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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Opinião sobre "O Caso do Espelho Armadilhado" - José Lança-Coelho


O Caso do Espelho Armadilhado
(#8 - Turma S.O.S)
(Artigo de Opinião)


Autor: José Lança-Coelho
ISBN: 978-972-576-508-1
Nº de páginas: 132
Editora: Dinalivro


Sinopse



     A Sara não fazia a mínima ideia do que lhe ia acontecer, quando aceitou o convite da tia para passar um fim-de-semana na sua casa, que mais parecia uma Arca de Noé, tal era a quantidade de animais lá existente.

     Porém, o mais estranho daquela casa era uma combinação entre espelhos, existentes no quarto destinado à detective, que quando colocados um diante do outro, criavam um campo que atraía qualquer objeto para o interior de um deles. A Sara nem queria acreditar, quando viu o pequeno macaco da tia desaparecer na face polida do espelho do roupeiro.

     A detective chamou os seus amigos Sílvia, Óscar e Lili - os S.O.S. - para salvarem o pequeno sagui, ao mesmo tempo que tentavam descobrir o mistério que envolvia os dois espelhos.

    Os S.O.S. viram-se forçados a entrar todos no espelho e a descobrir a armadilha que este encerrava, após uma das detectives ter caído nele inadvertidamente. A vivência de um importante facto histórico esperava os detectives. Porém, tinham de resolver várias questões, sendo as mais importantes as seguintes: que facto era esse? Conseguiriam sobreviver-lhe? Encontrariam o macaquinho da tia da Sara? Resolveriam a armadilha do espelho e voltariam ao quarto da detective?

      Descobre as respostas a todas estas e outras questões, lendo O Caso do Espelho Armadilhado.



Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Dinalivro em troca de uma opinião sincera

Opinião



     Para começar, é necessário ter em conta que este livro foi escrito para um público infantil e, como tal, a escrita e o enredo são pouco complexos.


     Sara é uma menina que vai passar férias em casa da tia Milú. No quarto que lhe é destinado, Sara vê o sagui da tia ser sugado para o interior de um espelho - a combinação entres dois espelho cria um campo que atrai os objetos para o interior de um deles.

   Um pouco assustada mas, acima de tudo, curiosa, Sara contacta os seus amigos detectives - Sílvia, Lili e Óscar - e convida-os a ir passar um dia lá a casa, dizendo-lhes que têm um mistério em mãos.

   Uma das detectives, a Sílvia, é acidentalmente "engolida" pelo espelho, e os amigos vêm-se obrigados a entrar também eles naquela armadilha para a resgatarem.

     Os quatro detectives são transportados para uma outra época e rapidamente percebem que existem muitas restrições e proibições. Conhecem o furriel Augusto e é nesta altura que compreendem que estão num período de ditadura, no tempo de Marcelo Caetano.

    Sem saberem ao certo o que fazer, decidem seguir o furriel até ao quartel, na esperança de conseguirem obter mais informações. E é quando tentam falar com um guarda para pedirem permissão para entrar, que constatam estarem invisíveis - na minha opinião, há alguma incongruência nesta situação: o furriel viu-os e falou com eles, mas para o guarda já se encontram invisíveis... mesmo sendo para crianças, este é um pormenor que considero ilógico.

       Aos poucos, os amigos vão-se apercebendo de qual o episódio histórico que estão a vivenciar. Entre algumas anotações históricas - desde o fim da monarquia até à data onde se localizam, o 25 de Abril - a história vai decorrendo. E os detectives vêm-se perante uma importante decisão: quererão participar na revolução? 
     
       Este é um livro pequeno, de leitura rápida, que permite (principalmente) às crianças vivenciar uma época histórica tão importante como o é o 25 de Abril. Através dos diálogos, é possível o leitor sentir que é o próprio que se encontra naquela caricata situação e que está a fazer parte do acontecimento. Tem algumas ilustrações que podem aliviar a leitura e que, normalmente, são sempre bem aceites junto do público mais novo.

         No meu entender, o livro tem um preço demasiado elevado (10,09 euros) e que não é justificado pelo conteúdo. Mistura fantasia (uma viagem no tempo através de um espelho) com História, o que pode cativar ou gerar desinteresse, consoante os gostos do leitor. Como já referi, o livro possui alguns pormenores incoerentes que podem criar alguma confusão e que podem conduzir ao abandono da leitura. Além disso, os personagens principais - os detectives -, são pouco descritos e explorados, focando-se a ação quase exclusivamente  no episódio.

        Embora eu não goste da comparação entre livros, pois, na minha opinião, cada livro é único, não posso desconsiderar as semelhanças deste livro com os da coleção "Viagens no Tempo", de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

     Este é o oitavo volume da coleção "Turma S.O.S". É um livro que aconselho para as crianças que se encontram a estudar este período, pois oferece-lhes a oportunidade de aprenderem de uma forma mais ligeira e divertida.


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Somos Livres_Ermelinda Duarte

terça-feira, 28 de julho de 2015

Divulgação: Sabor de Maboque - Dinalivro

 Publicado pela Dinalivro 

Sabor de Maboque


De Dulce Braga
A Magia Africana


Sinopse: 


     Dois meses após a Revolução dos Cravos, uma jovem nascida e criada no coração de Angola passa, como de costume, as férias grandes na metrópole, desta feita, num clima de grande rebuliço, antevisão do que seria a sua existência dali em diante. Ao regressar à ainda colónia portuguesa em África, as sementes da futura guerra civil fazem-na temer pelo primeiro amor, pelos amigos, pela família e pela sua situação socioeconómica confortável. Um pouco antes da independência de Angola, a angústia condu-la ao Brasil, país em que decide esquecer a infância e a adolescência para não ter de enfrentar as cicatrizes do passado. Trinta anos depois, porém, a árvore da vida exige-lhe um resgate das suas raízes e a abertura da mala de cânfora, onde guardara as memórias da terra natal. Diário de uma luta pela sobrevivência, a saga de Dulce Braga entrelaça o dramatismo das experiências vividas com episódios pitorescos e anedóticos, conferindo à narrativa um sabor agridoce único, um sabor a Angola, um sabor de maboque.



A Magia Africana


     Dulce Braga nasce a 16 de abril de 1958 no coração de Angola, mais precisamente na Nharêa, vila da província do Bié onde também frequenta a escola primária. Uma década depois, prossegue os estudos no Colégio de Nossa Senhora da Paz, no Kuito, cidade em que permanece até concluir os dois últimos anos pré-universitários no Liceu Nacional Silva Cunha. A 26 de setembro de 1975, já em plena guerra civil, foge para o Brasil com toda a família e fixa residência em Capinas, em cuja faculdade de Economia ingressa. Cinco anos mais tarde, casada e empresária, mergulha na grande missão da sua vida: a maternidade, graças ao nascimento dos filhos, Gabriela e Marcelo. Através das histórias que lhes conta para adormecer, revisita as memórias da sua meninice africana, processo que culmina, em outubro de 2009, com o lançamento do romance autobiográfico Sabor de Maboque. Em maio de 2011, já com esta obra na sua terceira edição brasileira, recebe da Câmara Municipal de Campinas o Diploma de Mérito Literário.