Mostrar mensagens com a etiqueta ASA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ASA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Opinião sobre "As Vantagens de Ser Invisível" - Stephen Chbosky

As Vantagens de Ser Invisível
(Artigo de Opinião)


Autor: Stephen Chbosky
Título Original: The Perks of Being a Wallflower (1999)
ISBN: 978-989-234-279-5
Nº de páginas: 264
Editora: ASA


Sinopse

    Charlie tem 15 anos e ainda sonha com o primeiro beijo. Tímido, introvertido, não tem qualquer amigo. Acaba de entrar no décimo ano e já conta os dias que lhe faltam para acabar o secundário. Olha à sua volta e sabe que não pertence a nenhum grupo. É apenas um miúdo sensível, com uma inteligência superior à média, dividido entre viver a vida ou fugir dela. na dúvida, prefere ser invisível, como uma flor no papel de parede, que está lá mas em quem ninguém repara. 

     Não se vai manter invisível durante muito tempo. Sente a pressão do primeiro encontro, da primeira namorada. em seu redor há festas, sexo, drogas e um suicídio que o marca para sempre. Mas há também Sam, uma finalista por quem se apaixona perdidamente. e o meio-irmão dela, Pat, que é homossexual mas ninguém sabe. Os dois vão acolher Charlie, iniciá-lo num mundo de descobertas, guiá-lo ao longo dos misteriosos anos da adolescência. 

     As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, é uma obra de enorme ternura, por vezes cruel, e sempre de uma sinceridade desarmante. Charlie abre-se ao leitor, revela os seus medos, angústias e o terrível segredo que o acompanha desde a infância. 

    Várias vezes premiado, e também censurado em algumas escolas e bibliotecas dos Estados Unidos, foi adaptado ao cinema pelo próprio autor, num filme da MTV, com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos principais papéis.

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela ASA em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à ASA pelo gentil envio do livro.

     Há muito tempo que queria ler "As Vantagens de Ser Invisível" e foi, por isso, com grande alegria que soube que ia ser publicado em Portugal. E tenho de dizer, antes de mais, que este é realmente um livro maravilhoso.

     Charlie é um rapaz de 15 anos que, eterno inadaptado, não se encaixa nos padrões pré-estabelecidos e anseia por encontrar o seu lugar no mundo. Solitário por natureza, vê a sua vida mudar quando conhece Samantha e Patrick, dois colegas mais velhos que o vão integrar no seu grupo de amigos e que vão, com isso, abrir portas para um atribulado caminho de aprendizagens e vastas experiências.

   O livro está escrito sob a forma de cartas, de Charlie para um amigo, e, à medida que vamos lendo, vamos descobrindo mais e mais sobre a sua personalidade, as suas experiências de autodescoberta, os seus medos, segredos, sonhos e paixões. Há algo de profundamente intimista, sincero e enternecedor nestes relatos, tão humanos, simultaneamente crus e delicados, numa mistura singular de inteligência com ingenuidade.

     Charlie é uma personagem muito especial. Observador atento com dificuldade em expressar-se, é um rapaz com uma inteligência acima da média mas com fracas capacidades sociais, que se sente sempre um pouco perdido e desajustado. Adorei acompanhar a sua viagem de autodescoberta, ver o seu desabrochar interior, o seu processo de aceitação e integração até deixar de querer ser "invisível".

     "As Vantagens de Ser Invisível" é uma leitura apaixonante, com um protagonista encantador e curioso, que representa toda a inocência e a beleza da juventude, e que aborda de uma forma tocante temas que, apesar de o livro ter sido publicado em 1999, permanecem ainda muito atuais. Inteligente, escrito com uma sensibilidade fora do comum e profundamente terno, este é um daqueles livros especiais que encontramos de vez em quando e que nos enchem a alma. Adorei e recomendo muito a toda a gente!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: The Tunnels_We Are Infinite

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Novidade da ASA - "Odeio-te e Amo-te"

Novidade da ASA

Odeio-te e Amo-te




De Sally Thorne


Sinopse:

     Lucy Hutton e Joshua Templeman odeiam-se. Não, não se trata de mera antipatia. Eles odeiam-se de morte. Quando são forçados a trabalhar juntos, a hostilidade entre ambos atinge níveis alarmantes. Basta ver a password do computador dela, por exemplo. Ou então observá-lo após cada confronto, enquanto desenha misteriosos símbolos na agenda. Joshua é irritantemente meticuloso (a ponto de usar sempre as camisas numa sequência específica), e desprovido de sentimentos. Lucy, pelo contrário, é divertida, espalhafatosa e excêntrica (a ponto de ter uma coleção de bonecos secreta).

Mas a fasquia sobe ainda mais quando é anunciada uma promoção. Pois… há apenas UM lugar. E apenas UM deles poderá ocupá-lo. Se Lucy vencer, passará a ser chefe de Joshua. Se for Joshua a vencer, Lucy jura que vai pedir a demissão. Agora que a tensão está no auge, o comportamento de ambos torna-se cada vez mais estranho. E quando, no elevador da empresa, trocam um beijo capaz de derreter as paredes de aço que os rodeiam, surgem as dúvidas: será que se odeiam de verdade? Ou não passará tudo de um maquiavélico jogo?

Encantador, divertido e romântico, o romance de estreia de Sally Thorne promete pôr os leitores em alvoroço… e a ansiar que o ódio se transforme em amor!

A linha entre amor e ódio é tão, mas tão fina...


    Sally Thorne vive em Camberra, na Austrália, e o seu trabalho consiste em redigir contratos e propostas de financiamento.

    Nos tempos livres, refugia-se no mundo bem mais colorido da escrita criativa. Odeio-te é o seu primeiro romance.

     Para mais informações sobre a autora pode consultar www.facebook.com/SallyThorneAuthor 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Opinião sobre "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" - Talulah Riley

As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor
(Artigo de Opinião)


Autora: Talulah Riley
Título Original: Acts of Love (2016)
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 978-989-23-3771-5
Nº de páginas: 288
Editora: ASA


Sinopse

      Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 

    Radley Blake é um homem temido. Além disso, magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua mais querida amiga. 

    Quando conhece Radley, Bernadette percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder. 

    Versão moderna do romance icónico "E Tudo o Vento Levou", este livro coloca uma questão pertinente às mulheres de hoje: será que podemos ser totalmente independentes e ao mesmo tempo acreditar na força do Destino?


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela ASA em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à ASA pelo gentil envio do livro.

       "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é o romance de estreia de Talulah Riley, e apresenta uma história que, a par da componente romântica, levanta questões e leva a importantes reflexões sobre a ainda presente objetificação da mulher na sociedade atual.

     Bernadette St John é uma jovem e conceituada jornalista, famosa pela sua capacidade de extrair embaraçosos segredos e confissões de famigerados políticos e celebridades. É uma mulher atraente, habituada a lutar pelo que quer, mas também algo mimada e manipuladora, não se importando particularmente com os sentimentos das outras pessoas se estas se interpuseram no caminho que a leva à concretização dos seus objetivos. Idealista e sonhadora, foi magoada diversas vezes na sua busca pelo amor, o que a tornou numa mulher amargurada que, numa tentativa de se proteger, desenvolveu um 
sólido ódio contra os homens. 

     Mas há uma exceção, um homem que escapa à cólera de Bernadette e por quem esta nutre uma paixão platónica: o seu agente literário, Tim Bazier. Tim é o homem perfeito - é delicado, compreensivo, brincalhão, inteligente -, só que está noivo de Elizabeth, uma mulher boa, mas que a Bernadette parece tão vulgar que não compreende como pode Tim preteri-la em seu favor. Disposta a tudo para fazer ver a Tim que é consigo que deve ficar, Bernadette aproveita todas as oportunidades para lhe mostrar e declarar o seu amor. E é aí que conhece Radley Blake...

     Radley Blake é o melhor amigo de Elizabeth. É um milionário que tem tanto de sedutor como de inteligente, e que criou uma bem sucedida empresa com um conceito inovador na área da genética; e é também o homem que não se deixa afetar pelo charme de Bernadette, prevendo as suas jogadas e impedindo-a de estragar o casamento de Elizabeth.

     Quando se conhecem, em circunstâncias pouco favoráveis, Bernadette está convicta de que Radley será um inconveniente nos seus planos por conseguir antecipar as suas jogadas. Radley, por sua vez, deixa-se encantar pela jovem, gorando as suas tentativas cruéis e mostrando-lhe um outro lado de si própria que ela tentava não ver. No entanto, as marcas do passado ainda estão bem presentes em Bernadette, e ela tem medo de se voltar a apaixonar e de ser magoada, para além da sua sempre presente dedicação a Tim. Será Radley suficientemente paciente e perspicaz para passar as barreiras dela e fazê-la esquecer Tim? Ou irá a ligação entre eles morrer antes de sequer nascer?

    Este foi um livro que me surpreendeu, não tanto pela história em si, que é muitas vezes previsível, mas pelas reflexões sobre a objetificação da mulher e sobre o amor. Bernadette é uma mulher independente, que luta pelo seu lugar no mundo e que não permite que os homens a vejam como apenas um corpo bonito. Apesar de a história ser narrada na terceira pessoa, temos acesso aos pensamentos dela e, principalmente, a episódios do seu passado que contribuíram - positiva ou negativamente - para que se tornasse na pessoa que hoje é, e gostei especialmente dessa parte.

    Como referi, encontramos muitos aspetos clichês, como o triângulo amoroso - o poderoso e empedernido magnata versus o sensível e reservado Tim - ou a vulnerabilidade escondida da protagonista, que aparenta ser invencível quando na verdade é apenas insegura, mas são-nos apresentados de uma forma bonita e suave, quase reinventados. Para tal contribui, sem dúvida, a escrita extremamente agradável de Talulah, que tem a capacidade de embalar a leitura e nos faz virar páginas e páginas sem darmos conta.

      Bernadette, inicialmente, é particularmente irritante na sua atitude arrogante e descomprometida face aos sentimentos, não se preocupando minimamente com a felicidade dos outros e desculpando-se em nome do bem maior que era o seu amor por Tim. Faz algumas escolhas erradas e engana-se por diversas vezes no caminho a seguir, mas também, de forma algo inconsciente, enceta uma jornada de autoconhecimento e vai aprendendo mais sobre a amizade e o amor à medida que vai evoluindo como pessoa.

    Radley é um homem algo misterioso que cativa pela sua inteligência. Gostei da personagem pois, apesar de ceder ao charme de Bernadette logo de início, trava as suas investidas e vai mudando a dela - e até a sua - forma de encarar os relacionamentos e o amor. É um homem fiel e honrado, que nutre verdadeira preocupação pelos seus amigos e que está disposto a tudo para os proteger.

    Gostei de Elizabteh, apesar de ter achado que era demasiado bondosa para ser real. Já a minha opinião sobre Tim vai variando ao longo da trama. Se, numa fase inicial, admirei a sua firmeza ao negar os avanços de Bernadette, mais tarde acabei por tomá-lo como um homem indeciso e aborrecido.

    Tenho apenas um pequeno reparo a fazer, que se prende com o trabalho de revisão de obra: apesar de o livro estar extremamente bem escrito e traduzido, o nome de Tim aparece por repetidas vezes trocado por "Tom" o que, apesar de não ser significativo para a leitura, acaba por fazer alguma confusão.

     O final é deixado algo em aberto, o que, surpreendentemente, me agradou, pois é o culminar de um processo de maturação das personagens, o resultado de uma evolução de carácter.

   Em suma, "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é um romance ligeiro e agradável, uma leitura fácil e fresca, ideal para quem procura uma história bonita e que exija pouco esforço de concentração. Cativante, lê-se rapidamente e, no final, fica a sensação de que cumpriu o seu dever: entreteve. Gostei bastante!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Maggie Lindemann_Pretty Girl

sexta-feira, 31 de março de 2017

Novidade da ASA - "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor"

Novidade da ASA


As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor



De Talulah Riley


Sinopse:


     Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 

    Radley Blake é um homem temido. Além disso, magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua mais querida amiga. 

    Quando conhece Radley, Bernadette percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder. 

    Versão moderna do romance icónico "E Tudo o Vento Levou", este livro coloca uma questão pertinente às mulheres de hoje: será que podemos ser totalmente independentes e ao mesmo tempo acreditar na força do Destino? 

As boas raparigas não ganham ao amor
As más não desistem nunca

     Talulah Riley nasceu em Inglaterra em 1985. É atriz, argumentista, realizadora e também fundadora e diretora da Forge, uma aplicação para telemóveis. 

     É mais conhecida pelos seus desempenhos no West End e na televisão. As Boas Raparigas Não Ganham é o seu primeiro romance.