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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Opinião sobre "Carry On - A História de Simon Snow" - Rainbow Rowell

Carry On - A História de Simon Snow
(Artigo de Opinião)


Autora: Rainbow Rowell
Título Original: Carry On (2015)
Tradução: Fernanda Semedo
ISBN: 978-989-773-076-4
Nº de páginas: 400
Editora: Saída de Emergência

Sinopse

      Na famosa Escola de Magia de Watford, Simon desempenha um papel especial: ele é o Escolhido, aquele que irá salvar todos do Mal. Mas a verdade é que, metade das vezes, Simon não consegue fazer a sua varinha funcionar, e, na outra metade, pega fogo a tudo. O seu mentor evita-o, a sua namorada deixou-o, e existe um monstro que se alimenta de magia e que utiliza o rosto de Simon. Para piorar as coisas, Baz, a némesis irritante de Simon, desapareceu. Só pode estar a preparar alguma!


     Carry On - A História de Simon Snow está repleto de fantasmas, amor, mistérios. Tem exatamente a quantidade de beijos e de conversa que seria de esperar numa história de Rainbow Rowell - mas muito, muito mais monstros.

    Esta é a história de Simon Snow, a personagem fictícia que povoava a vida e imaginação de Cath em Fangirl, o fabuloso romance de Rainbow Rowell.




Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Saída de Emergência em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Saída de Emergência pelo gentil envio do livro.

      "Carry On - A História de Simon Snow" centra-se nas personagens da história que Cath, a protagonista de Fangirl (podem ler a minha opinião aqui), tanto gostava. Já há algum tempo que este livro me suscitava bastante curiosidade, principalmente pelas boas críticas que tem vindo a receber, e a verdade é que, apesar de sentir que alguns aspetos podiam ter sido melhor trabalhados, gostei bastante desta leitura!

      Simon Snow é um promissor jovem mágico, destinado a grandes feitos, mas a verdade é que, até agora, ainda nem compreende como controlar corretamente todo o seu poder. Finalista em Watford, uma conceituada escola de magia, tem de partilhar o quarto com o seu inimigo de longa data, Baz, um rapaz algo misterioso e sombrio que, aparentemente, passa a vida a tentar matá-lo e a tentar roubar-lhe a namorada.

    Como se isso não bastasse, Simon tem ainda de lidar com um perigo maior e mais real: o temível Hundrum, uma criatura destruidora que consome magia e que se assemelha a Simon em criança. Conseguirá Simon lidar com todos os problemas e derrotar o Mal ou poderá ter-se o destino enganado quanto a este jovem mágico? 

    No início, tive algum receio que a autora mantivesse a história com demasiados pontos comuns à de Harry Potter. E a verdade é que existem, de facto, muitas semelhanças à história de J. K. Rowling - uma escola de magia, um jovem orfão mágico destinado a derrotar o mal... -, mas, felizmente, existem também muitas diferenças, que dão um toque identitário à história, ou não fosse este livro uma fanfiction. Foi, assim, com agrado, que vi a autora "descolar" da história original de Harry Potter e reinventá-la  com vampiros, fantasmas, mistérios e muitas peripécias à mistura.

     Rainbow Rowell mantém o carácter algo desastrado dos personagens de que tanto gosto. Simon é supostamente o Escolhido, aquele que vai salvar todos do Mal, mas nem consegue controlar devidamente a sua magia, já para não falar da confusão que é a sua vida amorosa. Simon é uma personagem divertida e bondosa, mas, por vezes, achei-o um pouco superficial, motivo pelo qual acabei por gostar mais de Baz, um rapaz mais fechado que carrega consigo um pesado fardo e que mantém os seus sentimentos em segredo, mas com uma personalidade mais vincada e atrativa.

    Apesar de ter gostado de toda a fantasia e magia da história, penso que foi a componente romântica que verdadeiramente me prendeu, apesar - ou exatamente por - não ter assim um destaque tão significativo no livro. Sem querer entrar em grandes pormenores para evitar spoilers, gostei bastante da forma como a autora densenvolveu naturalmente um romance homossexual e abordou os sentimentos dos dois jovens, quer um pelo outro, quer consigo mesmos.

   A história tem bastantes clichês e, por vezes, peca um pouco pela falta de originalidade e pela previsibilidade em determinados tópicos, mas sem dúvida que compensa no desenvolvimento das personagens e nas relações entre estas.

    Por vezes senti que havia mais aspetos a ser explorados, acontecimentos do passado que tinham potencial e que dariam mais consistência à história. Além disso, senti que também o final merecia ter sido desenvolvido com mais profundidade, para fechar todas as pontas soltas, mas ainda assim gostei do toque de esperança que fica nas possibilidades em aberto.

     "Carry On - A História de Simon Snow" foi um livro que me conquistou aos poucos, à medida que ia mergulhando num mundo mágico que se afastava cada vez mais do familiar, e que ia conhecendo as personagens, que são o grande ponto forte desta história. Este é um livro que recomendo aos leitores que gostam de fantasia e que procuram uma leitura refrescante, amorosa e divertida. Gostei bastante!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Ed Sheeran_Who you are

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Opinião sobre "Fangirl" - Rainbow Rowell

Fangirl
(Artigo de Opinião)


Autora: Rainbow Rowell
Título Original: Fangirl (2013)
Tradução: João Seixas
ISBN: 978-989-7-10209-7 
Nº de páginas: 448
Editora: Edições Chá das Cinco

Sinopse

       Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém?

     Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe.

       Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer.

     Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário.

    A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Edições Cha das Cinco em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Chá das Cinco pelo gentil envio do livro.

      Desde que li "Anexos", a minha estreia com Rainbow Rowell, que andava com imensa vontade de ler mais livros desta autora, e a publicação em Portugal de "Carry On - A História de Simon Snow" - um livro que tem sido muito bem recebido pela crítica - foi a oportunidade perfeita. No entanto, e apesar de "Carry On" ser um livro único, os protagonistas fazem parte de uma história que podemos encontrar em "Fangirl", motivo pelo qual decidi ler este primeiro. E a verdade é que gostei!

      Cath e Wren são gémeas idênticas e, desde pequenas, têm sido sempre o apoio uma da outra. Desde que a mãe as deixou, ainda crianças, que se refugiam no universo de Simon Snow - um personagem de uma história de fantasia -, tendo acabado por passar grande parte da sua adolescência a escrever fancfics sobre ele, habitando esse mundo de fantasia onde tudo faz sentido.

       No entanto, chegou a hora de ir para a universidade e Wren sente que precisa de se distanciar um pouco da irmã para poder criar a sua própria identidade. Porém, Cath está habituada a viver na sombra de Wren e não sabe bem o que fazer agora que não tem a irmã para a guiar. 

       Como se isso não bastasse, tem de aprender ainda a lidar com a sua peculiar - e algo rabugenta - colega de quarto, bem como com o amigo desta - com o qual se cruza involuntariamente de cada vez que este vai ao seu quarto -, com um professor que não compreende os seus gostos e com um colega de escrita criativa, cujas intenções ainda não conseguiu perceber. E tudo isto enquanto se preocupa com o estado de saúde do pai.

       Conseguirá Cath adaptar-se à nova vida na universidade? E se para isso tiver de deixar Simon Snow no passado?

      Gostei de observar a evolução de Cath ao longo do livro, bem como acompanhá-la na descoberta de si própria. No início da história, Cath é uma rapariga introspetiva e algo dependente, muito inocente, acostumada a seguir o exemplo da irmã e refugiando-se constantemente no seu mundo de fantasia, o seu ambiente seguro. Mas a ida para a faculdade e o afastamento da sua outra metade obrigam-na a crescer e a começar a fazer decisões por si própria, bem como a encontrar um grupo de amigos fora dos livros e da internet. Com o decorrer da história, Cath vai aprender que é importante adotar pequenas mudanças que a façam feliz, mas que deve sempre manter-se fiel a si própria.

   Os capítulos que narram a vida de Cath alternam com alguns excertos da história de Simon Snow ou da fanfiction que esta escreve. No início, tive alguma curiosidade na história de Simon Snow - verdade seja dita, muito semelhante à de Harry Potter -, mas confesso que, mais ou menos a meio do livro, comecei a perder algum interesse nestes capítulos, pois queria regressar rapidamente às aventuras e desventuras de Cath. 

      Apesar de "Fangirl" ser essencialmente sobre Cath, acabamos por também seguir alguns episódios da vida de Wren. Wren é substancialmente diferente da irmã, o que, inicialmente, me levou por múltilplas vezes a questionar como é que, durante tantos anos, as duas foram tão unidas e depois sofreram uma rutura tão abrupta na relação ao chegarem à universidade. Ao contrário de Cath, Wren é uma rapariga mais extrovertida, que gosta de ir a festas e que facilmente se destaca, mas que nem sempre faz as escolhas mais corretas. Não gostei do facto de simplesmente ter abandonado a irmã ao chegar à universidade.

    Nick, o colega de "Escrita Criativa" de Cath, foi uma personagem que me irritou. Tendo algum relevo na história, Nick foi-se insinuando na vida da protagonista, mas os seus motivos não eram os mais nobres. Por mais estranho que possa parecer, gostei de "não gostar" de Nick, pois fez-me ver que Rowell também consegue criar personagens egoístas e mesquinhas.

     Já Levi foi uma constante lufada de ar fresco! Melhor amigo (ou namorado?) da colega de quarto de Cath, Levi é uma personagem que eu gostava que fosse real. Sempre bem disposto e um eterno otimista, é um rapaz amoroso que consegue ver Cath como ela é: uma rapariga tímida e com dificuldades em relacionar-se com as pessoas, mas que vale a pena conhecer.

     Um dos grandes pontos positivos deste livro é, sem dúvida, a escrita da autora: adoro os diálogos entre as personagens, ver a forma como estas interagem. Rainbow Rowell sabe como prender os leitores nas pequenas perfeições e imperfeições das personagens que cria, mostrando não o lado bom ou o lado mau, mas sim o lado humano.

     À semelhança de "Anexos", em "Fangirl" encontramos uma história bastante divertida e envolvente, com personagens interessantes e cheias de defeitos e de qualidades, o que as torna simultaneamente únicas e comuns: em suma, reais. Com uma escrita bem disposta e fácil de acompanhar, este é não só um livro que prova que um pouco de mudança pode trazer ao de cima um lado nosso que desconhecíamos e ajudar-nos a ganhar confiança em nós próprios, mas que é também uma homenagem a todos os leitores que sonham vidas para o seus heróis literários. Gostei muito!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Ed Sheeran_Who you are

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Opinião sobre "Anexos" - Rainbow Rowell

Anexos
(Artigo de Opinião)


Autora: Raibow Rowell
Título Original: Attachments (2011)
Tradução: Fernanda Semedo
ISBN: 978-989-710-249-3
Nº de páginas: 368
Editora: Chá das Cinco


Sinopse


      Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas.

     Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para “supervisor de segurança na Internet” imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls – e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca.

     Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar.

     Como conseguiria ele sequer explicar?

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela editora Chá das Cinco em troca de uma opinião sincera

Opinião

       Começo por agradecer à editora Chá das Cinco pelo gentil envio de "Anexos".

      Embora este já seja o terceiro livro de Rainbow Rowell publicado em Portugal, "Anexos" foi a minha estreia com a autora, e tenho a dizer que fiquei agradavelmente surpreendida! Numa bonita edição, este livro proporcionou-me bons momentos de leitura e até algumas gargalhadas!

      Estamos em 1999, numa época em que a internet é a grande novidade e, na redação do jornal The Courier, os funcionários sabem que não devem utilizar a sua conta de e-mail de trabalho para assuntos pessoais, pois os e-mails são monitorizados.

    Lincoln O'Neill, um jovem de vinte e oito anos, é o encarregue de controlar as mensagens marcadas com bandeira vermelha e avisar os seus intervenientes. Apesar de insatisfeito por se imiscuir nos assuntos e nas vidas de outras pessoas, Lincoln dá por si absorto nos e-mails trocados por Jennifer Scribner-Snyder e Beth Fremont, duas amigas que trabalham no The Courier. Aquilo que era apenas pura curiosidade - sob a desculpa de ser pago exatamente para ler os e-mails dos trabalhadores do jornal - depressa se transforma num compulsivo interesse que o leva, praticamente, a viver dependente das mensagens. Não obstante, Lincoln começa a nutrir sentimentos por Beth, uma jovem crtítica de cinema, inteligente, com uma personalidade doce e com um excelente sentido de humor, mas que tem namorado.

    Quando já é demasiado tarde e admite que está apaixonado por Beth, apercebe-se de que não sabe como se aproximar sem que o peso do seu trabalho e do facto de conhecer demasiado sobre ela - de forma pouco ética - interfiram na possibilidade de virem a desenvolver um relacionamento. O que poderia dizer-lhe que não a afastasse? De que forma poderia explicar-lhe o modo como agira?

     Gostei do facto de "Anexos" não se focar apenas na componente romântica - na verdade, Lincoln e Beth nem se conhecem na maior parte do livro. Existe um rol de várias outras personagens que, embora aparentemente desempenhem um papel secundário, contribuem para o sentido geral da trama, e dão-lhe profundidade. Os e-mails trocados entre Beth e Jennifer são a parte mais divertida da história. Todavia, para além do humor - por vezes negro - presente neles, são também abordados assuntos de cariz mais sério e complexo, como a insegurança numa relação, o casamento e a gravidez. As várias referências a pessoas, bandas e filmes famosos que podemos encontrar nas mensagens trocadas são mais um elemento que medeia a aproximação entre as personagens e o leitor.

      Lincoln é um homem com poucas faculdades sociais e com dificuldade em exprimir os seus sentimentos. A caminho dos trinta anos, ainda vive com a mãe e atormenta-se com a relação falhada do secundário que, aliada a um trabalho eticamente questionável e que não o faz sentir realizado, lhe incute uma grande dose de insegurança. Mesmo assim, gostei bastante de Lincoln! Claro que, o facto de ele também ser um aficionado por livros, naturalmente contribui para tal. Mas foi o seu lado mais vulnerável e tímido, e o romantismo presente no ideal de não existir necessidade de conhecermos a aparência de uma pessoa para nos apaixonarmos por ela, que me conquistou.

    Beth e Jennifer são personagens muito reais, com preocupações que as atormentam e problemas para solucionar. São mulheres inteligentes e que possuem uma faceta mais humanizada. Agradou-me o facto de as personagens de Rainbow serem muito humanas: erram e têm defeitos e, por muito que lhes custe, acabam por aceitá-los.

     Penso que o final poderia ter sido melhor explorado, pois foi um pouco apressado, principalmente tendo em conta todo o desenvolvimento que nos conduziu até ele. Mesmo assim, e apesar do factor previsibilidade, fiquei  contente com o desfecho de todas as personagens.

     A escrita é sempre bastante agradável e a leitura é geralmente leve e fluída. Na minha opinião, algumas das cenas iniciais foram ligeiramente aborrecidas. Mas Rainbow conseguiu encaminhar a história numa direção que, embora possa ser considerada algo improvável e até caricata, satisfaz pelo lado carinhoso, simples e divertido. Os capítulos são pequenos e alternam entre os e-mails de Jennifer e Beth e a vida de Lincoln.

     "Anexos" é um livro descontraído, de leitura fácil e aprazível, e que nos faz acreditar na força das palavras e no amor antes da primeira vista. É o romance entre duas pessoas que, na maior parte da trama, nem se conhecem. É uma história ternurenta que nos faz refletir sobre a pressão da sociedade sobre os jovens adultos, relativamente à carreira e aos relacionamentos. "Anexos" deixou-me com vontade de conhecer outros trabalhos de Rainbow Rowell. Aconselho!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Cold Coffee_Ed Sheeran

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Divulgação: "Anexos" - Chá das Cinco

Publicado pela Chá das Cinco

Anexos




De Rainbow Rowell


Sinopse:


     Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas.

     Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para “supervisor de segurança na Internet” imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls – e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca.

     Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar.

     Como conseguiria ele sequer explicar?

"Olá, eu sou o tipo que lê os teus e-mails.
E já agora, apaixonei-me por ti..."

     Rainbow Rowell vive em Omaha, Nebraska, com o marido e os dois filhos. Por vezes escreve sobre os adultos, e outras vezes sobre jovens, mas aborda sempre pessoas tagarelas, que erram e fazem asneiras e que se apaixonam. Quando não está a escrever, Rainbow lê banda desenhada, planeia viagens ao Disney World, e argumenta sobre coisas que na verdade não são muito relevantes no grande esquema do mundo.

     Visitem o seu website em www.rainbowrowell.com



Opinião da Imprensa:

"Se Anexos fosse um e-mail, eu enviava-o para toda a minha lista de contactos."_Jodi Picoult

"Fresco, divertido e encantadoramente singular"_Claire Cook, autora de Seven Years Switch

"A combinação perfeita de doce romance e sagacidade ácida."_Chicago Tribune

"Inteligente e divertido ao ponto de arrancar gargalhadas."_Self Magazine