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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Divulgação: "Só No Escuro Podes Ver As Estrelas" - Guerra e Paz Editores

Publicado pela Guerra e Paz Editores

Só No Escuro Podes Ver As Estrelas



De Cristina Boavida


Sinopse:

    Deixemos falar Sofia, a protagonista deste romance:

   «A polícia acha que roubei o carro de Pedro. E não tarda nada, também vai descobrir que não paguei a conta do hotel na praia. Isto para não falar nos assaltos aos bancos e na gasolina que ficou por pagar no Alentejo.

     Estou a ser perseguida por um grupo de tresloucados...

    Um quer à força fazer-me testes ao cérebro. Outra odeia-me porque acha que lhe quero roubar o namorado, o que, confesso, não deixa de ter algum fundo de verdade.

    E como se isto tudo não bastasse, estou para aqui feita parva, apaixonada por um gajo que não só não gosta de sexo como pode, a qualquer momento, desaparecer da face da Terra.

    Apaixonada?»

  Este é o estado de espírito de Sofia, depois da noite em que tudo mudou. Antes, estava desempregada, tinha um namorado desinteressante e vivia com uma mãe deprimida.

    Mas de uma uma noite para a outra, o seu mundo fica virado do avesso e um estranho entra na sua vida.


Sofia nem consegue acreditar... que lhe caiu um homem do céu... literalmente.


     Cristina Boavida é jornalista desde 1988. Começou a sua carreira na RTP e desde 2002 trabalha na SIC, onde se distinguiu sobretudo na área da reportagem.

    Recebeu vários prémios de jornalismo: o prémio do Clube de Imprensa, em 2001, o Prémio do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, em 2003, o Prémio Cáceres Monteiro, em 2008, o Prémio Novartis Onchology, em 2008, o Prémio da ANMP, em 2009, e o Prémio AMI, em 2012.

     Além do jornalismo, já fez trabalhos na área da ficção e da realização cinematográfica, dos quais se destacam a autoria do telefilme Amo-te Teresa, que em 2001 recebeu um Globo de Ouro, e do guião de A Noiva, realizado por Luís Galvão Teles.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Opinião sobre "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" - Agnès Martin-Lugand

As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café
(Artigo de Opinião)


Autora: Agnès Martin-Lugand
Título Original: Les Gens heureux lisent et boivent du café (2013)
Tradução: Rui Santana Brito
ISBN: 978-989-702-107-7
Nº de páginas: 208
Editora: Guerra e Paz Editores


Sinopse


     Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.

     Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?



Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Guerra e Paz Editores em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Antes de mais, agradeço à Guerra e Paz por tão gentilmente me ter cedido um exemplar de "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café".

   O título deste livro é bastante atrativo, tendo em conta que facilmente os leitores se identificam com ele. No entanto, é necessário ter em atenção que este título se deve ao nome do café literário de Diane, a personagem principal, sendo que a história acaba por não estar diretamente relacionada com café e livros, mas sim com a perda, o luto e a capacidade de nos reconstruirmos a partir do zero. Em contraste, a capa adequa-se perfeitamente à narrativa, pois a protagonista é uma fumadora (quase) compulsiva e os tons mais escuros enquadram-se na severidade do tema.

    Diane é uma mulher depressiva. A morte de Colin e Clara - o marido e a filha - levou-lhe a vontade de viver, deixando-a num estado letárgico que a faz depender de elementos que lhe permitam a conexão com os entes queridos desaparecidos. Isolada em casa, em Paris, apenas tolera a presença de Félix, o seu melhor amigo que, um ano depois daquele fatídico acidente, compele Diane a escolher uma pequena aldeia na Irlanda, Mulranny, para se exilar, curar e reencontrar.

     E é em Mulranny que conhece Edward, um homem solitário que vive no cottage ao lado do seu e que, inicialmente, se comporta de forma verdadeiramente antipática e violenta. O clima entre Edward e Diane é sempre um pouco tenso e conturbado - ele é um homem fechado, rude e misterioso; por sua vez, ela encontra-se frágil, insegura e carente. Mas, como depois do ódio vem o amor, Edward acaba por se revelar uma peça imprescindível para a sua recuperação - suscita nela um confronto interior entre a lealdade para com a sua vida passada, e a possibilidade de voltar a encontrar a felicidade. Esta antítese fá-la compreender que não é errado procurar construir uma nova vida e tentar alcançar a plenitude tão desejada.

     Félix e Judith são personagens fundamentais na recuperação de Diane e acabam por dar uma certa leveza à história, pois são extremamente divertidos e sociáveis. Gostei especialmente de Félix: admirei o cuidado, a dedicação, a preocupação e o sentimento de proteção que sempre demonstrou em relação à melhor amiga. É um daqueles amigos que desejamos ardentemente encontrar e manter na vida real.

   Achei interessante a forma como a autora abordou a morte de Colin e Clara - através de um flashback de Diane - logo no início da história. Acabei por ficar um pouco em choque com as emoções fortes provocadas por este acontecimento e pela maneira como é descrito.

    Apesar do tema ser algo pesado, este é um livro que se lê rapidamente. A escrita de Agnès é bastante fluída e tem a capacidade de nos envolver. Senti sempre uma grande empatia pela protagonista - o facto de o livro ser narrado na primeira pessoa também deverá contribuir para tal, mas, a verdade, é que não consegui deixar de me colocar constantemente no papel desta mulher que, de um momento para o outro, perde as duas pessoas que mais ama.

    Este livro tem um final atípico que pode desagradar aos adeptos do "e viveram felizes para sempre..." - mas, sinceramente, eu gostei. Sei que "As Pessoas Felizes  Lêem e Bebem Café" tem uma sequela já publicada em Portugal, "A Vida é Fácil, Não Te Preocupes", mas penso que o final que a autora deu a Diane neste primeiro volume vai em tudo ao encontro da mensagem que pretende transmitir. Apenas considero que poderia ter sido mais desenvolvido - fiquei com a sensação de que foi um pouco abrupto.

   Em "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" percorremos, de mão dada com a protagonista, um caminho de superação, e vemo-nos forçados a constatar que, por mais que a vida nos tire aquilo que amamos, dar-nos-á sempre uma segunda oportunidade para aprendermos a ser felizes. Finda a leitura, fica a vontade de ler mais e a reflexão inexorável a que este livro nos conduz: de que precisamos nós para sermos felizes?

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: I'll Be Good_Jaymes Young
(https://www.youtube.com/watch?v=scd-uNNxgrU)

terça-feira, 29 de março de 2016

Divulgação: "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" - Guerra e Paz Editores

Publicado pela Guerra e Paz Editores

As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café
(#1 - As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café)



De Agnès Martin-Lugand


Sinopse:

     Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.

     Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?

Tantas vezes perguntamos: o que nos faz felizes? E, no entanto, parece ser preciso vir a vida roubar-nos tudo quanto temos, pouco ou muito, para que partamos à procura da nossa verdadeira resposta.

     Agnès Martin-Lugand, nascida em Saint-malo, é uma escritora francesa e um fenómeno editorial. Psicóloga clínica com seis anos de experiência, autopublicou o seu primeiro romance As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, em França, em 2013 (lançado em Portugal em 2014) e, dado o seu enorme sucesso, entrou rapidamente para o mundo editorial tradicional. A história será, brevemente, adaptada ao cinema.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Opinião sobre "Os Maias" - Eça de Queiroz

 Os Maias
(Artigo de Opinião)


Autor: Eça de Queiroz
ISBN: 978-989-702-159-6
Nº de páginas: 600
Editora: Guerra e Paz Editores


Sinopse

    «É um Portugal realmente presente que ele interroga e que o interpela. É a sua província, a sua capital, os seus pasmosos habitantes, os costumes, os sonhos medíocres hipertrofiados, a inenarrável pretensão de tudo quanto é ou parece ser "gente" num país sem termos de comparação que possam equilibrar essa doce paranóia de grandezas engendradas a meias pelo tédio e pela falta de imaginação, que Eça pinta, caricaturalmente sem dúvida, mas para melhor reduzir a massa confusa do detalhe proliferante à sua verdade palpável. E fá-lo, não para cumprir, como se sugeriu, um programa de experimentador literário, nem de sociólogo artista, mas para descobrir, com mais paixão do que a sua ironia de superfície o deixa supor, a face autêntica de uma pátria que talvez ninguém tenha tão amado e detestado.»


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Guerra e Paz Editores em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Guerra e Paz Editores pelo gentil envio do livro.

     “A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete." - assim começa uma das mais belas e célebres obras portuguesas, "Os Maias". Estas palavras, que ficam no ouvido e ecoam na cabeça ao longo dos anos, servem de abertura a um livro genial, caracterizador de uma sociedade de finais do século XIX. Eça serve-se de uma família portuguesa, "Os Maias", em torno da qual gira a ação, para caricaturar os costumes, os vícios e a vilania da sociedade do seu tempo (em muito ainda semelhante à sociedade atual).

     Apesar de ser de leitura obrigatória, este é um livro que se lê por gosto. Mesmo que criticado por muitos devido às extensas descrições que apresenta, sou da opinião que, mesmo que atrasem e cansem um pouco a leitura, são fundamentais para a compreensão geral da obra e para o  seu embelezamento natural. 

     Repartida por três gerações, a família Maia é-nos apresentada, primeiramente, através de Afonso e da sua relação conflituosa com seu pai, Caetano da Maia. De seguida, os amores de Pedro e a grande tragédia que foi o seu suicídio depois da fuga da sua mulher. E, por fim, a época presente é a de Carlos da Maia, filho de Pedro e neto de Afonso, um jovem promissor formado em Medicina em Coimbra e com muitos planos para o futuro. 

    Carlos é um rapaz bem parecido, com muitos sonhos mas pouca vontade de trabalhar. Praticante da vida boémia e amante dos prazeres da vida, passa grande parte do seu tempo em festas, eventos e soirées literárias. 

     A parte inicial de "Os Maias" tem um ritmo um pouco lento. É com a chegada de Maria Eduarda que o leitor ganha um novo ímpeto para a leitura. O romance sórdido entre Carlos Eduardo e Maria Eduarda leva o leitor a ficar agarrado às páginas e à escrita inteligente de Eça. Eça tem a capacidade de nos permitir visualizar os cenários que tão bem descreve, transportando-nos para a cena em questão e envolvendo-nos nesse ambiente.

     Existe toda uma outra variedade de personagens secundários que entretêm facilmente - o divertido "e podre de chique" Dâmaso Salcede; os Gouvarinho; o poeta Alencar; "a besta do Cohen" - carinhosamente assim apelidado pelo respeitável João da Ega, o melhor amigo de Carlos - e muitos outros personagens que nos acompanham ao longo destas 600 páginas.

    Com uma capa apelativa e convidativa, esta edição de "Os Maias" não segue o novo acordo ortográfico, agradando aos mais conservadores. No final do livro é possível encontrar um posfácio muito interessante de António Eça de Queirós, bisneto do escritor, e ainda alguns elementos extra - como uma árvore genealógica e um breve roteiro dos personagens e dos locais mais importantes da obra - que serão, sem dúvida, muito úteis aos estudantes. 

     Termino a minha crítica com a frase que se encontra na contracapa desta edição de "Os Maias" e que descreve perfeitamente esta magnífica obra - "A face autêntica de uma pátria que talvez ninguém tenha tão amado e detestado". "Os Maias" é um livro que deve ser lido e relido, apreciado pela sua magniloquência e objeto de reflexão. Recomendo!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: O Pastor_Madredeus

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Novidade da Guerra e Paz - "Os Maias"

Novidade da Guerra e Paz

Os Maias


De Eça de Queiroz
A face autêntica de uma pátria que talvez ninguém tenha tão amado e detestado


Sinopse:


     «É um Portugal realmente presente que ele interroga e que o interpela. É a sua província, a sua capital, os seus pasmosos habitantes, os costumes, os sonhos medíocres hipertrofiados, a inenarrável pretensão de tudo quanto é ou parece ser "gente" num país sem termos de comparação que possam equilibrar essa doce paranóia de grandezas engendradas a meias pelo tédio e pela falta de imaginação, que Eça pinta, caricaturalmente sem dúvida, mas para melhor reduzir a massa confusa do detalhe proliferante à sua verdade palpável. E fá-lo, não para cumprir, como se sugeriu, um programa de experimentador literário, nem de sociólogo artista, mas para descobrir, com mais paixão do que a sua ironia de superfície o deixa supor, a face autêntica de uma pátria que talvez ninguém tenha tão amado e detestado.»


"A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete,  ou simplesmente o Ramalhete. Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de residência eclesiásticas que competia a uma edificação do reinado da Sra. D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilar-se-ia a um colégio de Jesuítas. O nome do Ramalhete provinha decerto de um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do escudo de armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números de uma data."



     Eça de Queiroz nasceu a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa do Varzim. por não ser reconhecido pela mãe, viveu até aos 4 anos em Vila do Conde, com a madrinha. Em 1849, os pais casaram-se e Eça mudou-se para casa dos avós paternos, em Aveiro. Só aos 10 anos regressou ao Porto e se juntou aos pais. Concluídos os estudos liceais no Colégio da Lapa, ruma a Coimbra em 1861 para cursar Direito. É aí que conhece Antero de Quental e Teófilo Braga. Já formado, vai de malas e bagagens para Lisboa em 1866, e é na capital que se dedica à advocacia, mas também ao jornalismo, dirigindo o Distrito de Évora e publicando folhetins na Gazeta de Portugal, que seriam reunidos anos mais tarde em Prosas Bárbaras. Depois de viajar pela Palestina, Síria e Egipto e assistir à inauguração do Canal do Suez, em 1869 - viagem que desaguaria, mais tarde, em títulos como O Egipto A Relíquia - envolve-se nas Conferências do Casino e começa a espalhar As Farpas, em 1871, um ano depois de ter publicado O Mistério da Estrada de Sintra, no Diário de Notícias, ambos a quatro mãos, com Ramalho Ortigão.
     Ingressa depois na carreira diplomática, e é em Leiria, como administrador do concelho, que escreve O Crime do Padre Amaro. Entre 1873 e 1875, exerce o cargo de cônsul em Havana, Cuba, e é depois transferido para Inglaterra. Durante os dois anos que se seguem, envia textos de Bristol e Newcastle para a imprensa nacional e brasileira, inicia a escrita de O Primo Basílio e faz os primeiros esboços para Os Maias, O Mandarim. Regressa à pátria com 40 anos e casa-se, em 1886, com Emília de Castro Pamplona, onze anos mais jovem. Em 1888, é enviado para o consulado de Paris. Segue-se a publicação d'Os Maias e, nos periódicos, da Correspondência de Fradique Mendes A Ilustre Casa de Ramires. Fundador da Revista de Portugal, de que é também director, visita frequentemente o país, aproveitando as estradas para jantar com os Vencidos da Vida. É no Paris de Jacinto, de A Cidade e as Serras - título que, como muitos da sua obra, só viria a ser publicado postumamente -, que vem a falecer a 16 de Agosto de 1900, vítima de doença prolongada.

     A edição apresenta uma nova fixação do texto, da responsabilidade de Helder Guégués, actualizando o texto do romance segundo os mais rigorosos critérios ortográficos e tipográficos. Esta nova aposta da Guerra e Paz está ainda enriquecida com posfácio do bisneto de Eça, António Eça de Queiroz.
     Com capa de Ilídio Vasco, a obra faz parte do Plano Nacional de Leitura e inclui alguns preciosos auxiliares para o leitor: uma árvore genealógica da "família Maia", uma caracterização das principais personagens, a lista das personagens secundárias, e um descritivo dos principais locais em que se desenrola a acção.