segunda-feira, 3 de abril de 2017

Opinião sobre "Antes de Vos Deixar" - Lauren Oliver

Antes de Vos Deixar
(Artigo de Opinião)


Autora: Lauren Oliver
Título Original: Before I Fall (2010)
Tradução: Marta Mendonça
ISBN: 978-972-23-6007-4
Nº de páginas: 376
Editora: Editorial Presença


Sinopse

      Samantha Kingston tem tudo: o namorado com quem sonhava há anos, três grandes amigas e todos os privilégios que a sua simpatia lhe pode oferecer. Sexta-feira, 12 de Fevereiro, devia ter sido um dia igual a tantos outros. Nada faria suspeitar que seria o último… 

Inesperadamente, é-lhe concedida uma segunda oportunidade. Ou melhor, são-lhe concedidas sete oportunidades. Durante uma semana, Samantha revive o último dia da sua vida, tentando perceber os mistérios que envolvem a sua morte - o que pode ou não mudar e até onde seria capaz de ir para se salvar -, descobrindo o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.



Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à Editorial Presença pelo gentil envio do livro.

      A premissa de "Antes de Vos Deixar" chamou-me a atenção pela singularidade, pois quantos de nós não pensamos, por vezes, no quão bom seria poder voltar atrás e fazer as coisas de maneira diferente, bem como o que poderia resultar disso? Este livro mostra-nos o impacto da nossas ações, pois somos o resultado das escolhas que fazemos e dos caminhos que seguimos.

      Começamos com a morte de Samantha Kingston, uma jovem de 17 anos que está no último ano do ensino secundário, e que, aparentemente, tem tudo o que precisa e deseja para ser feliz: uma popularidade recente mas consolidada, um grupo de amigas que adora, o namorado por que suspirava há anos e a devoção de quase todos os colegas. E, então, no dia 12 de fevereiro, uma sexta-feira que apenas fugia à normalidade por ser Dia dos Namorados, um acidente inesperado ceifa-lhe a vida.

     Porém, Sam acorda de manhã, intacta, na sua cama, ao som do despertador. Confusa com o desenrolar dos acontecimentos, qual não é o seu espanto quando descobre que é outra vez sexta-feira, dia 12 de fevereiro, e que deverá viver novamente o mesmo dia. Durante uma semana, é dada a Sam a oportunidade de reviver aquele que foi o último dia da sua vida, para que possa compreender os mistérios em que está envolta a sua morte e, talvez, mudar os acontecimentos e salvar a sua vida. Será ela capaz de perceber verdadeiramente aquilo que desencadeou o fim?

   A história é narrada na primeira pessoa pela protagonista, e está dividida em sete capítulos - cada um correspondente a uma versão do mesmo dia -, que por sua vez se repartem em pequenos episódios ou reflexões. Inicialmente, temi que, uma vez que a protagonista iria reviver o mesmo dia sete vezes, a história se pudesse tornar repetitiva e a leitura cansativa, mas, felizmente, tal não aconteceu! O facto de alguns acontecimentos mudarem e, principalmente, a evolução da protagonista - que passa a encarar as situações de ângulos diferentes, com abordagens menos superficiais - proporcionam ao leitor uma visão mais completa da vida de Sam, tornando cada versão dos episódios mais única e autêntica. e permitindo descobrir mais sobre a sua vida, a sua personalidade, os seus amigos, a sua relação com a família, o seu passado e sobre a forma como morreu.

   Sam percorre um caminho pautado por diversas reações ao que lhe acontece, correspondentes às cinco fases do luto - a negação, a raiva, a negociação, a depressão e, por fim, a aceitação - que culmina na perceção da lógica que se esconde por detrás do que lhe está a acontecer. Quando Sam finalmente percebe que tem de mudar algo para quebrar o ciclo e se poder salvar, depara-se com uma importante questão: que erros do passado conseguimos mudar se tivermos apenas um dia? Seremos capazes de, ao salvarmos os outros, resgatarmo-nos a nós próprios?

    No início, senti-me bastante irritada com algumas atitudes de Sam e das amigas, pois, na sua atitude de superioridade, não se importavam minimamente com os sentimentos e as vidas das outras pessoas. Mimadas, egoístas e egocêntricas, eram as típicas "rainhas" do liceu, preocupadas com as aparências e as suas vidas sociais, e maltratando todos aqueles que estivessem abaixo do seu patamar de popularidade. Mas, graças ao "loop" temporal, percebemos várias outras facetas destas raparigas, e compreendemos os motivos e as inseguranças - ou, por vezes, mesmo a ausência deles - que desencadeiam estes comportamentos reprováveis.

     As personagens são muito reais e estão muito bem construídas, uma vez que são constituídas por várias camadas que vamos observando em diferentes contextos. Além disso, o leque é muito versátil, pois cada personagem representa uma linha de ação, única e, simultaneamente, comum, pois todas desejam ser aceites. Gostei muito do Kent, um rapaz carinhoso e prestável que nutre uma paixão antiga por Sam e que consegue ver quem ela é realmente é. Também gostei muito da Izzy, a irmã mais nova da protagonista, que, apesar de não ter grande destaque na história, transmite a ideia de que sermos diferentes é o que nos torna especiais. Relativamente às companheiras de Sam, vemos um lado cruel, que muitas vezes resulta da insegurança, mas também um lado leal e divertido, e é por isso que, apesar de conseguirem ser realmente malvadas e insensíveis, não as odiei.

    Gostei muito da escrita de Lauren Oliver e da forma como conseguiu encaixar várias vertentes da vida de Sam em apenas um dia. Uma vez que a história é contada por uma adolescente, é dado destaque a alguns episódios que podem pareces supérfluos ou desnecessários, mas que fazem sentido no todo, e que, ao fazerem sobressair alguns aspetos da personalidade de Sam, ressaltam a mudança que esta atravessa.

  Encontramos retratados diversos temas da atualidade que devem ser sempre objeto de reflexão, tais como o bullying e as consequências que os nossos atos, por vezes irrefletidos, têm nas outras pessoas; as pequenas coisas do quotidiano que tomamos como garantidas e nas quais nem reparamos ou não damos o devido valor, mas que fazem toda a diferença quando as perdemos; a efemeridade da vida, que tão depressa nos foge das mãos sem que tenhamos tempo de nos despedirmos ou de remediarmos situações em que errámos; e as contínuas oportunidades que a vida nos oferece de recomeçarmos e fazermos a diferença. Fica ainda a ideia de que nunca é demasiado tarde para mudar, para emendar erros e para consertar relações, mesmo que pareça que já não há nada a fazer.
 
    O final causou-me sentimentos contraditórios pois, apesar de uma parte de mim já estar à espera de algo semelhante, conseguiu mesmo assim impressionar-me.

    No decorrer da história, coloquei-me por diversas vezes no lugar da protagonista, compadecendo-me com o seu desespero e a sua desorientação, e questionando-me sobre o que faria se me visse presa numa situação semelhante. Dei por mim a pensar no que faria se hoje fosse o último dia da minha vida, no que valeria a pena mudar, e percebi que era provavelmente essa a ideia que a autora queria transmitir com esta história. E, agora, pergunto-lhe a si, querido leitor: o que faria se hoje fosse o último dia da sua vida?

     "Antes de Vos Deixar" é uma história que nos faz pensar sobre a repercussão de cada ato, por mais insignificante que pareça. nas vidas que nos rodeiam, evidenciando o facto de cada gesto ter significado e desencadear muitos mais, podendo ser o responsável por mudar o curso dos acontecimentos. Uma leitura envolvente e terna, onde acompanhamos uma protagonista desorientada que, por se ver presa na repetição do último dia da sua vida, vai aprendendo mais sobre si própria e descobrindo o verdadeiro valor de cada atitude, de cada pequeno gesto tomado como garantido, e que deixa a mensagem de que nunca é demasiado tarde para nos tornarmos melhores. Gostei muito!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Jesse Ruben_Why I Need You
(https://www.youtube.com/watch?v=C4NgsbkyeJs)

Para mais informações sobre o livro Antes de Vos Deixar, clique aqui.

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

#77 - Dá-lhe Letras

Autor: Lars Kepler

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Qual é o livro?

Citação do Dia - 03 de abril de 2017

"A felicidade não é uma estação de chegada, é uma forma de viajar."
José Luís Nunes Martins

domingo, 2 de abril de 2017

Novidade da Objectiva - "A Mãe Eterna"

Novidade da Objectiva


A Mãe Eterna



De Betty Milan


Sinopse:


     A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?

Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.

Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.

"Um relato espantoso que narra a passagem de filha para mãe da mãe." - Fernanda Torres

     Betty Milan é paulista. Autora de romances, ensaios, crónicas e peças de teatro. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista do Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com, onde escreve atualmente.

     Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami.

     Antes de se tornar escritora, formou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Psicanálise, em França, com Jacques Lacan, e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

Citação do Dia - 02 de abril de 2017

"A felicidade em pessoas inteligente é das coisas mais raras que conheço."
Ernest Hemingway

sexta-feira, 31 de março de 2017

Novidade da ASA - "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor"

Novidade da ASA


As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor



De Talulah Riley


Sinopse:


     Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 

    Radley Blake é um homem temido. Além disso, magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua mais querida amiga. 

    Quando conhece Radley, Bernadette percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder. 

    Versão moderna do romance icónico "E Tudo o Vento Levou", este livro coloca uma questão pertinente às mulheres de hoje: será que podemos ser totalmente independentes e ao mesmo tempo acreditar na força do Destino? 

As boas raparigas não ganham ao amor
As más não desistem nunca

     Talulah Riley nasceu em Inglaterra em 1985. É atriz, argumentista, realizadora e também fundadora e diretora da Forge, uma aplicação para telemóveis. 

     É mais conhecida pelos seus desempenhos no West End e na televisão. As Boas Raparigas Não Ganham é o seu primeiro romance.

Citação do Dia - 31 de março de 2017

"Só podia encontrar a felicidade se conseguisse subverter o mundo para o fazer entrar no verdadeiro, no puro, no imutável."
Franz Kafka

quinta-feira, 30 de março de 2017

Citação do Dia - 30 de março de 2017

"Às vezes a felicidade está em fugir daquilo que procuramos."
Joaquim Pessoa

Opinião sobre "Jardins da Lua" (Saga do Império Malazano #1) - Steven Erikson

Jardins da Lua
(Saga do Império Malazano #1)
(Artigo de Opinião)



Autor: Steven Erikson
Título Original: Gardens Of The Moon (1999)
Tradução: Carol Chiovatto
Adaptação: Susana Clara
ISBN: 978-989-637-627-7
Nº de páginas: 656
Editora: Saída de Emergência


Sinopse


    Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen.

     Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda…

    Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Saída de Emergência em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Saída de Emergência pelo gentil envio do livro.



   "Jardins da Lua" vem iniciar a Saga do Império Malazano, uma série de dez livros que é considerada uma das melhores da fantasia épica, sendo Steven Erikson até comparado a George R. R. Martin, autor das mundialmente famosas "Crónicas de Gelo e Fogo". Apesar de ter partido para a leitura com expectativa elevada e de, a princípio, não ter conseguido inteirar-me da história como pretendia, a verdade é que esta foi uma leitura espetacular!


      Steven Erikson criou um mundo sólido e extremamente complexo, onde cada personagem ocupa o seu devido lugar e desempenha um papel que, por mais insignificante que aparente ser, tem um propósito no panorama geral da trama. A formação do autor, nas áreas da arqueologia e da antropologia, é bem notória na História que cerca o Império Malazano. Todos os pormenores se encaixam para dar a máxima credibilidade ao universo criado, e as descrições sublimes do espaço, do tempo, das personagens e da ação vêm reforçar a magistralidade da obra. 

    Confesso que, numa primeira fase, não me senti muito à vontade com o modo como o autor introduzia a história e as personagens, e com a forma como a trama era narrada. Houve alturas em que senti que Erikson partia do pressuposto de que o leitor teria a capacidade de entender e de entrar no mundo criado sem que este lhe fosse devidamente apresentado, como se partíssemos para a leitura já com um conhecimento avançado sobre a história. Além disso, neste livro encontramos um enredo complexo - um mundo novo, com muitas personagens (muitas delas com nomes verdadeiramente estranhos!), muitas intrigas e muito pormenores - e, se não estivermos devidamente concentrados, é fácil perdermo-nos nos detalhes e, consequentemente, na ação. O autor criou um universo tão fantasticamente intrincado e dinâmico, onde há tanto a explorar e a apreender, que uma pequena distração momentânea pode significar uma perda da linha condutora. Porém, o ritmo de leitura vai aumentando progressivamente assim que nos vamos habituando ao estilo do autor.

     Encontramos todo o tipo de elementos que poderíamos desejar que povoassem um bom livro de fantasia, e a diversidade de seres e de personagens é, de facto, mais um factor que contribui para a singularidade da leitura. Palco de criaturas singulares, desde dragões a zombies, passando por uma variedade de povos e raças com costumes, tradições e regras próprias, "Jardins da Lua" é também pautado por inúmeras conspirações e possui um sistema de magia inovador e bem construído. A par da incrível e original dimensão mágica, é também forte a componente estratega presente em quase toda a obra.

      Este livro prima também pelas reviravoltas sucessivas, intrigas múltiplas e pela ação intensa, o que pode ser algo bom ou mau, consoante o prisma segundo o qual encaramos a questão. Se por um lado significa que a história nunca se torna aborrecida - pelo contrário, consegue surpreender -, por outro, implica que o leitor faça um novo esforço para se reajustar aos novos moldes. Ao longo do livro, o autor leva-nos a adotar a perspetiva de determinados personagens, o que é interessante por nos permitir compreender determinadas atitudes e comportamentos, mas algo confuso por partilharmos a ignorância da personagem e só percebermos a dimensão de alguns acontecimentos um pouco mais à frente - sentindo que talvez nos tenha escapado algo importante e cedendo à tentação de voltar atrás e reler. Mas, finda a história, é fácil perceber porque é esta obra considerada um arquétipo da fantasia épica.

     Devo destacar o formidável trabalho da editora no grafismo e no design do livro: a edição está realmente bonita! São também de salientaros elementos "extra" que nos ajudam a conhecer melhor os locais e as personagens, como os mapas e uma espécie de compêndio de personagens no início do livro, um glossário no final e, no interior da capa, ilustrações das principais personagens, legendadas, que facilitam a atribuição de um rosto aos nomes.

    "Jardins da Lua" é o início perfeito para uma saga que promete dar cartas e que tem tudo para agradar ao fãs mais exigentes do género fantástico. Apesar de não ser uma leitura leve e de carecer de algum tempo e concentração para ser verdadeiramente compreendida e apreciada, é, sem dúvida, uma série que recomendo aos leitores que gostam de uma leitura desafiante, e principalmente aos amantes de fantasia! Felicito a Saída de Emergência pela aposta neste autor e nesta série, e espero que o segundo volume esteja para breve!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Soldier_Fleurie

quarta-feira, 29 de março de 2017

Citação do Dia - 29 de março de 2017

"A felicidade assemelha-se ao azul do céu, que todos vemos e admiramos, mas que ninguém pode alcançar nem tocar."
Henri Alain-Fournier

terça-feira, 28 de março de 2017

Citação do Dia - 28 de março de 2017

"A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve."
Vinicius Moraes

segunda-feira, 27 de março de 2017

#76 - Dá-lhe Letras

Autora: Sophie Kinsella

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Qual é o livro?