"Não podemos ensinar a criatividade - como se tornar um bom escritor. Mas podemos ajudar um jovem escritor a descobrir, dentro de si próprio, que tipo de escritor ele gostaria de ser."
Mario Vargas Llosa
"Não podemos ensinar a criatividade - como se tornar um bom escritor. Mas podemos ajudar um jovem escritor a descobrir, dentro de si próprio, que tipo de escritor ele gostaria de ser."
"Eu creio que para se fazer uma obra literária temos simplesmente que sonhar a nossa própria vida - um sonho onde a imaginação e a memória se confundam."
"Um homem não pode bem escrever se não gostar um pouco de ler."
"O meu psicanalista é a minha máquina de escrever."
"Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros."
"Um sonho é um escrito, e muitos escritos não são mais do que sonhos."
"Os bons escritores são monótonos, como os bons compositores. Vivem para aperfeiçoar o problema que nasceram para compreender."
O título deste livro é bastante atrativo, tendo em conta que facilmente os leitores se identificam com ele. No entanto, é necessário ter em atenção que este título se deve ao nome do café literário de Diane, a personagem principal, sendo que a história acaba por não estar diretamente relacionada com café e livros, mas sim com a perda, o luto e a capacidade de nos reconstruirmos a partir do zero. Em contraste, a capa adequa-se perfeitamente à narrativa, pois a protagonista é uma fumadora (quase) compulsiva e os tons mais escuros enquadram-se na severidade do tema.
Apesar do tema ser algo pesado, este é um livro que se lê rapidamente. A escrita de Agnès é bastante fluída e tem a capacidade de nos envolver. Senti sempre uma grande empatia pela protagonista - o facto de o livro ser narrado na primeira pessoa também deverá contribuir para tal, mas, a verdade, é que não consegui deixar de me colocar constantemente no papel desta mulher que, de um momento para o outro, perde as duas pessoas que mais ama."Escrever um livro tem a mesma dose de ansiedade que contar uma anedota e ter que esperar vários anos para saber se teve ou não piada."