sábado, 8 de abril de 2017

Citação do Dia - 08 de abril de 2017

"O meu sonho de felicidade seria não haver necessidade de poesia como género literário por ela se achar já realizada na vida."
Natália Correia

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Citação do Dia - 07 de abril de 2017

"Podem ter a certeza de que não foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que Colombo se sentiu feliz."
Fiodor Dostoievski

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Opinião sobre "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" - Talulah Riley

As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor
(Artigo de Opinião)


Autora: Talulah Riley
Título Original: Acts of Love (2016)
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 978-989-23-3771-5
Nº de páginas: 288
Editora: ASA


Sinopse

      Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 

    Radley Blake é um homem temido. Além disso, magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua mais querida amiga. 

    Quando conhece Radley, Bernadette percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder. 

    Versão moderna do romance icónico "E Tudo o Vento Levou", este livro coloca uma questão pertinente às mulheres de hoje: será que podemos ser totalmente independentes e ao mesmo tempo acreditar na força do Destino?


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela ASA em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à ASA pelo gentil envio do livro.

       "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é o romance de estreia de Talulah Riley, e apresenta uma história que, a par da componente romântica, levanta questões e leva a importantes reflexões sobre a ainda presente objetificação da mulher na sociedade atual.

     Bernadette St John é uma jovem e conceituada jornalista, famosa pela sua capacidade de extrair embaraçosos segredos e confissões de famigerados políticos e celebridades. É uma mulher atraente, habituada a lutar pelo que quer, mas também algo mimada e manipuladora, não se importando particularmente com os sentimentos das outras pessoas se estas se interpuseram no caminho que a leva à concretização dos seus objetivos. Idealista e sonhadora, foi magoada diversas vezes na sua busca pelo amor, o que a tornou numa mulher amargurada que, numa tentativa de se proteger, desenvolveu um 
sólido ódio contra os homens. 

     Mas há uma exceção, um homem que escapa à cólera de Bernadette e por quem esta nutre uma paixão platónica: o seu agente literário, Tim Bazier. Tim é o homem perfeito - é delicado, compreensivo, brincalhão, inteligente -, só que está noivo de Elizabeth, uma mulher boa, mas que a Bernadette parece tão vulgar que não compreende como pode Tim preteri-la em seu favor. Disposta a tudo para fazer ver a Tim que é consigo que deve ficar, Bernadette aproveita todas as oportunidades para lhe mostrar e declarar o seu amor. E é aí que conhece Radley Blake...

     Radley Blake é o melhor amigo de Elizabeth. É um milionário que tem tanto de sedutor como de inteligente, e que criou uma bem sucedida empresa com um conceito inovador na área da genética; e é também o homem que não se deixa afetar pelo charme de Bernadette, prevendo as suas jogadas e impedindo-a de estragar o casamento de Elizabeth.

     Quando se conhecem, em circunstâncias pouco favoráveis, Bernadette está convicta de que Radley será um inconveniente nos seus planos por conseguir antecipar as suas jogadas. Radley, por sua vez, deixa-se encantar pela jovem, gorando as suas tentativas cruéis e mostrando-lhe um outro lado de si própria que ela tentava não ver. No entanto, as marcas do passado ainda estão bem presentes em Bernadette, e ela tem medo de se voltar a apaixonar e de ser magoada, para além da sua sempre presente dedicação a Tim. Será Radley suficientemente paciente e perspicaz para passar as barreiras dela e fazê-la esquecer Tim? Ou irá a ligação entre eles morrer antes de sequer nascer?

    Este foi um livro que me surpreendeu, não tanto pela história em si, que é muitas vezes previsível, mas pelas reflexões sobre a objetificação da mulher e sobre o amor. Bernadette é uma mulher independente, que luta pelo seu lugar no mundo e que não permite que os homens a vejam como apenas um corpo bonito. Apesar de a história ser narrada na terceira pessoa, temos acesso aos pensamentos dela e, principalmente, a episódios do seu passado que contribuíram - positiva ou negativamente - para que se tornasse na pessoa que hoje é, e gostei especialmente dessa parte.

    Como referi, encontramos muitos aspetos clichês, como o triângulo amoroso - o poderoso e empedernido magnata versus o sensível e reservado Tim - ou a vulnerabilidade escondida da protagonista, que aparenta ser invencível quando na verdade é apenas insegura, mas são-nos apresentados de uma forma bonita e suave, quase reinventados. Para tal contribui, sem dúvida, a escrita extremamente agradável de Talulah, que tem a capacidade de embalar a leitura e nos faz virar páginas e páginas sem darmos conta.

      Bernadette, inicialmente, é particularmente irritante na sua atitude arrogante e descomprometida face aos sentimentos, não se preocupando minimamente com a felicidade dos outros e desculpando-se em nome do bem maior que era o seu amor por Tim. Faz algumas escolhas erradas e engana-se por diversas vezes no caminho a seguir, mas também, de forma algo inconsciente, enceta uma jornada de autoconhecimento e vai aprendendo mais sobre a amizade e o amor à medida que vai evoluindo como pessoa.

    Radley é um homem algo misterioso que cativa pela sua inteligência. Gostei da personagem pois, apesar de ceder ao charme de Bernadette logo de início, trava as suas investidas e vai mudando a dela - e até a sua - forma de encarar os relacionamentos e o amor. É um homem fiel e honrado, que nutre verdadeira preocupação pelos seus amigos e que está disposto a tudo para os proteger.

    Gostei de Elizabteh, apesar de ter achado que era demasiado bondosa para ser real. Já a minha opinião sobre Tim vai variando ao longo da trama. Se, numa fase inicial, admirei a sua firmeza ao negar os avanços de Bernadette, mais tarde acabei por tomá-lo como um homem indeciso e aborrecido.

    Tenho apenas um pequeno reparo a fazer, que se prende com o trabalho de revisão de obra: apesar de o livro estar extremamente bem escrito e traduzido, o nome de Tim aparece por repetidas vezes trocado por "Tom" o que, apesar de não ser significativo para a leitura, acaba por fazer alguma confusão.

     O final é deixado algo em aberto, o que, surpreendentemente, me agradou, pois é o culminar de um processo de maturação das personagens, o resultado de uma evolução de carácter.

   Em suma, "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é um romance ligeiro e agradável, uma leitura fácil e fresca, ideal para quem procura uma história bonita e que exija pouco esforço de concentração. Cativante, lê-se rapidamente e, no final, fica a sensação de que cumpriu o seu dever: entreteve. Gostei bastante!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Maggie Lindemann_Pretty Girl

Citação do Dia - 06 de abril de 2017

"Não há que ter vergonha de preferir a felicidade."
Albert Camus

terça-feira, 4 de abril de 2017

Novidade da Nuvem de Tinta - "Se Eu Fosse Tua"

Novidade da Nuvem de Tinta


Se Eu Fosse Tua



De Meredith Russo


Sinopse:


     Só porque tens um passado, não quer dizer que não possas ter um futuro.

     Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta a todo o custo esconder o seu passado e começar uma vida nova?

    Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade# Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele?

   Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Uma história de amor entre duas pessoas improváveis
O primeiro romance juvenil que aborda a questão do género

     Meredith Russo nasceu no Tennessee, onde vive ainda hoje. A sua verdadeira vida começou em 2013 e, desde então, nunca mais olhou para trás. Se eu fosse tua, o primeiro romance que publica, é parcialmente inspirado na sua própria experiência enquanto mulher transgénero e, tal como Amanda, a protagonista desta história, Meredith é grande fã de jogos de vídeo e da saga Guerra das Estrelas. Se Eu Fosse Tua recebeu o Stonewall Book Award e foi considerado um dos melhores livros do ano pelas revistas Publishers Weekly, Kirkus Reviews, e pelas livrarias da Amazon, Goodreads e Barnes and Noble.


Citação do Dia - 04 de abril de 2017

"A felicidade é o desejo pela repetição."
Milan Kundera

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Opinião sobre "Antes de Vos Deixar" - Lauren Oliver

Antes de Vos Deixar
(Artigo de Opinião)


Autora: Lauren Oliver
Título Original: Before I Fall (2010)
Tradução: Marta Mendonça
ISBN: 978-972-23-6007-4
Nº de páginas: 376
Editora: Editorial Presença


Sinopse

      Samantha Kingston tem tudo: o namorado com quem sonhava há anos, três grandes amigas e todos os privilégios que a sua simpatia lhe pode oferecer. Sexta-feira, 12 de Fevereiro, devia ter sido um dia igual a tantos outros. Nada faria suspeitar que seria o último… 

Inesperadamente, é-lhe concedida uma segunda oportunidade. Ou melhor, são-lhe concedidas sete oportunidades. Durante uma semana, Samantha revive o último dia da sua vida, tentando perceber os mistérios que envolvem a sua morte - o que pode ou não mudar e até onde seria capaz de ir para se salvar -, descobrindo o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.



Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à Editorial Presença pelo gentil envio do livro.

      A premissa de "Antes de Vos Deixar" chamou-me a atenção pela singularidade, pois quantos de nós não pensamos, por vezes, no quão bom seria poder voltar atrás e fazer as coisas de maneira diferente, bem como o que poderia resultar disso? Este livro mostra-nos o impacto da nossas ações, pois somos o resultado das escolhas que fazemos e dos caminhos que seguimos.

      Começamos com a morte de Samantha Kingston, uma jovem de 17 anos que está no último ano do ensino secundário, e que, aparentemente, tem tudo o que precisa e deseja para ser feliz: uma popularidade recente mas consolidada, um grupo de amigas que adora, o namorado por que suspirava há anos e a devoção de quase todos os colegas. E, então, no dia 12 de fevereiro, uma sexta-feira que apenas fugia à normalidade por ser Dia dos Namorados, um acidente inesperado ceifa-lhe a vida.

     Porém, Sam acorda de manhã, intacta, na sua cama, ao som do despertador. Confusa com o desenrolar dos acontecimentos, qual não é o seu espanto quando descobre que é outra vez sexta-feira, dia 12 de fevereiro, e que deverá viver novamente o mesmo dia. Durante uma semana, é dada a Sam a oportunidade de reviver aquele que foi o último dia da sua vida, para que possa compreender os mistérios em que está envolta a sua morte e, talvez, mudar os acontecimentos e salvar a sua vida. Será ela capaz de perceber verdadeiramente aquilo que desencadeou o fim?

   A história é narrada na primeira pessoa pela protagonista, e está dividida em sete capítulos - cada um correspondente a uma versão do mesmo dia -, que por sua vez se repartem em pequenos episódios ou reflexões. Inicialmente, temi que, uma vez que a protagonista iria reviver o mesmo dia sete vezes, a história se pudesse tornar repetitiva e a leitura cansativa, mas, felizmente, tal não aconteceu! O facto de alguns acontecimentos mudarem e, principalmente, a evolução da protagonista - que passa a encarar as situações de ângulos diferentes, com abordagens menos superficiais - proporcionam ao leitor uma visão mais completa da vida de Sam, tornando cada versão dos episódios mais única e autêntica. e permitindo descobrir mais sobre a sua vida, a sua personalidade, os seus amigos, a sua relação com a família, o seu passado e sobre a forma como morreu.

   Sam percorre um caminho pautado por diversas reações ao que lhe acontece, correspondentes às cinco fases do luto - a negação, a raiva, a negociação, a depressão e, por fim, a aceitação - que culmina na perceção da lógica que se esconde por detrás do que lhe está a acontecer. Quando Sam finalmente percebe que tem de mudar algo para quebrar o ciclo e se poder salvar, depara-se com uma importante questão: que erros do passado conseguimos mudar se tivermos apenas um dia? Seremos capazes de, ao salvarmos os outros, resgatarmo-nos a nós próprios?

    No início, senti-me bastante irritada com algumas atitudes de Sam e das amigas, pois, na sua atitude de superioridade, não se importavam minimamente com os sentimentos e as vidas das outras pessoas. Mimadas, egoístas e egocêntricas, eram as típicas "rainhas" do liceu, preocupadas com as aparências e as suas vidas sociais, e maltratando todos aqueles que estivessem abaixo do seu patamar de popularidade. Mas, graças ao "loop" temporal, percebemos várias outras facetas destas raparigas, e compreendemos os motivos e as inseguranças - ou, por vezes, mesmo a ausência deles - que desencadeiam estes comportamentos reprováveis.

     As personagens são muito reais e estão muito bem construídas, uma vez que são constituídas por várias camadas que vamos observando em diferentes contextos. Além disso, o leque é muito versátil, pois cada personagem representa uma linha de ação, única e, simultaneamente, comum, pois todas desejam ser aceites. Gostei muito do Kent, um rapaz carinhoso e prestável que nutre uma paixão antiga por Sam e que consegue ver quem ela é realmente é. Também gostei muito da Izzy, a irmã mais nova da protagonista, que, apesar de não ter grande destaque na história, transmite a ideia de que sermos diferentes é o que nos torna especiais. Relativamente às companheiras de Sam, vemos um lado cruel, que muitas vezes resulta da insegurança, mas também um lado leal e divertido, e é por isso que, apesar de conseguirem ser realmente malvadas e insensíveis, não as odiei.

    Gostei muito da escrita de Lauren Oliver e da forma como conseguiu encaixar várias vertentes da vida de Sam em apenas um dia. Uma vez que a história é contada por uma adolescente, é dado destaque a alguns episódios que podem pareces supérfluos ou desnecessários, mas que fazem sentido no todo, e que, ao fazerem sobressair alguns aspetos da personalidade de Sam, ressaltam a mudança que esta atravessa.

  Encontramos retratados diversos temas da atualidade que devem ser sempre objeto de reflexão, tais como o bullying e as consequências que os nossos atos, por vezes irrefletidos, têm nas outras pessoas; as pequenas coisas do quotidiano que tomamos como garantidas e nas quais nem reparamos ou não damos o devido valor, mas que fazem toda a diferença quando as perdemos; a efemeridade da vida, que tão depressa nos foge das mãos sem que tenhamos tempo de nos despedirmos ou de remediarmos situações em que errámos; e as contínuas oportunidades que a vida nos oferece de recomeçarmos e fazermos a diferença. Fica ainda a ideia de que nunca é demasiado tarde para mudar, para emendar erros e para consertar relações, mesmo que pareça que já não há nada a fazer.
 
    O final causou-me sentimentos contraditórios pois, apesar de uma parte de mim já estar à espera de algo semelhante, conseguiu mesmo assim impressionar-me.

    No decorrer da história, coloquei-me por diversas vezes no lugar da protagonista, compadecendo-me com o seu desespero e a sua desorientação, e questionando-me sobre o que faria se me visse presa numa situação semelhante. Dei por mim a pensar no que faria se hoje fosse o último dia da minha vida, no que valeria a pena mudar, e percebi que era provavelmente essa a ideia que a autora queria transmitir com esta história. E, agora, pergunto-lhe a si, querido leitor: o que faria se hoje fosse o último dia da sua vida?

     "Antes de Vos Deixar" é uma história que nos faz pensar sobre a repercussão de cada ato, por mais insignificante que pareça. nas vidas que nos rodeiam, evidenciando o facto de cada gesto ter significado e desencadear muitos mais, podendo ser o responsável por mudar o curso dos acontecimentos. Uma leitura envolvente e terna, onde acompanhamos uma protagonista desorientada que, por se ver presa na repetição do último dia da sua vida, vai aprendendo mais sobre si própria e descobrindo o verdadeiro valor de cada atitude, de cada pequeno gesto tomado como garantido, e que deixa a mensagem de que nunca é demasiado tarde para nos tornarmos melhores. Gostei muito!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Jesse Ruben_Why I Need You
(https://www.youtube.com/watch?v=C4NgsbkyeJs)

Para mais informações sobre o livro Antes de Vos Deixar, clique aqui.

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

#77 - Dá-lhe Letras

Autor: Lars Kepler

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Qual é o livro?

Citação do Dia - 03 de abril de 2017

"A felicidade não é uma estação de chegada, é uma forma de viajar."
José Luís Nunes Martins

domingo, 2 de abril de 2017

Novidade da Objectiva - "A Mãe Eterna"

Novidade da Objectiva


A Mãe Eterna



De Betty Milan


Sinopse:


     A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?

Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.

Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.

"Um relato espantoso que narra a passagem de filha para mãe da mãe." - Fernanda Torres

     Betty Milan é paulista. Autora de romances, ensaios, crónicas e peças de teatro. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista do Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com, onde escreve atualmente.

     Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami.

     Antes de se tornar escritora, formou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Psicanálise, em França, com Jacques Lacan, e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

Citação do Dia - 02 de abril de 2017

"A felicidade em pessoas inteligente é das coisas mais raras que conheço."
Ernest Hemingway