Qual é o livro?
sábado, 16 de abril de 2016
Citação do Dia - 15 de abril de 2016
"Ao longo da minha experiência foi-me dado observar o comportamento das pessoas, e com isso fiz romances. Eles ficam, no entanto, muito aquém do que aconteceu, porque há uma coisa que se chama a timidez da alma, e o que nos é revelado pode ser-nos proibido também."
Agustina Bessa-Luís
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Citação do Dia - 14 de abril de 2016
"As palavras são, como se diz em pintura, valores: para produzir, pois, um certo efeito de força ou de graça, o caso não está em ter muitos valores, mas em saber agrupar bem os três ou quatro que são necessários."
Eça de Queiroz
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Citação do Dia - 13 de abril de 2016
"Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem. Por outras palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio, a da sinceridade."
José Saramago
terça-feira, 12 de abril de 2016
Citação do Dia - 12 de abril de 2016
"A vida à beira-mar, para um escritor, tem a desvantagem de o fazer esquecer o mundo. É tão absorvente e tão embalador este ritmo contínuo das ondas, que se perde a memória do resto."
Miguel Torga
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Novidade da Suma de Letras - "A Livraria dos Finais Felizes"
De Katarina Bivald
Sinopse:
Bestseller do The New York Times
Sinopse:
Se a vida fosse um romance, o de Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos, nunca saiu da Suécia e jamais o destino perturbou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores que a fazem viver sonhos, viagens e paixões.
Tudo muda no dia em que recebe uma carta vinda de Broken Wheel, uma pequena cidade perdida no meio do Iowa. A remetente é Amy, uma americana de sessenta e cinco anos que lhe envia um livro. E assim começa entre ambas uma troca de correspondência afectuosa e sincera. Depois de uma intensa partilha de cartas e livros. Sara consegue, finalmente, a quantia necessária para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera. O fim da sua vida chegou mais cedo do que se esperava. Enquanto os excêntricos habitantes da cidade, de quem Amy tanto lhe falou, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a gentileza iniciando-os no desconhecido prazer da leitura. Porque depressa percebe que Broken Wheel precisa desesperadamente de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e também de algum romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria.
E é naquele lugar com pouca alma mas com um grande coração que Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, encontrará amizade, amor e emoção: será, finalmente, a verdadeira protagonista da sua vida.
E uma pessoa para cada livro
Katarina Bivald cresceu a trabalhar em part-time numa livraria. Vive nos arredores de Estocolmo, Suécia, rodeada de todas as prateleiras de livros que consegue encaixar em casa. Ainda não decidiu se prefere os livros ou as pessoas.
A livraria dos finais felizes é o seu primeiro romance, um grande sucesso internacional cujos direitos foram vendidos para 25 países e que alcançou o aplauso de leitores e crítica em todos os países onde já foi publicado.
A livraria dos finais felizes é o seu primeiro romance, um grande sucesso internacional cujos direitos foram vendidos para 25 países e que alcançou o aplauso de leitores e crítica em todos os países onde já foi publicado.
Opinião da Imprensa:
"Como o champanhe, a história de Bivald sobre a pequena e lânguida cidade de Broken Wheel, Iowa, é espirituosa e divertida e, ao mesmo tempo, um murro emocional. Cheia de referências a livros e personagens, esta história recordar-lhe-á porque é um amante de livros."_Amazon Best Book Of The Month
"Uma história comovente sobre o poder transformador da leitura."_People
"Uma história comovente sobre o poder transformador da leitura."_People
"Originalmente cativante... doce, peculiar."_The Washington Post
"Uma estreia emocionante e absolutamente encantadora da autora sueca Katarina Bivald. Este romance relembrar-nos-á porque somos amantes de livros e porque é agradável ler alguns finais felizes."_Library Journal
"Esta encantadora história de amor pelos livros prende os corações dos leitores desde a primeira à última página. Um romance obrigatório para os amantes de livros que gostam de uma história inteligente, bem-disposta e tudo menos superficial."_RT Book Reviews TOP PICKS
"Uma estreia emocionante e absolutamente encantadora da autora sueca Katarina Bivald. Este romance relembrar-nos-á porque somos amantes de livros e porque é agradável ler alguns finais felizes."_Library Journal
"Esta encantadora história de amor pelos livros prende os corações dos leitores desde a primeira à última página. Um romance obrigatório para os amantes de livros que gostam de uma história inteligente, bem-disposta e tudo menos superficial."_RT Book Reviews TOP PICKS
Citação do Dia - 11 de abril de 2016
"Escrevo-te em desordem, bem sei. Mas é como vivo. Eu só trabalho com achados e perdidos."
Clarice Lispector
domingo, 10 de abril de 2016
Opinião sobre "A Vida É Fácil, Não Te Preocupes" - Agnès Martin-Lugand
A Vida É Fácil, Não Te Preocupes
(Artigo de Opinião)
Autora: Agnès Martin-Lugand
Título Original: La vie est facile ne t'inquiète pas (2015)
Tradução: Rita Carvalho e Guerra
ISBN: 978-989-665-034-6
Nº de páginas: 232
Nº de páginas: 232
Editora: Suma de Letras
ATENÇÃO: esta opinião pode conter spoilers de livros anteriores
Sinopse
Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.
Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?
Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Suma de Letras em troca de uma opinião sincera
Opinião
Antes de mais, agradeço à Suma de Letras pelo gentil envio do livro.Depois de "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" (opinião disponível aqui), Agnès Martin-Lugand regressa com uma sequela da história de Diane, "A Vida É Fácil, Não Te Preocupes". Embora aconselhe primeiro a leitura de "As Pessoas...", é possível a leitura deste segundo volume de forma independente, uma vez que a autora, logo no início do livro, apresenta o panorama geral da vida da protagonista, desde a morte da filha e do marido até ao presente.
Em "A Vida É Fácil...", reencontramos Diane numa outra fase da vida: reabriu o seu café literário e luta pela sua independência e estabilidade pessoal e profissional. Aos poucos, tem aprendido a viver sozinha e a aceitar a partida dos dois grandes amores da sua vida, tentando encontrar as pequenas coisas boas que o destino ainda tem para lhe oferecer. E uma dessas coisas boas chega na forma um homem atencioso e carinhoso, Olivier, que se vai aproximando, devagar, dando-lhe sempre o espaço de que precisa, e que acaba por conquistar um espaço no seu coração.
No entanto, os problemas na Irlanda não abandonam Diane e acabam por voltar a entrar impetuosamente no seu quotidiano. E é então que se vê confrontada com uma escolha difícil e inevitável - o que a fará feliz: a segurança de uma relação carinhosa com Olivier ou o amor lancinante que nutre por Edward?
Diane, nesta segunda fase da história, já se encontra mais resignada com a perda que sofreu, o que se reflete numa abordagem do luto mais superficial. Confesso que, por vezes, me senti um pouco exasperada com a sua quase constante indecisão, principalmente devido aos efeitos repercutidos por esta na vida das pessoas que rodeiam Diane - nomeadamente Olivier -, que acabam por sofrer inocentemente. Todavia, compreendo que a personagem ainda está a recuperar de uma situação traumática e que se encontra a reaprender aquilo que realmente quer/precisa. Mesmo assim, a ligação e o sentimento de empatia que senti por ela no primeiro livro estende-se a este também - sendo esse, para mim, um dos grandes pontos fortes do livro.
Outro ponto forte que apreendeu grande parte da minha atenção e que me manteve cativa foi o aparecimento de uma criança, Declan. Este rapazinho fragilizado foi uma das minhas personagens preferidas, em grande parte, pela sua vulnerabilidade e pela naturalidade das suas atitudes.Edward permanece misterioso, mas considero-o mais aberto e delicado em "A Vida É Fácil...". A conjuntura em que se encontra contribui para a sua debilidade, o que permite conhecer a sua faceta mais carinhosa - e a verdade é que gostei muito deste Edward!
Félix continua a ser uma personagem fulcral no caminho de Diane. É um dos ingredientes mais divertidos e leves da história sendo, simultaneamente, o pilar de Diane - a amizade dos dois é pura e invejável. Funciona quase como uma consciência corpórea, incitando-a a perceber aquilo que a faz sentir-se bem e realizada. Porém, penso que o final que lhe foi concedido aparenta ser ligeiramente forçado.
Nota-se que a escrita é mais madura, existindo uma dimensão mais emocional no relato da protagonista. Embora em "As Pessoas Felizes..." também tenham havido descrições marcantes - as dos momentos trágicos que destroçaram Diane -, a verdade é que os acontecimentos deste segundo livro conseguiram tocar-me de modo mais direto, fazendo-me inclusive emocionar com algumas das despedidas. Aprecio a capacidade que a autora possui de nos agarrar à história - sendo quase impossível não ler o livro todo de uma vez -, e a facilidade da conexão com as personagens, que são extremamente reais.
Apesar de ter gostado do final do livro anterior - uma vez que, na minha opinião, e tendo em conta a situação sensível da protagonista, foi a melhor solução que a autora poderia ter encontrado -, agradou-me bastante a conclusão que Agnès ofereceu a Diane nesta sequela, proporcionando-lhe um tipo diferente de felicidade, que esta já consegue receber e aproveitar.
Em suma, este é um livro que recomendo pela simplicidade através da qual temas sérios e pesados são apresentados de uma forma leve e gratificante. Passa a mensagem de que, por mais provações a que sejamos sujeitos, a vida reservar-nos-á sempre uma nova oportunidade - basta que saibamos reconhecê-la e aceitá-la. Esta foi uma leitura que me deixou feliz e satisfeita. Gostei muito!
Música que aconselho para acompanhar a leitura: I'll Be Good_Jaymes Young
(https://www.youtube.com/watch?v=scd-uNNxgrU)
(https://www.youtube.com/watch?v=scd-uNNxgrU)
Balanço e Aquisições do Mês de Março (2016)
O Discípulo
"O Discípulo", o segundo volume da série Sebastian Bergman (opinião sobre Segredos Obscuros disponível aqui), da dupla de escritores suecos Hjorth & Rosenfeldt, oferecido pela Suma de Letras;
Júlia: Afinal Existem Príncipes Encantados!
A Kobo ofereceu-me este e-reader Kobo Glo HD. Em breve, virei falar-vos sobre ele no blogue!;
"A Vida É Fácil, Não Te Preocupes", sequela de "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" (opinião disponível aqui), de Agnès Martin-Lugand, foi-me oferecido pela Suma de Letras;
"As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café", de Agnès Martin-Lugand, foi-me gentilmente cedido pela Guerra e Paz Editores (opinião disponível aqui).
Citação do Dia - 10 de abril de 2016
"Não é o conteúdo, mas sim a forma de pensar que importa."
Orhan Pamuk
sábado, 9 de abril de 2016
Citação do Dia - 09 de abril de 2016
"Tudo isto se acumula de uma forma, que, mais cedo ou mais tarde, não dá para suportar mais. E, nessa situação, comecei a escrever, porque não havia outra forma de me exprimir, excepto através do ciclo vicioso das palavras."
Herta Müller
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