quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Prémios Nobel da Literatura de 2018 e 2019



Já são conhecidos os vencedores do Prémio Nobel da Literatura de 2018 e de 2019, após um ano de suspensão.

Olga Tokarczuk foi a vencedora de 2018, "pela imaginação narrativa que, com uma paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como forma de vida", nas palavras da Real Academia Sueca. É de notar que a escritora polaca também já tinha sido distinguida com o Man Booker Internacional Prize, em 2018.

O vencedor de 2019 foi o escritor austríaco Peter Handke, sobre o qual a Academia destaca "a periferia e a especificidade com as quais explora a experiência humana".

Ambos os autores estão já publicados em Portugal.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

#63 - Curi(livro)sidades

Sabia que...



...Mary Shelley começou a escrever "Frankenstein" quando tinha 18 anos? Foi publicado dois anos mais tarde.


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Opinião sobre "Anarquia" (Anarquia #1) - Megan DeVos

Anarquia
(Anarquia #1)
(Artigo de Opinião)


Autora: Megan DeVos
Título Original: Anarchy (2018)
ISBN: 978-989-234-564-2
Nº de páginas: 368
Editora: 1001 Mundos


Sinopse

    Após uma guerra devastadora, resta uma grande metrópole. É uma ruína entre ruínas mas é aí, entre os escombros, que a população sobrevivente se concentra. Vivem constantemente alerta, pois na ausência de regras, resta matar ou morrer…


     Num ataque a uma fação rival, Hayden, o jovem líder do acampamento Blackwing, poupa a vida a Grace. Grace é linda, carismática, corajosa - mas também uma inimiga mortal. 



    Filha do líder do acampamento rival, Greystone, e inquestionavelmente leal ao pai, Grace sabe que não pode confiar em ninguém - muito menos no representante do povo que foi treinada para matar…



     Reina o perigo. Reina o caos. Reina a… ANARQUIA.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela 1001 Mundos em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à 1001 Mundos pelo gentil envio do livro.

    “Anarquia”, livro de estreia de Megan DeVos, apresenta-nos um mundo fraturado, resultado de uma guerra que vitimou a maior parte da população. Os poucos sobreviventes distribuem-se agora por acampamentos, facções rivais na luta pelos poucos bens disponíveis.

    Quando, com apenas 21 anos, assume a pesada responsabilidade de chefiar o acampamento de Blackwing, Hayden sabe que tem de honrar a confiança depositada nele pela sua gente e lutar pela sobrevivência da sua tribo. No entanto, uma invasão a um acampamento rival não corre como o esperado, e é a misericórdia de Grace, uma habitante da facção de Greystone, que poupa a vida a Hayden. Quando mais tarde surge a oportunidade de saldar essa dívida, Hayden salva a jovem e leva-a consigo para Blackwing, inicialmente como sua prisioneira. Mas Grace é uma rapariga inteligente e encantadora, e rapidamente cai nas graças do jovem líder, acabando por conquistar com a sua bravura e simpatia até os mais reticentes habitantes. No entanto, é também a filha do líder de Greystone, e a sua lealdade só poderá pender para um dos lados - e a questão é: qual deles?

    Estava muito curiosa com o lançamento de "Anarquia", um livro inicialmente publicado na plataforma Wattpad, mas confesso que me deixou um pouco desapontada. O que por diversas vezes senti durante a leitura foi que estava na presença de uma premissa cheia de potencial, mas que foi mal aproveitada. Este livro é classificado como uma distopia, mas a verdade é que a autora pouco desenvolve o mundo propriamente dito - nem é explicado sequer o porquê de ter acontecido uma guerra e de os sobreviventes se terem dividido em facções -, focando-se antes excessivamente no relacionamento dos protagonistas, tendo ficado por explorar imensos elementos relacionados com a construção do enredo, que sem dúvida teriam enriquecido a trama. Fiquei especialmente desiludida com este aspeto, pois ficou a sensação de estar a ler apenas um romance que, quase que como por acaso, se passa num mundo pós-apocalíptico.

     De facto, DeVos dá o principal enfoque do livro à relação dos protagonistas, que, na minha opinião, acontece demasiado cedo. Este é um daqueles casos em que as personagens têm todas as condições para serem inimigos mortais, mas que sentem uma atração instantânea e irreprimível e acabam por “mandar às urtigas” todas as conceções e cautelas para se entregarem à paixão. Tudo acontece demasiado depressa e há interações que acabam por ser repetitivas, o que torna esta componente romântica ligeiramente maçadora. 

    E, no entanto, a verdade é que a leitura foi algo compulsiva. A pouca complexidade da narrativa, aliada a uma escrita simples e fluida e a um forte predomínio da interação das personagens, fazem deste um livro fácil e rápido de ler, e por mais que a relação de Hayden e Grace seja imediata e previsível, acabei por me sentir envolvida e compelida a acompanhar o romance dos protagonistas. Além disso, é fácil estabelecer uma conexão com estas duas personagens, pois temos capítulos alternados com os seus pontos de vista, o que nos permite ter uma outra visão sobre os seus sentimentos e motivações.

    “Anarquia” foi, em suma, um livro que me provocou mixed feelings. Se, por um lado, esperava uma abordagem muito diferente da vertente distópica e um desenvolvimento do mundo e das personagens significativamente maior, por outro foi uma leitura que entreteve e de que, apesar de não ser particularmente inovadora ou excecional, gostei, pelo que não encontro melhor forma de descrever este livro do que como um guilty pleasure. Apesar de ter várias falhas, ainda assim é com curiosidade que aguardo pelo próximo volume, “Lealdade”, para ver o rumo que a autora vai dar à história de Hayden e Grace. 
     
 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Imagine Dragons_Natural

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

#155 - Dá-lhe Letras


Autorã: María Dueñas
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Qual é o livro?

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

#62 - Curi(livro)sidades

Sabia que...



...Lewis Carroll, autor de "Alice no País das Maravilhas", era péssimo em finanças? O que não deixa de ser irónico, tendo em conta que Carroll lecionava matemática em Oxford.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

Opinião sobre "Lá, Onde o Vento Chora" - Delia Owens

Lá, Onde o Vento Chora
(Artigo de Opinião)


Autora: Delia Owens
Título Original: Where the Crawdads Sing (2018)
ISBN: 978-972-0-03220-1
Nº de páginas: 392
Editora: Porto Editora


Sinopse

    Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida. 


      O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove. 


     E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece.

    Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Porto Editora em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à Porto Editora pelo gentil envio do livro.

     "Lá, Onde o Vento Chora", romance de estreia de Delia Owens, foi um dos melhores livros que li nos último tempos e será, por certo, um daqueles que vai para o top da vida. 

    Quando, numa manhã igual a tantas outras, a jovem Kya, de apenas seis anos, vê a mãe sair de casa com uma maleta azul, não conseguiria sequer imaginar que era esse o momento que desencadearia uma mudança radical na sua vida. Com a partida da mãe, também os irmãos mais velhos, um a um, vão abandonando uma vida marcada pela miséria e pelos maus tratos, deixando a pequena Kya entregue aos cuidados de um pai negligente e violento.

     A partir daí, Kya vê-se obrigada a crescer depressa. O pântano - a única realidade que conhece - torna-se a sua casa, e os animais a sua principal companhia. E é assim que vai amadurecendo, aprendendo conceitos como a amizade e o amor, descobrindo a complexidade das relações humanas, e sobrevivendo ao preconceito e ao peso da solidão. 

      A história é narrada em duas linhas temporais. Numa delas, vamos acompanhando o crescimento de Kya; na outra, em 1969, assistimoà investigação do homicidio do menino bonito de Barkley Cove. Numa América ainda cruel e muito marcada pelo preconceito, o nome da miúda do pantanal - uma jovem desde sempre tida como selvagem - surge rapidamente entre os principais suspeitos. O que terá realmente acontecido a Chase Andrews naquela noite? Será Kya uma vez mais vítima da intolerância das pessoas que nunca lhe estenderam a mão? 

      Kya é uma personagem maravilhosamente construída. É impossível não criar uma conexão imediata com aquela menina abandonada, que tão cedo se vê forçada a enfrentar o mundo sozinha e a depender apenas de si própria para sobreviver. Acompanhar o seu processo de aprendizagem empírica, observar a criação do seu vínculo com a natureza e ver o desabrochar da juventude numa alma tão livre quanto solitária, torna esta leitura num caminho verdadeiramente delicioso.

    A escrita de Delia Owens tem algo de especial: é de uma extrema ternura e delicadeza, e as descrições das belas paisagens que constituem o cenário da vida de Kya são de uma envolvência tal que, durante a leitura, senti sempre que também eu estava naquele pantanal, a ver aquela menina aprender a crescer, a ultrapassar todas as dificuldades e a tornar-se uma mulher.

   Confesso que o final não me apanhou totalmente de surpresa, mas é, sem dúvida, o desfecho certo para esta história algo triste, mas profundamente bela. Tudo se entrelaça para que o leitor tenha as respostas de que precisa e, no fim, fica uma sensação de tranquilidade e o quentinho da esperança - a mensagem de que, mesmo que nem sempre compreendamos os desígnios da vida, tudo vai acabar por correr bem.

     De uma sensibilidade pouco comum, com uma protagonista excecionalmente complexa e que gera empatia desde o primeiro momento, e com uma escrita que não se pode considerar menos que fabulosa, "Lá, Onde o Vento Chora" é uma leitura que dificilmente me abandonará. É a prova de que as pessoas não são só o produto das experiências que vivem, que cabe a cada um de nós moldar a sua própria sorte. Recomendo e recomendo muito!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: The Script_The Last Time

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

#154 - Dá-lhe Letras


Autor: Alberto S. Santos
A __ A __ T __ S     D __     B __ __ __ __ S     A __ R __ S

Qual é o livro?

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

#61 - Curi(livro)sidades

Sabia que...



...Jane Austen quase morreu aos 7 anos de idade? Ela e a irmã, Cassandra, apanharam difteria enquanto estavam em Oxford.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

#153 - Dá-lhe Letras


Autora: Camilla Läckberg
U __ A     __ A __ O __ A     D __     O __ __ O

Qual é o livro?

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

#60 - Curi(livro)sidades

Sabia que...



...J. R. R. Tolkien trabalhou durante 2 anos no Oxford English Dictionary, tendo pesquisado e explicado a etimologia de palavras que começavam pela letra W?

segunda-feira, 16 de setembro de 2019