quinta-feira, 30 de maio de 2019

Opinião sobre "Perto de Casa" (DI Adam Fawley #1) - Cara Hunter

Perto de Casa
(DI Adam Fawley #1)
(Artigo de Opinião)


Autora: Cara Hunter
Título Original: Close to Home (2018)
ISBN: 978-989-890-734-9
Nº de páginas: 320
Editora: Porto Editora



Sinopse

    Como pode uma criança desaparecer sem deixar rasto?

    A noite passada, Daisy Mason de oito anos, desapareceu enquanto decorria uma festa de família. Ninguém viu, ouviu ou percebeu o que quer que fosse, ou pelo menos, é o que todos dizem.


    O Inspetor Adam Fawley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.

     Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Porto Editora em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Porto Editora pelo gentil envio do livro.

     "Perto de Casa", livro de estreia da série protagonizada pelo detetive Adam Fawley, foi uma leitura frenética que devorei e que adorei!

     A vida aparentemente perfeita dos Mason sofre um reviravolta quando a filha mais nova do casal, a pequena Daisy, de 8 anos, desaparece durante uma festa no jardim da sua própria casa. Ao que parece ninguém viu nada e, quando o detetive Adam Fawley assume a investigação do caso, sabe que provavelmente o responsável pelo rapto é alguém próximo da menina. Mas os pormenores começam a não bater certo...

    À medida que a família vai sendo dissecada e vamos descontruindo as personagens, vai caindo a fachada de vida perfeita e percebemos que todos eles têm segredos a esconder. Uma mãe que vive das aparências, um pai que tem a sua quota parte de esqueletos no armário e um irmão mais velho, que parece saber mais do que diz - terá sido um deles o culpado do desaparecimento de Daisy? E conseguirá Adam Fawley descobrir o que aconteceu antes que seja demasiado tarde?

    Adam Fawley, à semelhança da maioria dos detetives das séries policiais, tem um acontecimento traumático relacionado com o filho que o atormenta - e que vamos descobrindo ao longo da história -, mas é também dono de um sentido de humor extremamente sarcástico e que acaba por dar um toque de leveza a uma leitura que trata um tema tão sério e delicado. Gostei bastante desta personagem que, apesar de se encaixar mais ou menos no estereótipo de detetive, consegue ainda assim fugir dos clichês.

  A autora criou um enredo sólido e marcado por reviravoltas constantes, o que me manteve completamente agarrada ao livro. Sempre que a investigação avançava numa determinada direção e eu pensava que finalmente tínhamos descoberto o culpado, surgiam novas pistas que levavam novamente à estaca zero. Surpreendeu-me, acima de tudo, a plausabilidade de todos estes volte-face, uma vez que todos os suspeitos acabam por ter um perfil - e até um motivo - para raptar a menina.

   A forma como a trama é apresentada é extremamente original e refrescante: intercalada com a narrativa das personagens, temos excertos de notícias e interrogatórios e temos os comentários das pessoas nas redes sociais. Achei muito interessante o facto de Cara ter retratado o modo como o ódio é incitado nas redes sociais, a tendência para se julgar  "protegido atrás do ecrã"  sem se ter bem noção das consequências e do quão isso pode afetar os visados. 

    A juntar a tudo isto, a escrita é extremamente acessível e o carácter urgente da investigação tornam a leitura viciante, porque passa perfeitamente para o leitor a ansiedade do detetive que sabe que, quanto mais tempo passar, maior a probabilidade de já não se encontrar a menina com vida.

   "Perto de Casa" é uma leitura rápida e cativante, que nos faz mergulhar nos segredos de uma família algo disfuncional e que nos mantém agarrados na ânsia de descobrir o que aconteceu afinal à pequena Daisy. O final é, sem dúvida, inesperado e faz-nos olhar para a história a partir de uma nova perspetiva. Espero que a Porto Editora continue a apostar nesta série, porque Cara Hunter é uma autora a seguir. Recomendo!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Sleeping at Last_Saturn

terça-feira, 28 de maio de 2019

#20 - Bibliografa-me



  • Nasci a 04 de outubro de 1992, em Punjab, na Índia, mas emigrei para Toronto, Canadá, quando tinha 4 anos.;
  • Estudei retórica e escrita na Universidade de Waterloo.
  • Sou poeta feminista, escritora e artista de spoken word e comecei a minha carreira na poesia através das redes sociais.



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terça-feira, 21 de maio de 2019

#19 - Bibliografa-me



  • Nasci a 25 de janeiro de 1970, em Pittsburgh, Pennsylvania;
  • Estudei na University of Southern California;
  • Sou romancista, argumentista e realizador de cinema.



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terça-feira, 14 de maio de 2019

#18 - Bibliografa-me


  • Nasci na Carolina do Sul;
  • Sempre trabalhei com livros: primeiro como vendedora, depois como bibliotecária e agora como romancista.


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terça-feira, 7 de maio de 2019

#17 - Bibliografa-me




  • Nasci a 10 de outubro de 1950, em Silver Spring, Maryland;
  • Já vendi mais de 500 milhões de cópias em todo o mundo;
  • Fui a primeira autora a ser convidada para o Romance Writers of America Hall of Fame.


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terça-feira, 30 de abril de 2019

#16 - Bibliografa-me



  • Nasci a 27 de julho de 1948, em Dunedin, Nova Zelândia;
  • Licenciei-me com distinção em Linguística e Música na Universidade de Otago;
  • Tenho tido uma carreira variada, tendo já passado pelo ensino, pela interpretação musical e pelo trabalho em agências governamentais.



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terça-feira, 23 de abril de 2019

#15 - Bibliografa-me



  • Nasci a 22 de dezembro de 1971, em Chico, Califórnia;
  • Sempre quis ser escritora, mas já tinha 35 anos quando publiquei o meu primeiro livro;
  • Sou autora de livros de fantasia.



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terça-feira, 16 de abril de 2019

#14 - Bibliografa-me



  • Nasci a 08 de fevereiro de 1955, em Jonesboro, Arkansas;
  • Antes de me tornar escritor a tempo inteiro, licenciei-me em Direito;
  • Exercer advocacia tornou-me um profundo conhecedor do sistema jurídico americano.


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domingo, 14 de abril de 2019

Opinião sobre "Coração Negro" - Naomi Novik

Coração Negro
(Artigo de Opinião)


Autora: Naomi Novik
Título Original: Uprooted (2015)
ISBN: 978-989-7-73119-8
Nº de páginas: 432
Editora: Saída de Emergência


Sinopse

    Agnieszka adora a sua pacata aldeia no vale, as florestas e o rio cintilante. Mas o maléfico Bosque permanece na fronteira e a sua sombra ameaçadora paira sobre a vida da jovem.

   O povo depende do feiticeiro conhecido apenas por Dragão para manter os poderes de Bosque afastados. Mas o Dragão exige um terrível preço pela sua ajuda: uma jovem deve servi-lo durante dez anos, um destino quase tão terrível como perecer a Bosque.

    A próxima escolha aproxima-se e Agnieszka tem medo. Todos sabem que o Dragão irá levar a bela, graciosa e corajosa Kasia, tudo aquilo que Agnieszka não é, e a sua melhor amiga no mundo. E não há forma de a salvar. Mas Agnieszka teme as coisas erradas. Porque quando o Dragão chega, a sua escolha surpreende todos...





Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Saída de Emergência em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Saída de Emergência pelo gentil envio do livro.

     Estava com grandes expetativas para este "Coração Negro", mas a verdade é, apesar de ter sido uma boa leitura, diferente e com aspetos verdadeiramente originais, houve, ainda assim, algumas coisas que me desapontaram.

     Os habitantes de uma aldeia de Polnya já sabem que, de dez em dez anos, uma das suas jovens terá de ser entregue ao Dragão, um poderoso feiticeiro, como pagamento pela proteção contra o malvado Bosque. Agnieszka não tem dúvidas de que será a sua melhor amiga, a bela Kasia, a próxima a ser escolhida.

    Em primeiro lugar, dizer que esta breve sinopse está muito longe de resumir tudo o que se passa neste livro. De facto, o descrito apenas resume as primeiras páginas, mas a narrativa dá uma volta gigante logo no início. A verdade é que a história muda tantas vezes de rumo que, apesar de este ser um stand alone - raro, diga-se, no género fantástico -, senti por diversas vezes, durante a leitura, que estava a ler não um, mas vários livros, o que inicialmente, causou alguma estranheza, mas que denota grande criatividade e originalidade.

    Agnieszka, a protagonista, sofre uma verdadeira transformação ao longo deste livro. Inicialmente desajeitada e habituada a assumir um papel secundário, vai ser forçada a desenvolver uma coragem e  um sentido de responsabilidade adequados aos desafios que terá de enfrentar. Apesar deste lado mais trapalhão da personagem, que poder-se-ia pensar torná-la mais relatable, a verdade é que não estabeleci de imediato uma conexão com a protagonista, o que, a princípio, me dificultou a entrada na história.

    Mais do que da protagonista, gostei muito da personagem do Dragão e, acima de tudo, do Bosque, que foi a entidade que mais curiosidade me despertou durante a leitura e que acho que foi extremamente bem conseguida. Achei mesmo muito interessante a construção e o conceito por detrás desta "criatura".

    No entanto, este livro teve, também, para mim, alguns pontos mais negativos. A autora é muito descritiva, o que é bom para o leitor conseguir visualizar os cenários, mas acaba por fazer grandes descrições de pormenores do quotidiano que se tornam repetitivas e aborrecidas. Além disso, senti que havia grandes quebras de ritmo, o que, aliado à falta de diálogos e à baixa componente romântica, fez com que certos trechos da leitura fossem particularmente lentos e maçudos. 

    A autora guarda para o final algumas reviravoltas e explicações verdadeiramente surpreendentes. No entanto, há também algumas coisas que ficam por explicar - meio em aberto -, o que, neste caso, não me agradou particularmente, pois senti que a história perdeu com isso. Gostava também de ter sabido mais sobre o funcionamento da componente mágica, que penso que podia ter sido mais aprofundada. 

   "Coração Negro" nem sempre foi uma leitura fácil, mas é inegavelmente uma trama original, complexa, muito bem pensada. Uma fantasia com inspiração na tradição eslava, com personagens sui generis que vão evoluindo ao longo da história e com um desfecho surpreendente, embora não totalmente satisfatório. Apesar de não ter adorado, ainda assim parece-me que agradará a muitos dos fãs de fantasia. 

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: EDEN_crash

terça-feira, 9 de abril de 2019

#13 - Bibliografa-me



  • Nasci a 20 de setembro de 1948, em Bayonne, Nova Jersey;
  • Trabalhei 10 anos em Hollywood como argumentista e produtor de séries e filmes;
  • Em 2011 fui declarado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista TIME.


Quem sou?

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Opinião sobre "A Jaula do Rei" (Rainha Vermelha #3) - Victoria Aveyard

A Jaula do Rei
(Rainha Vermelha #3)
(Artigo de Opinião)


Autora: Victoria Aveyard
Título Original: King's Cage (2017)
ISBN: 978-989-773-128-0
Nº de páginas: 432
Editora: Saída de Emergência


Sinopse

     Quando a faísca da rapariga-relâmpago se apaga, quem ilumina o caminho para a rebelião? 


     Mare Barrow foi capturada e está impotente sem o seu poder, vivendo atormentada pelos erros do passado. Ela está à mercê do rapaz por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos da sua mãe, fazendo de tudo para manter o controlo de Norta — e de sua prisioneira.


     Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante da Pedra Silenciosa, a Guarda Escarlate organiza-se, deixando de agir nas sombras e preparando-se para a guerra. Entre os guerreiros está Cal, o príncipe exilado, que no meio das dúvidas tem apenas uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.



     Sangue vermelho e prateado correrá pelas ruas. A guerra está a chegar…

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Saída de Emergência em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Saída de Emergência pelo gentil envio do livro.

       No seguimento de "Rainha Vermelha" e "Espada de Vidro", chega "A Jaula do Rei", o terceiro e penúltimo volume da história de Mare Barrow, onde regressamos a uma Norta comandada pelo cruel rei Maven, que está empenhado em fazer prevalecer o poder prateado.

       O segundo volume termina com o aprisionamento de Mare, que neste livro se encontra, como o próprio nome indica, cativa n'"A Jaula do Rei". Com a sua liberdade restrita e os seus poderes enfraquecidos devido à Pedra Silenciosa, não lhe resta outra hipótese que não a de esperar uma oportunidade para fugir, o que, ainda assim, não implica que Mare esteja disposta a satisfazer os caprichos do rei, pois a jovem sanguenovo está empenhada em resistir, não importa o quão caro isso lhe saia.

    Por outro lado, temos a Guarda Escarlate, que continua a mover-se nas sombras, a tecer os seus planos de revolução, ansiando pelo dia em que os Vermelhos tomarão o poder e será feita justiça. No meio desta embrulhada, temos Cal, o príncipe despojado de trono, que se encontra dividido entre o sentido de lealdade e de dever e o que lhe dita o coração, mas que tem a certeza quanto à sua missão de regastar Mare.

    Entre jogos políticos e lutas de poder, a guerra está a chegar, e só um dos lados poderá sair vitorioso. Vermelhos ou prateados - quais vencerão e quais vão sucumbir? Alcançará a Guarda Escarlate a sua vingança, ou conseguirá Maven levar a sua avante e calar a voz dos oprimidos? E qual será o papel de Mare e de Cal no meio deste confronto?

   Começo por dizer que gostei mais deste volume do que do anterior, mas que ainda assim houve alguns momentos durante a leitura em que senti que a trama não estava a avançar. Neste livro encontramos mais ação e mais violência, e está bem patente o clime de tensão e de perigo que paira no ar, bem como o nervosismo das personagens face à ameaça de uma guerra prestes a estalar. Além disso, na primeira parte do livro, o facto de Mare estar presa oferece-nos uma visão mais aprofundada da corte, bem como dos seus ardis e jogos de poder, algo que achei bastante interessante. 

     Sinto que neste livro também temos uma evolução ao nível da caracterização psicológica das personagens. Vemos melhor explorado o vilão da trama, Maven, e confesso que, para mim, esse foi um dos pontos fortes, pois temos uma perspetiva aprofundada das suas motivações, do seu interesse obsessivo e até do que o tornou no ser cruel que é. Já Mare é daquelas personagens com quem tenho uma relação de amor-ódio, em que os pratos da balança estão em permanente desequilíbrio, quer para um lado, quer para o outro. Gosto do seu lado intrépido, da fidelidade aos seus princípios e do seu feito irascível, mas nem sempre consegue despertar empatia e, além disso, a certa altura, os seus pontos de vista começaram a tornar-se algo repetitivos. 

     Outro ponto que também me agradou, foi o facto de a história, ao contrários dos dois outros livros, não ter sido narrada apenas por Mare, mas também por outras duas personagens que, por serem de meios tão diferentes, trouxeram alguma frescura à história - e, nesse sentido, há que realçar o papel  de destaque assumido por Evangeline. 

    No entanto, senti que, a meio, o ritmo sofre um declínio e a narrativa torna-se um pouco mais aborrecida - um enrolar dos queixumes de Mare, da gabarolice de Maven e das indecisões de Cal -, embora se redima no final. O desfecho é impactante e Aveyard acaba a história num momento crucial, que me deixou ansiosa por pegar no próximo volume e ver como é que a autora vai acabar a história.

    Sinto que "A Jaula do Rei" recuperou um pouco da magia do primeiro livro, permitindo ao leitor conhecer melhor todo o leque de personagens - e não apenas os protagonistas -, e mergulhar nas intrigas e manipulações da corte e da Guarda Escarlate. Apesar de algumas falhas, esta é uma história com muito potencial, que espero que a autora aproveite em "Tempestade de Guerra". Depois deste final, mal posso esperar por pegar no último volume desta sega e ver como acabará esta disputa entre Vermelhos e Prateados e que destinos terá a autora reservados para Mare, Cal e Maven. Gostei!

     
Opinião sobre outros livros de Victoria Aveyard:

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Look What You Made Me Do_Taylor Swift