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sábado, 27 de maio de 2017

Novidade da HarperCollins - "Encontra-me"

Novidade da HarperCollins

Encontra-me




De J. S. Monroe



Sinopse:

     Há cinco anos, Rosa percorreu o cais em plena noite, contemplou a água escura e turbulenta e saltou. Era uma jovem brilhante que estudava em Cambridge e acabava de perder o pai. A sua morte foi trágica, mas não inesperada.


    Foi realmente isso que aconteceu? As investigações determinaram que sim, mas Jar, o namorado de Rosa, não se dá por vencido. Vê Rosa em todo o lado: vislumbra o seu rosto no comboio, julga distinguir a sua figura na falésia. Está obcecado pelo desejo de demonstrar que continua viva.

    E eis que recebe um e-mail: Encontra-me, Jar. Encontra-me antes que eles me encontrem.

    Mas Rosa terá realmente morrido? E se morreu, quem anda a brincar com os seus entes queridos?

Encontra-me... antes que eles me encontrem

  J. S. Monroe estudou Língua Inglesa em Cambridge foi jornalista independente, além de colaborador na Radio 4 da BBC. Autor de cinco romances anteriores, foi correspondente em Nova Deli e editor do suplemento de fim-de-semana do Daily Telegraph.

Opinião da Imprensa:

"Um enredo complexo e uma verosimilhança avassaladora concorrem para que [este livro] se converta num best seller."_Clare Mackintosh, autora de Deixa-te Ir

"O thriller mais engenhoso que leremos este ano. Fui incapaz de o largar."_M. J. Arlidge, autor de Um, dó, li, tá

"Um thriller intrincado como um quebra-cabeça, simultaneamente romântico e aterrador."_Lucie Whitehouse, autora de Antes de te conhecer e Keep You Close

"Belissimamente escrito e urdido por uma mão experiente (…). Uma leitura sedutora e absolutamente arrepiante."_Owen Laukkanen, autor de The Stolen Ones e The Watcher in the Wall

"Um livro apaixonante que nos mantém acordados até bem depois da meia-noite."_Alice LaPlante, autora de Coming of Age at the End of Days e Turn of mind

"Uma história complexa e impactante na qual a ciência e a política se entrecruzam com casos de desaparecimentos por resolver."_Caroline Kepnes, autora de Hidden Bodies e You


terça-feira, 18 de abril de 2017

Opinião sobre "Gravar as Marcas" (Gravar as Marcas #1) - Veronica Roth

Gravar as Marcas
(Gravar as Marcas #1)
(Artigo de Opinião)



Autora: Veronica Roth
Título Original: Carve The Mark (2017)
Tradução: Ana Filipa Velosa
ISBN: 978-844-913-911-11
Nº de páginas: 464
Editora: Harper Collins


Sinopse


    CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.

AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Harper Collins em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Harper Collins pelo gentil envio do livro.

    Depois da trilogia Divergente, Veronica Roth traz-nos uma nova duologia, que se inicia com "Gravar as Marcas". Tendo gostado muito da história da Tris e do Four, foi com grandes expetativas - e também com algum receio - que iniciei a leitura deste novo livro. Apesar de, inicialmente, ter temido que autora seguisse uma linha demasiado semelhante, a verdade é que Roth traz-nos um mundo completamente diferente!

      Akos Kereseth  é o filho do oráculo de Thuvhe - uma das nove nações-planeta reconhecidas pela Assembleia - e pertence a uma das apenas três famílias predestinadas de Thuvhe, o que significa que tem um destino traçado. Com apenas catorze anos, é forçado a atravessar a Divisória - um campo de esparto que separa os Thuvhesit dos Shotet, os dois povos que habitam Thuvhe e que são inimigos - e é obrigado a tornar-se um servente dos Noavek, a família que comanda o povo Shotet.

     Cyra Noavek, a irmã mais nova do atual soberano de Shotet, Ryzek, vive atormentada por um dom-corrente que lhe provoca imenso sofrimento e que é cruelmente explorado pelo irmão. Entregue à sua dor, Cyra vive isolada e dedica o seu tempo à obtenção de conhecimento e à manutenção das aparências necessárias para que o irmão consiga os acordos que quer com os outros povos. E eis um dia em que Cyra conhece Akos, um rapaz Thuvhesit que Ryzek mantém sob o seu controlo e que tem a capacidade de atenuar a sua dor.

     Assim, Akos e Cyra acabam a partilhar o mesmo espaço e, apesar de pertencerem a culturas diferentes vão, aos poucos, desenvolvendo uma forte amizade e talvez algo mais... Mas o peso dos seus destinos e da guerra que se faz anunciar paira sobre as suas cabeças e chegará o momento em que terão de escolher de que lado estão e pelo que lutar. Numa galáxia em que, na busca da sobrevivência, não há lugar para a honra, há importantes decisões a serem tomadas e graves consequências para cada passo mal calculado. Terão os dois jovens uma oportunidade de sobreviverem e ficarem juntos ou estarão fadados à derrota?

    "Gravar as Marcas" é um livro que se passa no espaço, numa nova galáxia e, no início, é um pouco difícil entrar neste novo mundo criado por Veronica Roth, pois são vários os termos estranhos que temos de associar a realidades diferentes. Os saltos temporais deveriam estar melhor assinalados, e, na primeira parte do livro, penso que a autora se foca em pormenores que não importam realmente - e a ação torna-se um pouco lenta - quando preferia que se tivesse debruçado mais sobre o mundo que criou, explicando melhor a sua origem e os dons-correntes. Acho que Roth se deveria ter preocupado um pouco mais com facultar ao leitor elementos que o ajudassem a inteirar-se mais facilmente da trama.

   Foi mais ou menos a meio do livro que me comecei a sentir realmente viciada na história de Cyra e Akos, não só por já me sentir suficientemente à-vontade com o universo criado para poder desfrutar da leitura sem recear deixar escapar algum pormenor importante, mas também pelo facto de a ação ganhar um novo ímpeto com o desenrolar de certos acontecimentos. A aproximação do perigo, aliada à conexão já estabelecida com os protagonistas, levou-me a não conseguir pousar o livro na reta final da leitura, pois havia sempre novas coisas a decorrer.

   Encontramos capítulo narrados por Cyra, na primeira pessoa, e capítulos com a perspetiva de Akos, na terceira pessoa. Se os de Cyra facilitam a conexão com a protagonista, pois temos acesso direto aos seus pensamentos, os pontos de vista de Akos oferecem uma visão mais objetiva e um panorama mais geral das personagens. Gostei das personalidades dos protagonistas. Cyra é uma rapariga corajosa, apesar de, chantageada pelo irmão devido a um erro do passado, se ver obrigada a usar o seu dom-corrente para provocar sofrimento aos outros. Primeiramente, não compreendi o porquê de se deixar manipular pelo seu irmão, e não percebia a razão pela qual não se opunha a usar o seu dom para magoar os outros, mas o avançar dos acontecimentos trouxe as devidas explicações. O carácter forte e determinado que demonstrou ao longo da história conquistou-me; mesmo assim, acho que deveria ter arranjado forças para lutar contra o controlo de Ryzek mais cedo.

    Akos tem uma lealdade enternecedora para com a família, e principalmente para com o irmão. É um jovem mais tímido do que Cyra, mas não teme sofrer em lugar daqueles que ama. O facto de os capítulos de Akos serem narrados na terceira pessoa levou a que criasse maior empatia com Cyra. Gostei bastante dos capítulos em que os dois jovens se conheciam melhor, mas apreciei o facto de a relação dos protagonistas não se tornar o tema principal do livro.

    Todavia, apesar de gostar das personagens, por vezes achei que lhes faltava alguma complexidade e gostava que tivessem sido melhor trabalhadas. Refiro-me, principalmente, ao vilão, Ryzek, cujos motivos nem sempre são os mais plausíveis.

    Gostei da caracterização que a autora fez dos povos, bem como das suas culturas e tradições, e achei interessante o facto de cada povo ter associado uma habilidade ou um elemento caracterizador que o distingue dos restantes. Como já disse, gostava que fosse melhor explicado o que é e como funciona a corrente - bem como as implicações desta na vida das pessoas - e ainda o modo como é gerida a galáxia pela Assembleia.

   Veronica Roth tem uma escrita singular, porém fácil de acompanhar. Em momentos de maior tensão ou perigo, consegue realmente agarrar o leitor num ritmo frenético de ação. Porém, achei realmente o início bastante longo e lento. Tenho ainda a acrescentar que acho que deveria ter sido feito um melhor trabalho de revisão pois, por vezes, há pontuação mal colocada e algumas frases que não fazem muito sentido, o que acaba por prejudicar a leitura.

   Em suma, "Gravar as Marcas" é um início interessante de uma duologia que tem como cenário uma nova galáxia povoada por dons invulgares. Apesar dos aspetos menos positivos que referi, penso que, na parte final, a história conseguiu redimir-se e cativar-me verdadeiramente, pelo que foi uma boa leitura. Fiquei curiosa com a forma como o livro terminou, pois deixou-me a sensação de que o próximo volume irá  melhorar e surpreender. Gostei bastante!



   
 Música que aconselho para acompanhar a leitura: The Cure_Lady Gaga

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Novidade da HarperCollins - "Gravar as Marcas" (#1)

Publicado pela HarperCollins

Gravar as Marcas
(#1)



Veronica Roth

Sinopse:

     Cyra é irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o explora, usando-a para torturar os inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.

      Akos é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. 

    Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

       Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

Na sobrevivência, não há lugar para a honra

     Veronica Roth, nº1 do The New York Times, é a autora de Divergente, Insurgente, Convergente e Quatro - Histórias da série Divergente.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Novidades da Harper Collins para Fevereiro

"A salvo com o seu Captor", Stephanie Laurens

  Três heróis, três resgates, três casamentos. Temos o prazer de o convidar para o casamento da menina Angelica Cynster, mas antes o seu herói e ela devem enfrentar um inimigo astuto e terminar uma rixa antiga nas Terras Altas da Escócia!

Angelica Cynster é uma dama teimosa que está convencida de que reconhecerá à primeira vista o homem destinado a tornar-se seu marido. Quando os seus olhos se encontram com os de um misterioso cavalheiro num salão de baile iluminado por velas, sabe, sem dúvida alguma, que ele é o escolhido, mas, pouco tempo depois, o seu coração bate acelerado por uma razão muito diferente: o seu herói raptou-a!

O oitavo conde de Glencrae é forçado a sequestrar Angelica, a única irmã Cynster com a qual ele não queria ter que lidar. Para salvar o seu castelo e o seu clã, deve convencê-la a ajudá-lo, e está disposto a casar-se com ela para selar o acordo.


"Arte no Sangue", de Bonnie Macbird

 Londres. Um mês de dezembro nevado, 1888.

Sherlock Holmes, de 34 anos, definha e volta à cocaína depois de uma desastrosa investigação sobre Jack, o Estripador.

Watson não consegue consolar nem reanimar o seu amigo, até que chega, de Paris, uma carta codificada de modo estranho.

Mademoiselle La Victoire, uma bonita cantora de cabaré francesa, conta que o filho ilegítimo, que teve com um lorde inglês, desapareceu e que ela foi atacada nas ruas de Montmartre.

Acompanhado por Watson, Holmes viaja para Paris e descobre que o menino desaparecido é apenas a ponta do icebergue de um problema muito maior: a estátua mais valiosa desde a Vitória da Samotrácia foi roubada de forma violenta em Marselha, e foram encontradas assassinadas várias crianças de uma fiação de seda em Lancashire. As pistas, nos três casos, apontam para um homem intocável.

Conseguirá Holmes recuperar a tempo de encontrar o rapaz desaparecido e pôr fim à onda de assassinatos? Para o fazer, terá que ir sempre um passo à frente de um perigoso rival francês e esquivar-se das ameaçadoras intromissões do seu próprio irmão, Mycroft.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Opinião sobre "Flores Cortadas" - Karin Slaughter

Flores Cortadas
(Artigo de Opinião)



Autora: Karin Slaughter
Título Original: Pretty Girls (2015)
Tradução: Fátima Tomás da Silva
ISBN: 978-84-16502-52-3
Nº de páginas: 560
Editora: HarperCollins Ibérica


Sinopse

     Irmãs. Desconhecidas. Sobreviventes.

   Passaram mais de duas décadas desde que Julia, a irmã mais velha de Claire e de Lydia, desapareceu aos 19 anos, sem deixar rasto. Algum tempo depois, elas deixaram de se falar e seguiram caminhos opostos. Claire tinha-se convertido na esposa decorativa e ociosa de um milionário de Atlanta. Lydia, uma mãe solteira, namorava com um ex-presidiário e esforçava-se por fazer com que o dinheiro chegasse até ao fim do mês. 

    No entanto, nenhuma delas recuperara do horror e da tristeza da tragédia partilhada. Uma ferida atroz, que se reabriu cruelmente quando o marido de Claire foi assassinado. 

    O desaparecimento de uma jovem e o assassinato de um homem de meia-idade, separados quase por um quarto de século. Que relação podia haver entre ambos? Depois de alcançar uma trégua precária, as irmãs sobreviventes olharam para o passado em busca da verdade, começaram a desenterrar os segredos que destruíram a sua família, a descobrir uma possibilidade de redenção e vingança onde menos esperavam.

  Potente, perturbador e absorvente, repleto de personagens inesquecíveis e de reviravoltas assombrosas, Flores Cortadas é um thriller magistral, de uma das melhores escritoras de suspense do panorama literário atual.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela HarperCollins Ibérica em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à  HarperCollins Ibérica pelo gentil envio do livro.

      Apesar das excelentes críticas que tenho lido sobre a série Will Trent, de Karin Slaughter, "Flores Cortadas" foi a minha estreia com a autora. E que estreia!

     Julia Carroll desapareceu com apenas 19 anos, deixando para trás uma família destruída: Helen, uma mãe que se abandona à bebida; Sam, um pai obcecado com a verdade que se esconde por detrás do seu desaparecimento; e duas irmãs mais novas, Lydia e Claire, entregues a si mesmas e obrigadas a crescer pela força das circunstâncias.

     Lydia e Claire acabam por se desentender por causa de Paul, o noivo e futuro marido de Claire, passando cerca de duas décadas afastadas. Prova-se a ironia da vida quando o homem que, anos antes, foi o responsável pela separação delas, se torna também o homem que, com a sua morte, as volta a reunir em torno de uma causa sombria que pode abalar tudo aquilo em que acreditam. A morte de Paul e o desaparecimento de uma jovem vêm remexer no passado mal resolvido entre as duas irmãs sobreviventes, despoletando um pesadelo interminável que pode culminar com a descoberta daquilo que mais desejam, ou com o confronto com aquilo que mais temem.

    A história é narrada segundos três planos: na terceira pessoa, as perspetivas de Claire e de Lydia; e, na primeira pessoa, o diário em forma de cartas que Sam Carroll escreveu para Julia depois de esta desaparecer. O paralelismo entre o passado e o presente confere profundidade à história, permitindo ao leitor o contacto com várias pessoas que conheceram Julia e que, à sua maneira própria, julgam e tecem teorias sobre o que poderá realmente ter acontecido a uma jovem tão cheia de vida.

     Claire Scott é casada com um milionário e encarna o estereótipo de esposa troféu. À medida que a conhecemos, vamos percebendo que o seu modo de pensar é confuso, e que não é tão inocente e ingénua como se poderia pensar numa primeira impressão.

    Lydia Delgado, por sua vez, é mãe solteira e criou a filha sozinha, após uma adolescência regada com rebeldia e muitas drogas. Subiu na vida a pulso, com trabalho e persistência, e tudo o que tem é fruto da sua dedicação. Namora com um ex-presidiário e vive com a filha, Dee, uma jovem de 17 anos que é o motivo do seu orgulho. É uma mulher traumatizada com o desaparecimento da irmã e com um acontecimento do passado, que a distanciou da família durante duas décadas e que poderá ser uma das chaves para o problema.

    Através das cartas que Sam dirige à filha mais velha, temos acesso ao desespero de um pai que tenta a todo o custo descobrir uma verdade que devolva um pouco de paz ao seu espírito destroçado. Estas são relatos sobre as investigações que este homem enceta - tentando desvendar o máximo possível sobre os últimos passos de Julia e sobre o que poderá ter-lhe acontecido -, mas são também o espelho de um pai que, ao não querer desistir de uma filha perdida, acaba por se distanciar das outras. A obsessão de Sam afasta-o da sua família e deixa-o sozinho e entregue aos seus pensamentos cruéis e teorias devastadoras.

    As personagens deste livro são especialmente marcantes por serem complexas e por não serem apenas uma coisa, ou seja, por não poderem ser simplesmente classificadas como boas ou más. Demonstram na perfeição que nem tudo é o que aparenta ser, que podemos viver uma vida enganados quando a verdade esteve sempre escondida debaixo dos nossos olhos e, acima de tudo, reforçam o facto de nunca conhecermos verdadeiramente as pessoas, pois o ser humano é um ser múltiplo e intrincado, constituído por várias camadas.

    A escrita de Karin Slaughter acompanha a dureza da história: é crua, obscura, algo violenta e assombrosa. A leitura é pesada, repleta de cenas e de descrições peculiares que chocam fortemente e que salientam a crueldade de que é capaz o ser humano. Em muitas ocasiões, torna-se mesmo desconfortável ler as atrocidades cometidas sem remorsos, ocultas por uma capa de aparente normalidade. No entanto, é também viciante, uma vez que mexe com a nossa mente e com as nossas emoções, obrigando-nos a enterrarmo-nos cada vez mais fundo na teia de mentiras que acompanha a trama e as personagens.

     Esta edição inclui ainda uma prequela, Arrancadas, que narra o último dia da vida de Julia, antes de ter desaparecido. Acima de tudo, vem reforçar a ideia de as pessoas íntegras e virtuosas estão igualmente susceptíveis aos perigos que espreitam a cada esquina. É interessante conhecer um pouco da personalidade de Julia através da sua própria perspetiva, no fim de lermos uma história em que apenas nos é apresentada segundo os pontos de vista do pai e das irmãs.

    "Flores Cortadas" é intenso e desconcertante, possui um enredo denso e macabro e personagens perturbadoras. É um livro sobre uma família despedaçada após o desaparecimento de um dos seus membros, sobre o modo como funciona a mente dos psicopatas e sobre a confiança cega que nos leva a ignorar qualquer sinal indiciador de problemas. É forte, escuro e absorvente, É, simplesmente, fantástico!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: I Don't Wanna Live Forever_Zayn and Taylor Swift

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Novidades da Harper Collins para Outubro

"Nujeen", de Nujeen Mustafa e Christina Lamb

Esta é uma história sobre as migrações modernas, a história de uma rapariga que supera a adversidade e foge do inferno da guerra enquanto luta por andar pela primeira vez na sua vida.

Nujeen Mustafa tem paralisia cerebral. Isso não a impediu de percorrer numa cadeira de rodas, com a irmã, os mais de 5000 quilómetros de distância entre a Síria e a Hungria. Graças a ter aprendido inglês vendo séries americanas na televisão síria,
conseguiu abrir caminho até à fronteira húngara, com a esperança de conseguir asilo na Alemanha. Ali pôde contar a sua experiência em colaboração com Christina Lamb, coautora do best-seller Eu, Malala.

Esta jovem síria de 16 anos tem a coragem de um leão.

Com uma voz forte e extraordinária, Nujeen conta-nos o que significa ser uma refugiada, ter crescido na guerra e ter tido que deixar para trás a sua pátria para depender de outros. Conta como a guerra na Síria destruiu uma nação orgulhosa perante a indiferença das potências internacionais e o temor dos seus líderes, assustados por intervenções anteriores. É também um incrível relato da coragem de alguém que decidiu não deixar de sorrir. É uma história do nosso tempo contada por uma jovem extraordinária.


"Canção de Embalar de Auschwitz", de Mario Escobar

Sobre a lama negra de Auschwitz que tudo devora, Helene Hanneman levantou uma creche no Campo Cigano. Nesse lugar, onde a felicidade é proibida, a jovem mãe ajuda a sobreviver a pouco mais de uma centena de crianças e, apesar do horror do campo de extermínio, Helene não desiste, nunca perde a vontade de viver nem de ajudar e ensina-nos uma lição maravilhosa sobre a coragem. Um romance emocionante baseado em factos reais, que resgata do esquecimento uma das mais comoventes histórias de heroísmo de uma mãe alemã no meio do terror nazista.

sábado, 30 de julho de 2016

Novo Livro de Veronica Roth em Portugal para 2017! - HarperCollins

      No próximo mês de janeiro, a HarperCollins Ibérica publicará o novo livro de Veronica Roth em Portugal!

    Com mais de 35 milhões de cópias impressas em todo o mundo, a trilogia Divergente de Veronica Roth conquistou claramente os jovens leitores em todo o mundo após o seu lançamento em 2011. Os fãs terão acesso simultâneo ao seu mais recente romance, Carve the Mark, a 17 de janeiro de 2017, data em que o livro será publicado em 33 línguas num lançamento mundial simultâneo. 

     Este é o primeiro de um conjunto de dois livros num planeta onde a violência e a vingança imperam. O segundo romance surgirá em 2018. Os fãs de Roth vão descobrir que Carve the Mark diverge da série anterior da autora de várias maneiras. «Por um lado, não se trata de boas pessoas a fazer o que está certo para salvar o mundo, é mais sobre pessoas desesperadas que fazem o que for preciso para conseguir o que querem», disse ela. «O truque, para eles, é descobrir exatamente o que têm de fazer. Carve the Mark situa-se num grande universo expansivo, com uma história elaborada e várias línguas e fenómenos misteriosos. Não tem a claustrofobia de um cenário distópico. E não se parece em nada como o nosso mundo.» 

    A autora diz que está muito satisfeita por os seus leitores em todo o mundo terem a possibilidade de saltar ao mesmo tempo para o novo mundo que ela está a construir.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Divulgação: "Flores Cortadas" - HarperCollins

Publicado pela HarperCollins

Flores Cortadas




De Karin Slaughter

Sinopse:


     Irmãs. Desconhecidas. Sobreviventes.

   Passaram mais de duas décadas desde que Julia, a irmã mais velha de Claire e de Lydia, desapareceu aos 19 anos, sem deixar rasto. Algum tempo depois, elas deixaram de se falar e seguiram caminhos opostos. Claire tinha-se convertido na esposa decorativa e ociosa de um milionário de Atlanta. Lydia, uma mãe solteira, namorava com um ex-presidiário e esforçava-se por fazer com que o dinheiro chegasse até ao fim do mês.

    No entanto, nenhuma delas recuperara do horror e da tristeza da tragédia partilhada. Uma ferida atroz, que se reabriu cruelmente quando o marido de Claire foi assassinado.

    O desaparecimento de uma jovem e o assassinato de um homem de meia-idade, separados quase por um quarto de século. Que relação podia haver entre ambos? Depois de alcançar uma trégua precária, as irmãs sobreviventes olharam para o passado em busca da verdade, começaram a desenterrar os segredos que destruíram a sua família, a descobrir uma possibilidade de redenção e vingança onde menos esperavam.

  Potente, perturbador e absorvente, repleto de personagens inesquecíveis e de reviravoltas assombrosas, Flores Cortadas é um thriller  magistral, de uma das melhores escritoras de suspense do panorama literário atual.

Inclui a prequela "Arrancada"

    Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e de romance policial mais afamadas e galardoadas do panorama literário atual. Mundialmente aclamada pela sua potência narrativa e consagrada pelas repetivas aparições na lista de best-sellers do New York Times, em Flores Cortadas, o seu novo thriller psicológico, demonstra o seu talento para criar histórias absorventes, capazes de manter o leitor em tensão, e dotadas de personagens de enorme solidez e intensidade psicológica

     Dos seus quinze romances, traduzidos a 32 idiomas, venceram-se de mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Convertida em fenómeno literário internacional alcançou o número da lista de livros mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Países Baixos, onde é a única autora que conseguiu ter oito títulos simultaneamente na lista de  best-sellers, incluindo o número um.


Opinião da Imprensa:

"Uma tragédia familiar impactatante, um thriller assustador e trepidante magicamente aperfeiçoado pela paixão, a intensidade e a humanidade, que são o selo característico de Karin Slaughter. Sem dúvida, um dos melhores livros do ano"_Lee Child

"Karin Slaughter prende-nos na primeira linha e já não nos solta"_Mary Higgins Clark

"Slaughter leva-nos a lugares escuros e recônditos em que os outros romancistas não se atrevem a entrar. É uma escritora que não teme nada. Uma das autoras de thrillers mais audazes da atualidade."_Tess Gerritsen

"Karin Slaughter é uma das escritoras estadunidenses contemporâneas mais apaixonantes, à margem do género que cultive."_Liza Marklund

"As suas personagens, os seus argumentos e o seu ritmo narrativo não têm comparação entre os escritores de thrillers."_Michael  Connelly