento em que um personagem misterioso desaparece com o egiptólogo e provoca uma explosão magnífica.


"Star Wars - Princesa Leia", de Mark Waid e Terry Dodson

A missão mais ousada e pessoal da corajosa Princesa.

Um livro em capa dura, com um enredo forte, intensa intriga política, diálogos muito bem escritos e humor afiado. Aventura sem fim.

Mas o que pode fazer uma mulher contra o Império Galáctico?

Acompanhe a princesa mais corajosa de todas na missão para salvar o seu povo e reconstruir a sua vida.

Entre ameaças de tortura e morte, a princesa Leia manteve-se firme nas suas convicções... mesmo após o Império destruir o seu mundo Alderaan. Quando o resgate chegou, Leia empunhou uma arma e aliou-se à luta.

Ajudou a chefiar a Aliança Rebelde na maior vitória contra o Império ao destruir a Estrela da Morte. Pouco depois deste triunfo a dúvida permanece. O que é uma princesa sem o seu mundo?

Enquanto Leia superava a perda, uma nova missão leva-a a Sullust. O império está no encalce dos fugitivos de Alderaan e ela não pode ficar sem fazer nada enquanto for a sua princesa!

Novidades da Marcador para Julho - Parte I

"Deixei-te Ir", de Clare Mackintosh

Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.

Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.

À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenny, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras.


"Naquela Ilha", de Ana Simão

Uma jovem apaixonada por um homem mais velho.

Uma ilha onde nada acontece.

Uma premonição.

Um destino implacável.

Um farol cheio de segredos.

Uma história única.

O QUE SEPARA UM AMOR
DO RESTO DO MUNDO?


«Parece que ainda estou a ouvir aquela voz nova. Fecho os olhos e procuro-a dentro de mim. Consigo escutá-la. Gosto dela. É uma
voz rouca de mel, serena e macia. Foi a única voz que ouvi quando regressei a mim. Estava tão perto e as outras tão longe. Não sei quanto tempo estive ausente, mas foi aquela voz que me trouxe à vida. Nunca a vou esquecer. Nem quero. Percebi naquele instante que estava viva e em segurança. E isso foi bom. Não sei quem é. Queria tanto agradecer-lhe: salvou-me a vida. Não sei como o vou encontrar. Já perguntei, mas ninguém sabe.»

"De Primatas a Astronautas", de Leonard Mlodinow


Este livro é uma obra para os amantes da ciência, mas também para todos os que se interessam pelo pensamento criativo na busca constante do entendimento do nosso mundo. Um trabalho perspicaz e um tributo admirável à nossa curiosidade intelectual.

De Primatas a Astronautas, explora tanto as condições culturais que influenciaram o pensamento científico através dos tempos, como as singulares personalidades de alguns dos grandes filósofos, cientistas e pensadores: Galileu, que preferia a pintura e a poesia à medicina e que acabou por abandonar a universidade; Isaac Newton, que espetava agulhas de coser nos olhos para melhor entender as alterações da luz e da cor. Charles Darwin, Albert Einsten e muito outros menos famosos, mas igualmente brilhantes, pululam também por estas páginas, e cada uma das suas histórias mostra os trunfos do ser humano.


"Destinos Em Falta Para O Passageiro Distraído", de Luís Filipe Borges

Quando Luís Filipe Borges se mudou da ilha Terceira para Lisboa, aos 18 anos, «sentindo-se cidadão de nenhures», viu uma frase escrita nas paredes de azulejo do Metro que lhe tem servido de inspiração: «Não sou ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.» Nas duas décadas seguintes, como escritor, cronista, comediante ou apenas turista, viajou pelo planeta sempre que pôde – não engrossando fileiras do turismo de massas nem como viajante profissional, mas permanentemente com um olhar atento e um grande
disponibilidade para conhecer o outro, encontrar histórias e perceber o que se passa aos seu redor.

«A vida é demasiado breve para beber mau vinho e o nosso bairro demasiado modesto para lá caber o mundo.»

Este livro é feito de relatos de viagem, cheios com dicas pertinentes e observações hilariantes para os aventureiros que se jogam no mundo – sejam eles estratagemas para quem tem medo de andar de avião ou truques para fazer a mala.

De Nova Iorque – onde bebeu uns copos com os actores de Sopranos – às aventuras nocturnas em Cuba, dos festivais de comédia em Itália ao Brasil descoberto através da música, sem nunca esquecer o regresso aos Açores da sua infância e o olhar apaixonado, mas jamais acrílico sobre Portugal e os Portugueses. Luís Filipe Borges não se limita a contar o que vê: mergulha de cabeça onde quer que vá.

"A Ilha de Entrada", de Peter May

O detective Sime Mackenzie é enviado desde Montreal para investigar um assassinato na remota ilha de Entry Island, a milhares de quilómetros de distância do território canadiano, atrás de si deixa uma vida de insónia e arrependimento. Mas o que parecia ser um simples caso, com uma simples resolução ganha dimensões perturbadoras quando conhece o principal suspeito, a mulher da vítima, e está convencido de que a conhece – mesmo que nunca a tenham visto antes. E quando a sua insónia é pontuada por sonhos de uma Escócia distante, situada num outro século, este crime no golfo de St. Lawrence leva-o por um caminho que ele nunca teria antevisto, forçando-o a enfrentar um conflito entre o seu dever profissional e o seu destino pessoal. 

Com as noites assombradas por estas recordações de uma Escócia, a quase cinco mil quilómetros de distância, nos seus sonhos de um passado distante, a viúva da vítima tem um papel principal no desfecho. A certeza de Sime torna-se então obsessão e, apesar das provas incriminatórias, ele dá por si convencido da inocência da mulher. E como prova-lo e onde o levará esta certeza?

"Vertigem Assassina", de Nelson DeMille



Depois de um embate com um famigerado terrorista conhecido como O Leopardo, Jonh Corey saiu da Unidade Antiterrorista e regressou a casa, na cidade de Nova Iorque. Arranjou emprego no Grupo de Vigilância Diplomática (DSG). Embora se pense que a nova tarefa de Corey no DSG – vigiar diplomatas russos que trabalham na missão da ONU – é um «trabalho calmo», ele não se importou nada de se livrar das garras do FBI, libertando-se da burocracia da vida de escritório. Corey apercebe-se, contudo, de algo que o Governo dos Estados Unidos deixou escapar: a ameaça bem real de uma Rússia está a ressurgir.

Quando Vasily Petrov, coronel dos serviços de informações externas russos que finge ser diplomata, desaparece de uma festa em casa de um oligarca russo, em Southampton, é Corey quem tem de o encontrar. O que andarão os russos a tramar, e porquê? Haverá a possibilidade de uma ameaça nuclear? Será que Corey irá, por fim, ser ultrapassado e ludibriado, ficando a América sujeita a um ataque mais nefasto do que tudo aquilo por que já passou?

Novidades da Saída de Emergência para Julho

"Visão de Prata", de Anne Bishop

Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times.
Os Outros libertaram os cassandra sangue como forma de os proteger, não se apercebendo que as suas ações teriam consequências desastrosas.
Agora os videntes encontram-se em grande perigo e são presa fácil daqueles que procuram controlar os seus poderes divinatórios. Desesperado por respostas, Simon Wolfgard, um metamorfo líder entre os Outros, não tem outra escolha senão recorrer à ajuda da profetisa Meg Corbyn.
Meg ainda se encontra imersa no seu vício pela euforia que sente quando realiza profecias. Está ciente de que cada golpe da sua faca é um passo mais próximo da morte. Mas os Outros, bem como os humanos, precisam de respostas, e as suas visões são a única esperança para pôr fim ao conflito…


"Amor Em Quarto Crescente", de Sherrilyn Kenyon

A rainha do romance paranormal
Fang Kattalakis não é apenas um mero lobo. É o irmão de dois dos mais poderosos membros do Omegrion: o concelho que rege as leis dos Predadores de Homens. E quando a guerra irrompe entre os licantropos, todos terão de escolher um lado e inimigos são forçados a aceitar frágeis alianças. Mas quando a mulher que Fang ama é acusada de trair o seu povo, a sua única esperança é que Fang acredite nela. Para a poder salvar, Fang terá de quebrar a lei da sua raça e virar as costas aos irmãos. Uma fratura que poderá ditar o fim de ambas as raças e mudar o mundo para sempre…

"Nunca Perdoar, Nunca Esquecer", de Chelsea Cain

Kick Lannigan, 21 anos, é uma sobrevivente. Raptada aos seis anos, a família, a polícia, bem como a comunidade, assumiram que o pior tinha acontecido. Mas é encontrada viva seis anos depois. Submetida a toda uma série de terapias para a ajudar a superar o trauma, é só quando canaliza as suas forças e raiva para a luta que Lannigan se sente melhor. Aos 13 anos, começa a aprender todo o tipo de artes marciais e técnicas de luta, jurando que nunca mais voltará a ser vítima.
Quando duas crianças desaparecem na área de Portland, Kick é abordada por um enigmático homem de nome Bishop que a convence de que a sua experiência e habilidades podem ajudar a salvar as vítimas. Mal sabe ela que o caso irá desvendar o seu próprio passado aterrorizador…


"O Cavaleiro da Morte", de Bernard Conwell


Uma poderosa história de traição, romance e luta numa Inglaterra cheia de convulsões, sublevações e glória 

Uthred, criado como viking e casado com uma saxã, é visto como um guerreiro formidável. Contudo, aos vinte anos, continua a ser um pagão arrogante e teimoso, e um aliado pouco confortável para o sensato e pio rei Alfredo. Mas os dois, juntamente com a família de Alfredo e uns poucos companheiros de Uthred, parecem ser tudo o que resta da liderança do Wessex depois de uma trégua desastrosa.

Derrotados em toda a linha pelos vikings, os saxões procuram agora sobreviver entre os seus seguidores e fazer crescer a sua força. Uthred continua a acalentar a ideia de se juntar aos vitoriosos vikings, mas ganha um crescente respeito pela liderança de Alfredo. A única esperança do rei é de conseguir o apoio do guerreiro, se quiser reunir de novo uma força saxã capaz de entrar em combate com o inimigo…

Novidades da Bertrand para Julho - Parte I

"O Advogado Mafioso", de John Grisham

Do lado certo da lei. Mais ou menos.

Sebastian Rudd não é um advogado vulgar. Tem o seu escritório numa carrinha à prova de balas, munida de wi-fi, um bar, um pequeno frigorífico, estofos de cabedal, um compartimento secreto para a arma e um motorista armado até aos dentes. Não pertence a uma firma, não tem sócios, nem associados. O seu único funcionário, o motorista, é também seu guarda-costas, administrativo, confidente e caddy no golfe. Vive sozinho numa penthouse pequena mas extremamente segura e a sua principal peça de mobiliário é uma mesa de bilhar vintage. Bebe bourbon e anda armado.

Sebastian defende pessoas de quem os outros advogados nem sequer se aproximariam: um miúdo cheio de tatuagens na pele e drogas no corpo que diz pertencer a um culto satânico, acusado de abusar sexualmente de duas meninas e de as matar; um perverso chefe do crime que agora se encontra no corredor da morte; um homem preso por disparar contra uma equipa das forças especiais SWAT que lhe invadiu a casa por engano. Porquê estes clientes? Porque ele acredita que toda a gente tem direito a um julgamento justo, mesmo que para tal ele, Sebastian, tenha de fazer batota.

Detesta injustiças, não gosta de seguradoras, bancos ou grandes multinacionais; desconfia do governo a todos os níveis e ri-se do conceito de ética do sistema judicial.

"Robôs - A Ameaça de Um Futuro Sem Emprego", de Martin Ford

A Tecnologia e a Ameaça de um Futuro Sem Emprego

Quais são os empregos do futuro? Quantos haverá? E quem vai consegui-los? Podemos imaginar — e ter esperança — que a atual revolução industrial seja a última: ainda que alguns postos de trabalho venham a ser eliminados, outros serão criados para lidar com as inovações de uma era nova. Em Robôs – A Ameaça de um Futuro sem Emprego, Martin Ford, o empreendedor de Silicon Valley, defende que este não é de forma alguma o caso. À medida que a tecnologia continua a acelerar e as máquinas começam a saber cuidar de si próprias, menos pessoas serão necessárias. A inteligência artificial já está em marcha para tornar os «bons empregos» obsoletos: muitos funcionários judiciais, jornalistas, empregados de escritório e até programadores informáticos estão prestes a ser substituídos por robôs e por software inteligente. Com o avanço inexorável do progresso, os empregos de colarinho azul e colarinho branco irão igualmente evaporar-se, comprimindo ainda mais as famílias trabalhadoras e da classe média. Ao mesmo tempo, as famílias veem-se a braços com custos explosivos em duas áreas essenciais— educação e cuidados de saúde — que, até agora, não foram transformadas pela tecnologia da informação. O resultado poderá muito bem ser o desemprego em massa e também a desigualdade, bem como a implosão da própria economia do consumidor.

"O Rouxinol", de Kristin Hannah

Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França... mas é isso mesmo que acontece, com batalhões de soldados em marcha, camiões e tanques, aviões que enchem os céus e largam as suas bombas sobre os inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que o perigo as cerca cada vez mais, Vianne é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva.

Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude. Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens... perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros.

Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres. O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano, em particular o feminino.

Um romance de uma vida, para todos.

"Alegria!", de Marie Kondo


Alegria! é um guia prático e ilustrado dos princípios do método KonMari, que ajudou já dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo a organizar o espaço em que vivem – e a transformar as suas vidas! Com dicas práticas para arrumar tudo – de roupas a CD, de materiais de limpeza a brinquedos e objetos de coleção –, bem como indicações sobre os princípios básicos da arrumação e da organização («Uma casa com alegria é como o seu museu pessoal» ou «”Pode dar jeito” é um tabu»), este livro vai ajudá-lo a viver rodeado apenas daquilo que lhe traz realmente... alegria!









"Um+Um=Três", de Dave Trott

«Há uns anos, li um livro de uma professora universitária indiana de Matemática. Ela defende que é possível aumentar em muito a quantidade que usamos do nosso cérebro. Mas não da forma convencional. Na verdade, é mesmo da forma contrária. O segredo, uma vez mais, está nas ligações. Convencionalmente, as pessoas limitam-se a aprender mais coisas. Aprendem mais coisas sobre aquilo que lhes interessa. Ela demonstra que esse tipo de aprendizagem gera um aumento pequeno e lento de uso do cérebro. Porque estamos apenas a acrescentar ao armazenamento daquilo que já sabemos. Mas se as ideias novas são combinações de ideias que já existem, quanto mais ligações conseguirmos criar, mais ideias conseguiremos gerar. É por isso que esta professora dizia que, para termos um desenvolvimento verdadeiro, temos de identificar as áreas em que não estamos naturalmente interessados. Temos de investigar essas áreas. Isso aumenta exponencialmente a quantidade de novas ligações que podemos fazer com o conhecimento que já temos armazenado. Como já não é previsível, agora é original e surpreendente. Porque cada ligação vai ser uma nova ligação com tudo aquilo que sabemos. Por isso, a nossa criatividade está diretamente relacionada com a quantidade de ligações que conseguimos criar. E isso está diretamente relacionado com a quantidade de coisas novas e invulgares a que expomos as nossas mentes. E é esse o objetivo deste livro.

No velho sistema, 1+1=2.
Com o novo sistema, 1+1=3»

"Um+Um=Três", de Dave Trott

«O encontro entre Almas Gémeas é irreversível. Nada nem ninguém pode impedir a comunicação entre espíritos que se amam, pois a Providência Divina encarrega-se disso. Deus criou-nos juntos. A história de Eva ter sido formada a partir da costela de Adão é uma tentativa de ilustrar essa origem mística. Portanto, ninguém pode separar-nos desse amor de Deus com a nossa Alma Gémea. A dificuldade em não conseguir estar com a Alma Gémea não deve ser encarada como sofrimento, mas como Dádiva Divina. Os entraves são testes e, ao mesmo tempo, reforços.

O amor não se restringe a um relacionamento, mas a um estado de ser. É um completar-se interiormente que se reflete no exterior.»







"Bicha Queer", de William S. Burroughs

É implacavelmente pessoal, mas também deslumbrantemente político, uma narrativa de aspeto realista que irrompe nas mais fantásticas fantasias, incluindo matérias de tom tão indeterminado que é difícil saber se havemos de desatar aos uivos de riso ou de consternação. Uma vez que não há livros «convencionais» [straight] na obra de Burroughs – cada um eles podia intitular-se Queer – o seu segundo romance é perversamente típico e corresponde ao significado do título como substantivo (homossexual – usado pejorativamente ou com orgulho), adjetivo (esquisito, falso, dúbio), e verbo (frustrar, irritar, desorientar). É verdade que, desde a sua escrita em 1952 até à sua publicação tardia em 1958 e à reputação que o acompanhou ao longo dos vinte e cinco anos que se seguiram, tudo em Queer é desconcertante.

O tiro que matou Joan Vollmer teve um peso imenso na lenda de Burroughs e dos círculos Beat por razões óbvias, mas a associação dessa morte ao segundo romance só veio a fazer-se por volta de 1985, graças a duas linhas, que são mais citadas do que quaisquer outras que Burroughs tenha escrito: «O livro é motivado e moldado por um acontecimento que nunca é mencionado, antes é de facto cuidadosamente evitado: a morte acidental da minha mulher, Joan, com um tiro, em setembro de 1951»; e: «Sou forçado a chegar à perturbante conclusão de que nunca viria a tornar-me escritor se não fosse a morte de Joan.» [Da introdução, de Oliver Harris]