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domingo, 2 de abril de 2017

Novidade da Objectiva - "A Mãe Eterna"

Novidade da Objectiva


A Mãe Eterna



De Betty Milan


Sinopse:


     A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?

Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.

Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.

"Um relato espantoso que narra a passagem de filha para mãe da mãe." - Fernanda Torres

     Betty Milan é paulista. Autora de romances, ensaios, crónicas e peças de teatro. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista do Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com, onde escreve atualmente.

     Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami.

     Antes de se tornar escritora, formou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Psicanálise, em França, com Jacques Lacan, e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novidades da Nuvem de Tinta, Suma de Letras e Objectiva para Março

"O Universo nos Teus Olhos", de Jennifer Niven

Libby Strout, outrora a rapariga mais gorda da América, conseguiu finalmente ultrapassar o desgosto causado pela morte da mãe e está pronta para voltar a viver. Transformou-se e o que mais deseja é ser a rapariga que consegue ser tudo o que quer. No entanto, o resto do liceu não parece partilhar deste entusiasmo de Libby.

Jack Masselin é o típico rapaz popular do liceu: bonito, sempre com o comentário certo na hora certa. No entanto, o gosto que tem em perceber a mecânica dos objetos, em reconstruir e transformar tudo o que encontra, não lhe serve de muito na sua incapacidade para reconhecer caras. Jack tem prosopagnosia e à sua volta, familiares e amigos incluídos, parecem-lhe desconhecidos e são, para ele, um autêntico quebra-cabeças.

Quando o destino junta Libby e Jack, a solidão que cada um sente dá lugar a sentimentos muito diferentes… Uma história de superação e de um amor verdadeiro e invulgar que nos devolve a esperança no mundo, em nós e no outro.

"A Substância do Mal", de Luca D'Andrea
   Jeremiah Salinger, um jovem guionista de televisão de Nova Iorque, muda-se com a mulher, Annelise, para Siebenhoch, uma calma comunidade isolada nas montanhas do Sul do Tirol, onde ela cresceu. Com eles, também, a filha, a precoce Clara, de cinco anos.


Fascinado pelas montanhas e pelas pessoas que ali vivem, Salinger começa a fazer um documentário sobre resgates na montanha. Mas, durante as filmagens, envolve-se num acidente assustador. Enquanto tenta esquecer a sua experiência traumática, descobre, por acaso, um facto sangrento que remonta há trinta anos: o massacre de três jovens ocorrido durante uma caminhada no desfiladeiro Bletterbach. O crime não tem um culpado e, na aldeia, ninguém quer falar sobre o assunto. Talvez porque, só de pensarem no sucedido, poderiam ressuscitar o horror ou então por serem tantos os que têm algo a esconder...

Apesar da crescente hostilidade que o rodeia, e da oposição de Annelise, Salinger começa a remexer no passado, penetrando cada vez mais profundamente no misterioso assassinato. Até descobrir a imprevisível e aterradora verdade.

"A Mãe Eterna", de Betty Milan
A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?

Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.

Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Opinião sobre "Gosto de Gostar" - Helena Sacadura Cabral

Gosto de Gostar
(Artigo de Opinião)


Autora: Helena Sacadura Cabral
ISBN: 978-989-665-086-5
Nº de páginas: 168
Editora:  Objectiva


Sinopse

    Sol numa manhã de Outono, o cheiro a alfazena das gavetas das nossas avós, uma tarde entre amigos, o calor da família. Pessoas, lugares, canções, perfumes, recordações: são inúmeras as coisas de que gostamos de gostar e que tornam as nossas vidas mais plenas, É de como «gostar de gostar» preenche a nossa vida que Helena Sacadura Cabral fala nestas páginas.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Objectiva em troca de uma opinião sincera


Opinião


      Agradeço à editora Objectiva pelo envio deste livro.

    "Gosto de Gostar" é um livro que nos fala sobre a vida, em toda a sua completude e complexidade, de uma forma simples e suave. Composto por pequenos textos, este livro gera um processo de reflexão durante a leitura, consoante o leitor se deixa mergulhar nas páginas povoadas por histórias, experiências e opiniões narradas na primeira pessoa.

     A autora começa por nos explicar, de forma breve, o que é "gostar de gostar" - algo que só acabamos por compreender verdadeiramente ao longo do livro. Este é, no fundo, uma partilha de sentimentos e sensações - umas boas, outras nem tanto - que compõem a vida e nos fazem crescer, transformando-nos em pessoas mais fortes e mais vividas.

     São múltiplos os pontos em que me vi refletida nas situações e gostos descritos - nomeadamente na necessidade de um tempo comigo mesma. Claro que, por vezes, as nossas opiniões também divergiram, resultando num interessante contraste que conferiu um toque ainda mais pessoal e, acima de tudo, humano, à obra.

    Com "Gostar de Gostar", acompanhamos uma perceção da vida através dos olhos de Helena, que frisa a importância da valorização dos pequenos prazeres que preenchem a existência e que lhe dão sentido. Outro aspeto que apreciei particularmente, foi a capacidade privilegiada de rir com episódios considerados frustrantes no quotidiano. O riso é, de facto, um elemento conciliador e regenerante.

   Gostei muito da escrita - simples mas, simultaneamente, requintada, sem nunca chegar a ser cansativa ou forçada. Este livro é também uma homenagem e um agradecimento às pessoas - algumas delas bem conhecidas na nossa sociedade - que, por algum motivo especial, marcaram a vida da autora. Está sempre bem notória a grande ligação que une Helena aos seus amigos, sendo a amizade e a família os temas mais presentes nesta obra.

     Com uma capa muito bem conseguida, este é um livro com um carácter extremamente particular e intimista, que nos fala da dor, da amizade, da perda, da alegria, da insegurança, da plenitude, da fé e do reencontro interior - um livro que nos fala, entre outras coisas, sobre o «gostar de gostar» e o trabalho de introspeção que isso implica.

    "Gosto de Gostar" é o relato pessoal de uma mulher que aprendeu a estar de bem consigo e com a vida, apesar das vicissitudes e contratempos. Este é um livro especialmente leve e cuja leitura é fluida e aprazível, motivos pelos quais o considero bastante agradável. Nunca tinha lido nada da autora, mas fiquei com vontade de ler mais! Em suma, gostei!


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Better Than Today_Richie Campbell
(https://www.youtube.com/watch?v=46qF8TIZybQ)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Novidade da Objectiva - Gosto de Gostar

Novidade da Objectiva

Gosto de Gostar




De Helena Sacadura Cabral


Sinopse: 


    Sol numa manhã de Outono, o cheiro a alfazena das gavetas das nossas avós, uma tarde entre amigos, o calor da família. Pessoas, lugares, canções, perfumes, recordações: são inúmeras as coisas de que gostamos de gostar e que tornam as nossas vidas mais plenas, É de como «gostar de gostar» preenche a nossa vida que Helena Sacadura Cabral fala nestas páginas.

«Gosto de gostar dos meus filhos, gosto de gostar dos meus amigos, gosto de gostar do meu trabalho, até gosto de gostar de mim. Enfim, "gostar de gostar" é, de facto, muito mais do que gostar.»

     Helena Sacadura Cabral é licenciada em Economia, tendo obtido o prémio para o melhor aluno do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF). Desempenhou vários lugares de chefia na Administração Pública, tendo sido a primeira mulher a ser admitida nos quadros técnicos do banco de Portugal.

     Autora de duas dezenas de livros, concilia ainda a participação cívica com a actualização dos seus quatro blogues.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Opinião sobre "Porque Escolhi Viver" - Yeonmi Park

Porque Escolhi Viver
(Artigo de Opinião)


Autora: Yeonmi Park
Título Original: In Order to Live (2015)
Tradução: Ester Cortegano
ISBN: 978-989-665-004-9
Nº de páginas: 320
Editora: Objectiva


Sinopse

     Yeonmi Park não conhecia o significado da palavra liberdade.

     Na Coreia do Norte, cresceu a pensar que era normal ver cadáveres na rua a caminho da escola. Que era normal ter tanta fome que precisava de comer plantas selvagens para tentar calar o estômago. Que era normal ver os vizinhos "desaparecer" sem aviso nem razão. Cresceu a acreditar que o Grande Líder era capaz de lhe ler os pensamentos e de a castigar se fossem incorrectos.

     Aos treze anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram o futuro impossível, Yeonmi e a família tomaram a decisão arriscada de fugir da Coreia do Norte. Ficar significaria morrer - de fome, de doença ou por execução. Atravessaram as águas geladas do rio Yalu rumo à fronteira com a China, carregadas de esperança, mas acabaram nas mãos de traficantes de refugiados.

     Depois de quase dois anos à mercê dos captores chineses, Yeonmi e a mãe decidiram arriscar a vida, uma vez mais. Numa noite gelada, com as estrelas a alumiar o caminho, atravessaram o inóspito Deserto de Gobi. Mais uma dura travessia, desta vez bem sucedida.

     Arriscaram morrer porque escolheram ser livres. Porque escolheram viver.

   Aos 21 anos, Yeonmi Park é activista de direitos humanos e está, finalmente, a aprender o que significa ser livre.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editora Objectiva em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Editora Objectiva pelo gentil envio do livro. "Porque Escolhi Viver" é um livro com uma história arrepiante que nos apresenta uma realidade assustadora e que expõe uma sociedade onde a vida humana é desvalorizada, onde o ser humano vive cegamente em torno de um regime político ditatorial.

     Este livro é o testemunho de uma jovem que sobreviveu à fuga da Coreia do Norte - Yeonmi Park, agora uma activista dos direitos humanos, dá a conhecer a sua história de vida: as dificuldades do quotidiano na Coreia do Norte, a perigosa passagem da fronteira, a captura e a inserção em redes de tráfico humano na China, a árdua travessia do deserto de Gobi e a difícil integração numa sociedade liberal sul coreana.

     O livro está dividido em três partes, correspondendo cada uma a um momento significativo da vida da narradora. A primeira relata o historial da sua família até à travessia da fronteira da Coreia do Norte com a China. Na segunda parte, é relatado o horror vivido por Yeonmi e pela mãe na China, à mercê dos traficantes humanos, e a chegada à Coreia do Sul. E, por fim, na terceira parte, o recomeço da vida no novo país.

     Yeonmi narra a sua vida desde que nasceu, contextualizando com informação sobre a vida dos seus progenitores, permitindo ao leitor perceber algumas escolhas. É dado a conhecer ao leitor as baixas condições de vida dos norte-coreanos, que vivem sem os cuidados básicos de alimentação, saúde ou higiene, e que se arriscam constantemente a serem enviados para a prisão por desrespeitarem regras com o intuito de sobreviver. É exposta a estratificação da sociedade e o perigo constante que representa salvaguardar a sobrevivência num país como a Coreia do Norte.

     Na China, Yeonmi e a mãe são capturadas na rede de tráfico humano e são separadas. Vivem situações de puro terror. É um relato triste e que facilmente nos comove. Na minha opinião, esta foi a parte que mais me emocionou, pela crueldade e frivolidade de alguns seres humanos, que exploram  brutalmente estas pessoas desesperadas.

     Por fim, a chegada à Coreia do Norte, onde reside ainda algum do medo de ser deportada. A adaptação e a dificuldade de começar de novo, o retomo dos estudos, a perseguição dos objetivos. Depois de todo o sofrimento que passou, Yeonmi sente a necessidade de divulgar a sua história, expondo a violação dos direitos humanos cometida na Coreia do Norte e tornando-se uma activista.

     Apesar da história ser profunda e tocante, a leitura é rápida, uma vez que o livro desperta no leitor o¨desejo de conhecer mais sobre este caso. O livro possui ainda algumas fotos da infância de Yeonmi com a família.

   Yeonmi Park é um exemplo de coragem e determinação impressionantes. Apesar de tudo, a sua jornada foi bem sucedida. Alcançou o seu objectivo - ser livre. Pagou preços demasiado altos para a obtenção de um direito com que os seres humanos deveriam nascer. No entanto, este livro representa também todos os que não tiveram um final feliz na sua luta ingrata pela sobrevivência. É uma história pesada e marcante que persiste em continuar no pensamento muito depois de finda a leitura.

    "Porque Escolhi Viver" é um livro que nos leva a reflectir sobre o preço da vida, sobre a devoção cega a um regime político, sobre sacrifícios e sobre a crueldade humana. Não é uma leitura fácil. No entanto, é, na minha opinião, necessária. Livros como este deveriam ser lidos por todos, para que tomemos consciência do tormento que custa a sobrevivência diária a muitos seres humanos. Realidades como esta não podem ser ignoradas. Este é um livro que aconselho e que espero sinceramente que sensibilize muitas pessoas!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: People Help The People_Birdy

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Divulgação: "Porque Escolhi Viver" - Objectiva

Publicado pela Objectiva

Porque Escolhi Viver
A minha fuga da Coreia do Norte



De Yeonmi Park


Sinopse: 


      Yeonmi Park não conhecia o significado da palavra liberdade.

     Na Coreia do Norte, cresceu a pensar que era normal ver cadáveres na rua a caminho da escola. Que era normal ter tanta fome que precisava de comer plantas selvagens para tentar calar o estômago. Que era normal ver os vizinhos "desaparecer" sem aviso nem razão. Cresceu a acreditar que o Grande Líder era capaz de lhe ler os pensamentos e de a castigar se fossem incorrectos.

     Aos treze anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram o futuro impossível, Yeonmi e a família tomaram a decisão arriscada de fugir da Coreia do Norte. Ficar significaria morrer - de fome, de doença ou por execução. Atravessaram as águas geladas do rio Yalu rumo à fronteira com a China, carregadas de esperança, mas acabaram nas mãos de traficantes de refugiados.

    Depois de quase dois anos à mercê dos captores chineses, Yeonmi e a mãe decidiram arriscar a vida, uma vez mais. Numa noite gelada, com as estrelas a alumiar o caminho, atravessaram o inóspito Deserto de Gobi. Mais uma dura travessia, desta vez bem sucedida.

     Arriscaram morrer porque escolheram ser livres. Porque escolheram viver.

   Aos 21 anos, Yeonmi Park é activista de direitos humanos e está, finalmente, a aprender o que significa ser livre.


«A milhares de quilómetros da realidade que aqui se descreve, percebemos página a página que a falta de liberdade e a injustiça nos dizem sempre respeito. É através da coragem de vozes como a Yeonmi Park que temos oportunidade de conhecer as histórias que povoam o quotidiano da Coreia do Norte. E é tão importante que o mundo saiba.»_José Luís Peixoto


     Yeonmi Park nasceu em Hyesan, Coreia do Norte, em 1993 e vive agora em Seoul, Coreia do Sul.
Actualmente, viaja por todo o mundo como oradora e defensora dos direitos humanos.

«Sinto-me grata por duas coisas: por ter nascido na Coreia do Norte e por ter fugido da Coreia do Norte.»