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terça-feira, 7 de junho de 2016

25 Questões ao Criador - Conhecendo melhor... Natalie K. Lynn

 Biografia:

     Carmen Silva e Maria Valente nasceram no mesmo dia, do mesmo mês do mesmo ano e à mesma hora. A paixão pelo jornalismo fez com que os seus caminhos se cruzassem no ano 2000, na Escola Superior de Comunicação Social. A partir daí as suas jornadas nunca mais se desentrelaçaram, primeiro como colegas de turma e depois de profissão. A Carmen na imprensa escrita e a Maria pelo mundo da rádio.

      À margem da profissão, partilham a mesma necessidade de conhecer o mundo e são por isso muitas as viagens que já fizeram juntas. Foi precisamente numa dessas viagens, algures pelas paisagens indonésias que decidiram avançar com a vontade que ambas, mais uma vez, partilhavam: escrever um livro… um romance no feminino.

  Uma vontade cuja semente lhes fora incutida pelas respetivas mães, ávidas leitoras do género, sobretudo de autoras anglo-saxónicas de renome.

    Em jeito de homenagem, apoderaram-se do nome das mães, já ausentes deste mundo, e da nacionalidade das autoras que estas tanto apreciavam. Grotescamente, uniram as “peças” soltas deste furto com a letra K de Karma, um termo característico das filosofias orientais, que para Carmen e Maria simboliza o “canto” do mundo onde estavam quando decidiram que era hora de colocar no papel as histórias que lhes fervilhavam na mente.

      Fruto desta mistura improvável nasceu o pseudónimo Natalie K. Lynn.



Começo por deixar aqui o meu agradecimento à Carmen e à Maria (Natalie) por terem aceite a entrevista e por toda a simpatia e sinceridade com que enfrentaram este pequeno desafio.


Entrevista:

Dream Pages (D.P.): 1_Quando começaram a escrever? O que vos levou a decidirem escrever a “quatro mãos”?
    Carmen Silva (C.S.): Começámos a escrever, mais ou menos, no início de 2014. Tudo aconteceu na primeira grande viagem que fizemos juntas. Foi em Bali, num restaurante de praia, ao final da tarde, que a meio da conversa uma lançou “olha, e se escrevêssemos um livro?” e a outra rematou “vamos a isso!”. Fazia sentido escrevermos um livro juntas porque os nossos estilos complementam-se: eu sou uma pessoa da ação e da narrativa e a Maria é mais do pormenor e da descrição.

   Maria Valente (M.V.): Nós conhecemo-nos no curso de jornalismo. O facto de termos escolhido esta área já mostra alguma simpatia pelas letras. Por outro lado, Bali foi de facto um virar a página para nós porque foi como se tivéssemos uma epifania.

D.P.: 2_Em que contexto surgiu o vosso livro “Júlia: Afinal, existem Príncipes Encantados!”? Como é que surgiu a oportunidade de o publicar?
    C.S.O “Júlia: Afinal, existem Príncipes Encantados!” foi a quarta obra que escrevemos, apesar de a ideia ou da filosofia subjacente a este livro ou, melhor, à coleção, nos acompanhar desde o início. Sabíamos que queríamos escrever contos de fadas modernos e para o público português. Mas na altura ainda não nos sentíamos preparadas para concretizar essa missão, pois a ideia, tal como nós, precisava de maturação. Afinal, nunca tínhamos escrito um livro na vida e a verdade é que quando chegávamos à frente do computador para começar a escrever, mesmo quando já tínhamos uma ideia sobre a história que queríamos contar, havia sempre aquele momento do “e agora?”, ou “como é que eu começo?”, etc. E a maneira que encontrámos para começar a ultrapassar este tipo de bloqueio inicial e a amadurecer foi realmente dar liberdade à imaginação e começar a escrever. Daí por exemplo, o nosso primeiro livro - “Odiar e Amar um Duque: Prisioneira do Destino - ser uma short story histórica ficcional ou o nosso segundo livro - “Nas Garras do Escorpião: o Deserto da Perdição” – se passar num deserto, num cenário completamente idealizado por nós. E foi assim que acabámos por ganhar maturidade para passar para o papel a ideia que tínhamos desde o início e que deu origem a este livro e à coleção que lançámos agora.

   M.V.Todas as obras que a Carmen referiu estão autopublicadas na Amazon, mas com o “Júlia: Afinal, existem Príncipes Encantados!” a ideia foi tentar publicar sob a égide de uma editora porque escrevemos esta história a pensar no público português e, por isso, o objetivo era chegar a este mesmo público. Fizemos uma pesquisa sobre editoras que publicassem livros vocacionados para o público feminino e, no meio desta pesquisa, deparámo-nos com a Chiado Editora. Enviámos a obra e uns dias depois recebemos a resposta em como iam publicar o nosso romance, o que nos deixou muito feliz.

D.P.: 3_De onde vêm as vossas personagens? Identificam-se com alguma delas?
     C.S.: As nossas personagens têm a sua própria identidade. No entanto, muitas vezes o ponto de partida são características de pessoas que conhecemos e até nossas, pois um dos nossos objetivos é tornar o romance o mais “real” possível, ou seja, queremos que as pessoas ao lerem, se identifiquem com esta ou aquela personagem. Não me identifico, em particular, com qualquer uma das personagens.

     M.V.: Eu confesso que há umas com que me identifico mais do que outras. A Leonor é demasiado certinha por exemplo, às vezes é irritante… (risos) Mas o desafio também é esse, escrever uma resposta ou uma atitude que nós nunca teríamos! Se eu fosse amiga da Julia acho que lhe tinha dado meia dúzia de berros de vez em quando…. (risos).

D.P.: 4_Como lidam com as críticas ao vosso trabalho?
     C.S.: Lidamos bem. Já sabemos à partida que não vamos agradar a gregos e a troianos e portanto vai sempre haver quem goste das nossas histórias e quem não goste. Escrevemos romances e queremos continuar a escrevê-los e para nós o importante é mantermo-nos fiel à nossa filosofia no que toca àquilo que achamos que um romance deve ser.

    M.V.: São importantes e valorizam o nosso futuro trabalho, na minha opinião. No geral têm sido muito positivas, mas é o que a Carmen diz, aqui escrevemos romances, livros, não jornais. É ficção, é romanceada e a linha que escolhemos é essa.

D.P.: 5_O que sentem quando escrevem? O que vos dá mais prazer na escrita? Qual é a maior dificuldade que sentem quando estão a escrever?
    C.S.: Estas questões que nos coloca não têm uma resposta “simples” porque dependem de múltiplos fatores. Por exemplo, da nossa mood naquele dia, do ponto da história em que estamos… Às vezes a maior dificuldade que sinto quando escrevo é conseguir acompanhar com as mãos o raciocínio, porque a história na minha mente desenvolve-se a uma velocidade mais rápida do que aquela a que consigo escrever. Mas outras vezes, a dificuldade é quase oposta, ou seja, chega-se a um ponto na história em que se fica ali uns momentos a pensar “e agora?”.

     M.V.: Eu “vejo” muito os locais que descrevemos, os tiques das personagens, às vezes dou por mim com um sorriso porque estou completamente dentro da história.
A maior dificuldade é que às vezes a inspiração chega a horas impróprias…  não escrevo quando tenho tempo na agenda, é impossível. É preciso haver um “clique” para começar.

D.P.: 6_Tem algum ritual de escrita? 
     C.S.: Não.

     M.V.: Tenho de estar sozinha e sem barulho.

D.P.: 7_Para além de escrever, qual é o vosso maior talento?
     C.S.: Essa é uma boa pergunta!

     M.V.: … mas a que não sabemos a resposta!

D.P.: 8_Consideram a escrita uma necessidade ou um passatempo?
    C.S.: Uma necessidade porque dou por mim a ter a mente povoada com várias histórias e algumas acho que vale a pena passar para o papel.

    M.V.: Um pouco de cada.

D.P.: 9_Preferem ler ou escrever?
   C.S.: Escrever.

   M.V.: Ai… posso escolher os dois?

D.P.: 10_O que pensam que seria do mundo sem livros?
    C.S.: Um mundo sem livros seria um mundo muito condicionado porque todas as vezes que lemos um livro, seja ele qual for, viajamos ou, melhor, o nosso espírito viaja, o nosso espírito alimenta-se, o nosso espírito vive, inclusive, algumas emoções que de outra maneira seria difícil de as experienciar.

   M.V.: Não é concebível. Não haveria histórias, sonhos, informação…

D.P.: 11_Qual é o vosso escritor favorito?
    C.S.: Jane Austen.

    M.V.: Não consigo escolher só um.

D.P: 12_Qual é o vosso livro preferido?
    C.S.: “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen.

    M.V.: Também não tenho só um. “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera, “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde e “O Perfume” de Patrick Süskind são alguns dos meus preferidos.

D.P.: 13_Houve algum livro que vos tenha feito olhar o mundo de forma diferente?
    C.S.: Sim, a “Profecia Celestina”.

    M.V.: Muitos… O “Ensaio sobre a Cegueira”, por exemplo.
D.P.: 14_Preferem o livro ou o filme?
    C.S.: Livro.

   M.V.: Livro, sem dúvida, 90 % das vezes acho que o filme não vai ao encontro do cenário que construí ao ler o livro e acabo por ficar desapontada.

D.P.: 15_Qual é a vossa música preferida?
    C.S.: Tenho várias e também depende muito do estado de espírito. Mas uma das minhas músicas preferidas é o “Get By” do Talib Kweli.

    M.V.: Só uma?!! Depende muito… tenho um carinho especial pelo “Cry me a River” cantado pela Ella Fitzgerald.


D.P.: 16_Costumam ouvir música quando estão a escrever?
   C.S.: Sim.

   M.V.: Não.

D.P.: 17_É fácil conciliar a escrita com o vosso trabalho e a vossa vida? 
   C.S.: Sim, para mim, é relativamente fácil.

   M.V.: Não, nada mesmo. Mas quem corre por gosto…

D.P.: 18_Qual é a vossa citação favorita?
   C.S.: "Dá a quem amas: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”, Dalai Lama.

  M.V.: “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry.

D.P.: 19_Quem/Qual é a vossa fonte inspiração?
   C.S.: A realidade.

   M.V.: Um pouco de tudo o que me rodeia, mas é difícil bater uma boa gargalhada.

D.P.: 20_Qual é o vosso maior sonho?
   C.S.: Poder escrever romances a tempo inteiro.

   M.V.: Dar a volta ao mundo num barco à vela!

D.P.: 21_Qual é o vosso lema de vida?
    C.S.: “Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”.

    M.V.: “Se não tentares nunca vais saber”.

D.P.: 22_Estão a trabalhar em novos projetos? O que podem adiantar sobre o próximo volume de "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho"? O que podem os leitores esperar para o futuro?
    C.S.: Sim, estamos sempre a escrever “qualquer coisa”. Neste momento, para além de estarmos a acabar o segundo volume desta coleção, também temos outro romance quase terminado. Que será o primeiro volume de outra coleção que estamos a pensar iniciar relacionada com amor/romance em viagem.

    M.V.: Quanto ao próximo volume da coleção “Amor, Amigas e Garrafas de Vinho”, posso adiantar que durante o desenrolar do enredo do “Júlia: Afinal, existem Príncipes Encantados!” é apresentado o ponto de partida da próxima história a ser contada, que é a da Marta. Além disso, também há um vislumbre da história da Rita. Aquilo que podemos desvendar, de uma maneira muito sintética, é que a Marta vai apaixonar-se por um bad boy.

D.P.: 23_Onde podem os leitores adquirir o vosso livro?
   M.V.: Para além de o poderem adquirir no site da Chiado Editora, o “Júlia: Afinal Existem Príncipes Encantados!” pode ser adquirido, pelo menos, na Fnac e na Wook.

D.P.: 24_Alguns conselhos para os novos escritores?
    C.S.: Não desistam do vosso sonho!

    M.V.: “Se não tentares nunca vais saber”

D.P.: 25_E, por fim, qual é para vocês o maior segredo do Universo?
    C.S.: O pensamento positivo. Se pensarmos positivo e focarmos naquilo que realmente queremos, os pensamentos terão força para se tornarem realidade.

    M.V.: É segredo ;)
Para mais informações e para poder seguir o trabalho da escritora, visite a sua página no Facebook: https://www.facebook.com/writernatalieklynn

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Opinião sobre "Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!" (Amor, Amigas e Garrafas de Vinho #1) - Natalie K. Lynn

Júlia: Afinal Existem Príncipes Encantados!
(Amor, Amigas e Garrafas de Vinho #1)
(Artigo de Opinião)


Autora: Natalie K. Lynn
ISBN: 978-989-51-5579-8
Nº de páginas: 282
Editora:  Chiado Editora


Sinopse

Quando chamou palhaço a Miguel Souto, o homem de bata branca que estava à sua frente, jamais passara pela cabeça de Júlia Medeiros que ele não ia desistir enquanto não a tivesse rendida aos seus encantos...

    Uma missão aparentemente impossível, uma vez que há muito que a jornalista tinha deixado de acreditar em príncipes.

   Mas o pediatra estava determinado a quebrar as muralhas que ela construíra em torno do seu coração para a fazer viver o conto de fadas e nada o iria impedir, nem mesmo as adversidades do destino, como a sua partida numa missão humanitária para um país africano em guerra.

     Uma história empolgante sobre a descoberta do amor neste primeiro volume da coleção "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho".


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Chiado Editora em troca de uma opinião sincera


Opinião


      Começo por agradecer à Chiado Editora pelo gentil envio do livro.

     "Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!" é o primeiro livro de uma coleção intitulada "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho", de duas autoras portuguesas que escrevem sob o pseudónimo de Natalie K. Lynn.
 
     Júlia Medeiros é uma jornalista na "casa dos trinta" que há muito deixou de acreditar no amor e em encontrar o seu príncipe encantado. Tem a seu cargo uma reportagem sobre o trabalho dos Drs. Palhaços - pessoas que animam as crianças internadas - e, no decorrer da sua visita ao hospital, num percalço infeliz (ou não), conhece Miguel Souto, pediatra e diretor do serviço.

    A conexão que os une é imediata, mas Júlia, cética em relação aos assuntos do coração, mostra-se um pouco receosa em atirar-se de cabeça para uma relação com Miguel, pois não quer acabar magoada. Apesar disso, os avanços de Miguel acabam por dar frutos, e Júlia começa a apaixonar-se...

    Miguel Souto é um homem charmoso, habituado ao impacto que costuma causar no sexo oposto. Dono de uma forma física invejável, que lhe confere uma imagem bastante atraente, fica deveras surpreendido com o súbito interesse que sente por Júlia e que, aparentemente, não é recíproco. Decidido a prolongar ao máximo o seu tempo com a jornalista, protagoniza um jogo de sedução que passa por lhe "aprisionar" o telemóvel.

    Aos poucos, algo entre eles começa a surgir... Mas estará Júlia pronta para deixar de lado as suas descrenças e para abraçar esta nova oportunidade do amor na sua vida? Será Miguel o príncipe encantado por quem esperava inconscientemente?

   A par do romance, que constitui a intriga principal, existe uma poderosa amizade: um grupo de quatro amigas - Júlia; Marta, uma enfermeira; Rita, que é advogada; e Leonor, relações públicas numa multinacional - dentro do qual não existem temas proibidos. O esplendor desta amizade surge, não só nos momentos bons, mas também nos momentos em que um dos membros do grupo precisa de apoio, como aconteceu com Júlia.

   O papel de vilãs da história coube a Isaurinha e a Laura, a mãe e a ex-namorada de Miguel, respetivamente. Estas duas aproveitam-se da fragilidade de Miguel para tentar separá-lo de Júlia, não pesando convenientemente as consequências. Dão sempre prioridade aos seus interesses pessoais, face ao bem-estar dele. As atitudes de Isaurinha são verdadeiramente detestáveis e é quase impossível não sentir uma certa repulsa por esta personagem, que prefere a posição social à felicidade do filho.

     A conexão do leitor com Júlia é facilitada pela sua simplicidade. É uma rapariga disposta a lutar por aquilo que quer e, embora inicialmente receosa, é interessante ver a quebra das barreiras que ergueu para se proteger das desilusões. É inteligente, perspicaz, e não teme dizer o que pensa.

     A personalidade de Miguel também é bastante aprazível - educando, amável e afetuoso, é um homem brincalhão, com um humor caricato, e cuja sagacidade me conquistou. A tenacidade na missão de fazer Júlia voltar a acreditar no amor foi louvável.

    Gostei da utilização de expressões, de uso frequente no quotidiano, no seio do trato entre amigos, pois acaba por conferir algum realismo à obra. A escrita também é bastante agradável - mas uma revisão mais cuidada poderia ter eliminado erros pontuais e suprimido alguma falta de pontuação, principalmente no fim dos parágrafos. O único aspeto menos bom que tenho a apontar prende-se com a previsibilidade da história. O núcleo central gira em torno da conquista de Miguel e, só numa fase mais avançada, acontece algo que abala as estruturas da relação deste com Júlia. A narrativa é, em si, um tanto previsível. No entanto, é um romance cuja história não deixa ser muito divertida - principalmente as partes do "engate" e as saídas do grupo - e leve, pelo que cumpre a sua função e consegue prender o leitor. As observações mordazes de Júlia e os comentários satíricos de Miguel conseguiram arrancar-me verdadeiras gargalhadas!

    Em suma, "Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!" é uma história onde prima o humor e a boa disposição. Transmite a mensagem de que o amor está ao virar da esquina - ou, neste caso, à saída do elevador - basta que não tenhamos medo de sentir e que saibamos lutar por aquilo que queremos, ao invés de desistir perante o primeiro contratempo. Os próximos volumes debruçar-se-ão sobre as amigas de Júlia, pelo que me já me encontro entusiasmada para saber qual será o final destas personagens que tão bem acompanharam Júlia nos momentos mais difíceis. Foi uma boa leitura!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Nobody Love_Tori Kelly
(https://www.youtube.com/watch?v=MPX3qz1ve7M)

terça-feira, 1 de março de 2016

Novidade da Chiado Editora - "Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!"

Novidade da Chiado Editora


Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!



De Natalie K. Lynn



Sinopse:


      Quando chamou palhaço a Miguel Souto, o homem de bata branca que estava à sua frente, jamais passara pela cabeça de Júlia Medeiros que ele não ia desistir enquanto não a tivesse rendida aos seus encantos...

    Uma missão aparentemente impossível, uma vez que há muito que a jornalista tinha deixado de acreditar em príncipes.

   Mas o pediatra estava determinado a quebrar as muralhas que ela construíra em torno do seu coração para a fazer viver o conto de fadas e nada o iria impedir, nem mesmo as adversidades do destino, como a sua partida numa missão humanitária para um país africano em guerra.


Uma história empolgante sobre a descoberta do amor neste primeiro volume da coleção "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho"

      Carmen Silva e Maria Valente nasceram no mesmo dia, do mesmo mês do mesmo ano e à mesma hora. A paixão pelo jornalismo fez com que os seus caminhos se cruzassem no ano 2000, na Escola Superior de Comunicação Social. A partir daí as suas jornadas nunca mais se desentrelaçaram, primeiro como colegas de turma e depois de profissão. A Carmen na imprensa escrita e a Maria pelo mundo da rádio.

    À margem da profissão, partilham a mesma necessidade de conhecer o mundo e são por isso muitas as viagens que já fizeram juntas. Foi precisamente numa dessas viagens, algures pelas paisagens indonésias que decidiram avançar com a vontade que ambas, mais uma vez, partilhavam: escrever um livro… um romance no feminino.

    Uma vontade cuja semente lhes fora incutida pelas respetivas mães, ávidas leitoras do género, sobretudo de autoras anglo-saxónicas de renome.

   Em jeito de homenagem, apoderaram-se do nome das mães, já ausentes deste mundo, e da nacionalidade das autoras que estas tanto apreciavam. Grotescamente, uniram as “peças” soltas deste furto com a letra K de Karma, um termo característico das filosofias orientais, que para Carmen e Maria simboliza o “canto” do mundo onde estavam quando decidiram que era hora de colocar no papel as histórias que lhes fervilhavam na mente.

    Fruto desta mistura improvável nasceu o pseudónimo Natalie K. Lynn.