sexta-feira, 30 de junho de 2017

Opinião sobre "O Amor Que Nos Une" (As Guerreiras Maxwell #2) - Megan Maxwell

O Amor Que Nos Une
(As Guerreiras Maxwell #2)
(Artigo de Opinião)



Autora: Megan Maxwell
Título Original: Desde donde se domine la llanura (2012)
Tradução: António Carlos Carvalho
ISBN: 978-989-657-944-9
Nº de páginas: 392
Editora: Editorial Planeta


Sinopse


      A história, tal como no livro anterior, é passada na Inglaterra do século XIV.

    Gillian é conhecida entre os membros do seu clã, como a Desafiadora, devido à personalidade indomável, que sendo uma das suas melhores características é também uma maldição

Apaixonada por Niall desde a infância, viveram uma linda história de amor que acabou quando ele partiu para a guerra sem se despedir dela. Gillian jurou que jamais o perdoaria.

    Niall, no entanto, é tão teimoso e orgulhoso como a amada. Agora que regressou, voltam a encontrar-se, mas nenhum está disposto a dar o braço a torcer. Mas a vida é caprichosa e a paixão começa a apoderar-se outra vez deles. 

Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editorial Planeta em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Editorial Planeta pelo gentil envio do livro.

      "Desejo Concedido" (opinião aqui) iniciou a série d'As Guerreiras Maxwell - que decorre nas Terras Altas escocesas, no século XIV, e que é protagonizada por mulheres fortes e irreverentes, e por corajosos e atraentes highlanders - com a história de Megan e de Duncan. Chegou agora "O Amor Que Nos Une", que narra o romance entre Niall e Gillian - um casal que já me tinha despertado o interesse -, mas que não me cativou tanto quanto esperava.

     Niall McRae e Gillian McDougall conhecem-se desde crianças, e desde cedo nutriram fortes sentimentos um pelo outro, chegando mesmo a estar noivos. No entanto, quando Niall teve de partir para a guerra, Gillian jurou não o perdoar; e o mesmo aconteceu com ele que, quando voltou após servir o seu rei, descobriu que a amada já não o queria ver. E assim, ao longo dos anos, têm andando às avessas, provocando-se mutuamente e desejando-se em segredo. 

      Tudo muda quando, no enlace do irmão de Gillian, Axel, vem ao de cima um acordo feito pelo pai deles, em que promete a mão da filha em casamento a Ruarke, um detestável e repugnante homem, se esta não estiver já casada no dia em que completar vinte e seis anos. Face à ameaça de perder a amada, Niall tem de decidir se estará disposto a perdoar Gillian e a unir a sua vida à dela, ou se preferirá perdê-la para sempre. 

    Em "Desejo Concedido", fiquei particularmente interessada na história de Niall e Gillian, que estavam sempre a desafiar-se, pelo que aguardava com alguma expectativa este novo volume. Porém, tendo em conta o que já conhecíamos das personagens, estranhei a forma como transitou a interação deles, do primeiro para o segundo livro. Tendo em conta que já tínhamos a ideia da atração que ambos nutriam, senti que houve, logo à partida, uma regressão destes sentimentos, pois a frieza com que se tratam no início de "O Amor Que Nos Une" não condiz exatamente com algumas das cenas já vivenciadas.

       À semelhança de Megan, Gillian é uma rapariga teimosa, corajosa e impulsiva, mas é também bastante mais dramática e infantil. Mesmo gostando de Niall, faz os possíveis para contrariar esses sentimentos e por impôr a sua vontade, sem se importar com os problemas que resultam das suas atitudes algo mimadas. Ainda assim, agradou-me o seu espírito guerreiro e a sua bondade.

   Niall, ao contrário de Duncan - que era mais sisudo e controlado -, é bastante mais descontraído e brincalhão, mas também mais imaturo. Empenhado em fazer Gillian pagar pelo sofrimento que lhe causou com a sua indiferença, acaba por ter atitudes bastante acriançadas que, se bem que umas vezes divertem, noutras acabam por cansar. No entanto, os guerreiros do seu selvagem clã fizeram-me rir bastante.
   
   Tal como esperava, neste volume não só reencontramos personagens bem conhecidas do volume anterior, como conhecemos também os filhos delas. Gostei particularmente das cenas em que as crianças participavam, principalmente as protagonizadas pelas filhas de Megan e Duncan que, embora ainda pequeninas, já demonstram ter a força, o carácter e também a teimosia da mãe. São , de facto, várias as novas personagens que conhecemos neste livro, das quais destaco ainda Cris, uma jovem destemida que se torna amiga de Gillian, e os guerreiros de Niall, que, aos poucos, se vão rendendo à petulância e à audácia da nova senhora McRae.

    O meu interesse nesta série tem-se prendido ao ambiente medieval escocês, às personalidades fortes das personagens femininas e à leveza geral da história. Porém, a estrutura deste livro é muito semelhante à do anterior e os problemas mantêm-se: os protagonistas chateiam-se, metem-se em problemas, fazem as pazes para, de  seguida, se zangarem novamente. Frustrou-me particularmente o facto de grande parte dos conflitos ser gerado pela falta de diálogo, e de estes se alongarem exatamente pelo mesmo motivo, pois acaba por tornar-se aborrecido o foco ser constantemente as zaragatas de Niall e Gillian.

     Além disso, comecei a sentir que a base de todas as personagens era bastante similar, sendo que só mudavam alguns dos aspetos relativos às personalidades, o que acabou por também contribuir para a repetitividade da trama. A certo ponto da leitura, a sensação com que fiquei foi a de que toda a história girava em torno do mesmo assunto, e que as personagens também divergiam pouco em termos de carácter, o que me desiludiu um pouco. 

     A escrita de Maxwell continua bastante leve e com muitos diálogos e a leitura é rápida e divertida, devidos às várias cenas caricatas entre Niall e Gillian. Todavia, mais uma vez, tenho a apontar o facto de que as falas e as atitudes das personagens não se adequam ao tempo da história, e continuo a sentir que a autora poderia explorar mais a ideia dos highlanders, abordando a vertente da cultura escocesa.

     Apesar de ter esperado elementos mais inovadores nesta leitura, que acentuassem a diferença relativamente ao primeiro livro, esta foi uma leitura divertida e pouco complexa e um romance agradável para um dia de Verão. Quem gostou da construção de personagens e de enredo de "Desejo Concedido", vai também apreciar "O Amor Que Nos Une". Mesmo não tendo gostado tanto como desejava, continuo curiosa para ver o que reservará o terceiro volume d'As Guerreiras Maxwell, que sairá já em setembro.

Opinião sobre outros livros de Megan Maxwell:


 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Ed Sheeran_Nancy Mulligan

Citação do Dia - 30 de junho de 2017

"As folhas secas cobrem em abundância o caminho das recordações."
James Joyce

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Citação do Dia - 29 de junho de 2017

"Só nos recordamos verdadeiramente daquilo que nos era destinado. A memória não lê as cartas alheias."
Vilhem Ekelund



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Novidade da Alma dos Livros - "A Rapariga no Gelo" (Detective Erika Foster #1)

Novidade da Alma dos Livros

A Rapariga no Gelo
(Detective Erika Foster #1)



De Robert Bryndza



Sinopse:

     Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação.

A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.

Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?

Que segredos esconde um coração sem vida?

    Robert Bryndza é autor, entre outros, do bestseller internacional A Rapariga no Gelo, n.o 1 na Amazon, no USA Today e no The Wall Street Journal. Os seus livros venderam cerca de dois milhões de exemplares e foram, até ao momento, traduzidos em 26 idiomas.

   Pode descobrir mais sobre o autor em www.robertbryndza.com, no Twitter e no Instagram @RobertBryndza

Opinião da Imprensa:

"De vez em quando, um livro faz-nos largar tudo... este é um desses livros!"_Crime Book Junkie

"Perfeição absoluta!... Mas que grandes reviravoltas! Houve momentos em que achei que tinha percebido tudo, mas estava mais do que errado! Um livro fantástico!"_The Eternal Optimist

"Uma leitura empolgante - depois de começar, é difícil largá-la."_Rachel Abbott

"Um dos thrillers mais emocionantes, dramáticos, tensos e fascinantes que alguma vez li."_Bookaholic Confession

Citação do Dia - 28 de junho de 2017

"A recordação da felicidade já não é felicidade; a recordação da dor ainda é dor."
Lord Byron

terça-feira, 27 de junho de 2017

Citação do Dia - 27 de junho de 2017

"As recordações não povoam a nossa solidão, como se costuma dizer; antes pelo contrário, tornam-na mais profunda."
Gustave Flaubert

segunda-feira, 26 de junho de 2017

#89 - Dá-lhe Letras

Autora: Jenny Colgan
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Qual é o livro?

Citação do Dia - 26 de junho de 2017

"Lembra-te de que a única realidade para ti és tu, que o teu único mundo real é o teu. Não digo que tu sejas real; digo que para ti só tu o és."
Fernando Pessoa

domingo, 25 de junho de 2017

Citação do Dia - 25 de junho de 2017

"A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte."
George Sand

sábado, 24 de junho de 2017

#73 - Encapados



Qual é o livro?

Citação do Dia - 24 de junho de 2017

"A teimosa realidade. Na arqueologia da paisagem a viagem da escrita é abolição oblíqua, delírio provocado, lição de tentativa. Ao fim de tantos anos o desejo faz-se exílio."
Ana Hatherly

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Nova Parceria!

E a nova editora parceira do Dream Pages é a...

Alma dos Livros


Podem saber mais sobre os livros editados pela Alma dos Livros na página de Facebook: https://www.facebook.com/almadoslivrospt/


Citação do Dia - 22 de junho de 2017

"Ao dizer algo de condensado sobre a realidade, aproximamo-nos já do sonho, ou antes, da poesia."
Hugo Hofmannsthal

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Novidade da Marcador - "Estou a Ver-te"

Novidade da Marcador

Estou a Ver-te




De Clare Mackintosh



Sinopse:

     Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com)


    Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio.

    Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranóia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

     Um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.

Da mesma autora de Deixei-te Ir

    Clare Mackintosh passou doze anos ao serviço da polícia, alguns deles no Departamento de Investigação Criminal do Reino Unido. Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora de comunicação.


    É fundadora do Festival Literário de Chipping Norton. Agora, escreve a tempo inteiro e vive em Gales, com o marido e três filhos.

     O seu romance de estreia, Deixei-te Ir, tornou-se um bestseller do Sunday Times e do The New York Times, e está publicado em 30 países.

Opinião da Imprensa:

"Sensacional."_Daily Mail

"Arrepiante."_Paula Hawkins

"Uma história de suspense muito bem contada e realista."_The New York Times Book Review

"Clare Mackintosh criou um enredo de pôr os cabelos em pé."_Publishers Weekly

"Em Estou a Ver-te, sentimos o perigo como se fosse real. Clare Mackintosh parece destinada a escrever grandes livros nos anos que aí vêm."_The Washington Post


Citação do Dia - 21 de junho de 2017

"O verdadeiro real é o que está para lá dele. E esse não existe. Mas sem ele não existia o outro."
Vergílio Ferreira

terça-feira, 20 de junho de 2017

Citação do Dia - 20 de junho de 2017

"O estatuto da realidade: descobrir esse doce exercício destrona a ascética parcimónia do pensar racional. Mais do que um mero crepúsculo, flexível ou determinado, o pensamento precisa de ilusão e assim a obra de arte abre-se em leque sobre o inventário do mundo."
Ana Hatherly

segunda-feira, 19 de junho de 2017

#88 - Dá-lhe Letras

Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho
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Qual é o livro?

Citação do Dia - 19 de junho de 2017

"A única realidade que há é a palavra realidade não ter sentido nenhum."
Fernando Pessoa

domingo, 18 de junho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Novidade da Marcador - "Os Passageiros do Tempo" (Os Passageiros do Tempo #1)

Novidade da Marcador

Os Passageiros do Tempo
(Os Passageiros do Tempo #1)



De Alexandra Bracken



Sinopse:

    Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.

     Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.

     Juntos, Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

Para mudar o futuro,
é preciso voltar ao passado.

    Alexandra Bracken nasceu e cresceu no Arizona, Estados Unidos. Depois de terminar o liceu, frequentou a Universidade William & Mary, na Virgínia, onde se formou em Inglês e História. Escreveu o seu primeiro romance no último ano de faculdade e depois mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou numa editora de livros infantis. Após seis anos, arriscou e decidiu passar a escrever a tempo inteiro. Atualmente, vive no Arizona, com o seu cão, Tennyson, numa casa cheia de livros.


Citação do Dia - 16 de junho de 2017

"A realidade é uma das possibilidades que eu não posso dar-me ao luxo de ignorar."
Leonard Cohen

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Novidade da Planeta - "O Milésimo Andar" (O Milésimo Andar #1)

Novidade da Editorial Planeta


O Milésimo Andar
(O Milésimo Andar #1)


De Katherine McGee


Sinopse:


     Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todosquerem qualquer coisa... e todos têm algo a perder.

     O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado.

     A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família.

     O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável.

    Watt Bakradi é um génio da informática com um segredo. O rapaz sabe tudo sobre todos, mas quando é contratado para espiar uma rapariga dos andares superiores, vê-se apanhado numa complicada rede de mentiras.

   E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga geneticamente perfeita que parece ter tudo mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.

   No meio de um progresso espantoso e de um luxo de alta tecnologia, cinco adolescentes tentam encontrar o seu lugar no topo do mundo, mas quanto mais se sobe, maior é a queda...

Uma torre de mil andares.
A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos.

Bem-vindos a Manhattan, no ano de 2118.

   Katharine McGee nasceu em Houston no Texas. Estudou Literatura Inglesa e Francesa na Universidade de Princeton e um MBA pela Universidade de Stanford. Foi quando viveu em Nova Iorque, a trabalhar como editora de dia e a escrever à noite, que começou um manuscrito sobre a vida num arranha-céu futurista.

    Thousandth Floor é o seu primeiro romance.



Citação do Dia - 14 de junho de 2017

"Continua a ser lindo ouvir o bater do coração, mas, frequentemente, a sombra parece mais real do que o corpo."
Tomas Transtromer

terça-feira, 13 de junho de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

#87 - Dá-lhe Letras

Autora: Deborah Smith
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Qual é o livro?

Citação do Dia - 12 de junho de 2017

"Sou um homem para quem o mundo exterior é uma realidade interior."
Fernando Pessoa

domingo, 11 de junho de 2017

Novidade da Planeta - "O Amor Que Nos Une" (As Guerreiras Maxwell #2)

Novidade da Editorial Planeta


O Amor Que Nos Une
(As Guerreiras Maxwell #2)


De Megan Maxwell


Sinopse:


    A história, tal como no livro anterior, é passada na Inglaterra do século XIV.

    Gillian é conhecida entre os membros do seu clã, como a Desafiadora, devido à personalidade indomável, que sendo uma das suas melhores características é também uma maldição

Apaixonada por Niall desde a infância, viveram uma linda história de amor que acabou quando ele partiu para a guerra sem se despedir dela. Gillian jurou que jamais o perdoaria.

    Niall, no entanto, é tão teimoso e orgulhoso como a amada. Agora que regressou, voltam a encontrar-se, mas nenhum está disposto a dar o braço a torcer. Mas a vida é caprichosa e a paixão começa a apoderar-se outra vez deles. 

Serão capazes de resistir?

    É uma reconhecida e prolífica escritora do género romântico. Filha de mãe espanhola e pai americano, já publicou vários romances.

     Em 2010 ganhou o Prémio Internacional Seseña de Novela Romántica, e em 2010 e 2012 recebeu o Premio Dama de Clubromantica.com e em 2013 o Aura Galardão do Encuentro Yo Leo RA.

    Vive numa encantadora aldeia nos arredores de Madrid, na companhia do marido, dos filhos, dos cães Drako e Pluty e das gatas Julieta, Coe e Peggy Sue.

     Encontrará mais informação sobre a autora e a sua obra em www.megan-maxwell.com.



Citação do Dia - 11 de junho de 2017

"A realidade é o funeral das ilusões."
Jean Commerson

sexta-feira, 9 de junho de 2017

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Opinião sobre "A Sereia" - Kiera Cass

A Sereia
(Artigo de Opinião)


Autora: Kiera Cass
Título Original: The Siren (2016)
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 978-989-754-308-1
Nº de páginas: 272
Editora: Marcador


Sinopse

    O mesmo discurso foi feito centenas de vezes a centenas de lindas raparigas que entram na irmandade das sereias. Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora.



     «Se tens estado pacientemente à espera de algo num mundo não relacionado com A Seleção, aqui o tens! Deram-me a oportunidade de reescrever o meu primeiro livro, A Sereia. Este conta a história de Kahlen, uma sereia, enquanto vive com as suas irmãs ao serviço de Oceano, afundando navios com o seu canto e mantendo em segredo o seu dom mortífero. Kahlen vai gerindo as coisas o melhor que se pode esperar de uma rapariga que está proibida de falar, cantar e rir, até conhecer Akinli, um rapaz ligado a Oceano à sua maneira. E então, a vida que ela poderia ter agora, ainda que breve e cheia de segredos, parece valer o risco, mesmo que isso signifique desistir do futuro para o qual tem trabalhado.» KIERA CASS


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Marcador em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Marcador pelo gentil envio do livro.

   Depois do grande sucesso que foi a série A Seleção (opinião aqui), Kiera Cass teve a oportunidade de reescrever o seu primeiro livro, "A Sereia", que, como o nome indica, tem como base a mitologia ligada às sereias. Estava bastante curiosa com esta leitura, porém, mesmo tendo gostado da história, senti que faltava alguma coisa para tornar este livro especial.

    Com apenas dezanove anos, o barco em que Kahlen viajava é vítima de um naufrágio, após os passageiros se deixarem deslumbrar por um belo canto proferido por lindas jovens que caminham sobre a água. Sedenta por mais tempo de vida, faz um acordo com Oceano, prometendo servi-La durante cem anos, após os quais será novamente dona da sua vida e da sua liberdade. E é assim que Kahlen se torna uma sereia.


    Passaram-se oitenta anos e Kahlen continua jovem e bela. Todavia, tal como as suas irmãs sereias, carrega um fardo pesado: a sua voz é responsável por causar os naufrágios necessários, para que, das mortes humanas, Oceano se possa alimentar. Assim, apesar de viverem em terra, entre os seres humanos, as sereias deverão permanecer sempre em silêncio e assegurar-se de que ninguém sequer desconfia do seu segredo.

   Com apenas vinte anos de sentença pela frente, Kahlen sente-se dividida: se, por um lado, ama Oceano como a uma mãe, por outro odeia-A por a obrigar a ceifar vidas, o que a faz viver infeliz. Além disso, não sabe o que quer fazer com a sua vida assim que obtiver a sua liberdade. Ocupa os seus dias a pesquisar o máximo possível sobre as suas vítimas, lamentando cada morte que provocou, enquanto espera pela chamada de Oceano na altura da próxima canção.

   Tudo muda quando conhece Akinli, um rapaz meigo e doce, que se interessa por Kahlen e que consegue ver quem ela verdadeiramente é, quem está por detrás da sua aparência deslumbrante e sedutora. Mas ela conhece as regras: as sereias não se podem apaixonar por humanos enquanto forem servas de Oceano, ou isso poderá causar-lhes a morte... Será já demasiado tarde? Poderá algum dia Kahlen ter a oportunidade de amar o rapaz dos seus sonhos? Ou a sua paixão acabará por destruí-la? 

    O que mais gosto nos livros da Kiera Cass é a leveza com que narra a história. Tem uma escrita muito agradável, simples e fluída, que confere um ritmo muito rápido à leitura, e que facilita imenso a ambientação do leitor à história e às personagens. No entanto, comparando este livro com a série A Seleção, senti que faltava algo - uma certa maturidade -, quer na construção das personagens como dos cenários, para além de ter achado o romance bastante forçado. Também gostaria que Kiera tivesse explorado melhor o modo de vida das sereias, e as características que lhes são inerentes,

    Gostei da relação de Kahlen e Akinli, e compreendo que a autora desejasse demonstrar o poder do amor à primeira vista, mesmo sem palavras, mas faltou mais tempo e mais interação para que as personagens pudessem ter realmente criado a ligação que afirmavam sentir. Foi tudo muito apressado e quase superficial. Assim, apreciei as cenas protagonizadas pelos dois, por serem bastante carinhosas e divertidas, mas não me convenceram tanto quanto desejaria que o fizessem. 

    À semelhança do que aconteceu com A Seleção, é Kahlen quem conta a sua história e é fácil notar as diferenças e as semelhanças com America. À semelhança desta, tem uma personalidade forte, atribui um grande valor à amizade e luta pelo amor. Porém, em contraste com a irreverência e a rebeldia de America, Kahlen está habituada a ser uma sereia obediente e passiva, respeitadora das regras, conquistando deste modo a afinidade especial de Oceano. Apesar de não gostar de afogar pessoas, fá-lo sem questionar, e é só quando surge Akinli que começa verdadeiramente a questionar a posição de Oceano e as suas imposições. 

    Akinli aparece muito poucas vezes - o que reforça a ideia de que ele e Kahlen mal se conhecem -, por isso não chegamos a conhecê-lo suficientemente bem. Porém, das poucas interações que temos, é fácil reconhecer o seu carácter bondoso, meigo e carinhoso, motivo pelo qual gostava que a autora se tivesse debruçado mais sobre esta personagem.

   Personagens fundamentais nesta história são também as irmãs sereias de Kahlen - Elizabeth, Aisling, Miaka e Padma. Com personalidades bastante distintas, estas raparigas entendem-se na perfeição e o laço que a une, apesar de imposto, é verdadeiro e único. Todavia, foi de Oceano que mais gostei. Agradou-me a ideia de colocar as sereias ao serviço de uma entidade maior, e achei interessante a forma como a autora explorou a sua natureza misteriosa. 

    Este livro pretende ser, acima de tudo, um romance, e acaba por ser bastante previsível em alguns aspetos, nomeadamente no que toca ao final. No entanto, apesar de já suspeitar de qual seria o desfecho, estava curiosa quanto à forma como Kahlen iria contornar alguns obstáculos, e fiquei satisfeita com o modo como o fez - ainda que alguns pormenores devessem ter sido melhor explicados.

   "A Sereia" é uma leitura leve, divertida, ideal para os dias de Verão que se aproximam! Tem uma capa lindíssima, personagens que, embora por vezes pouco profundas, ainda assim conseguem cativar, e um toque mítico que seduz. Mesmo não tendo gostado tanto deste livro como desejava, este cumpre o seu papel: entretém e proporciona bons momentos de sonho, tendo sido por isso uma boa leitura.

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Miley Cryus_Malibu

Citação do Dia - 08 de junho de 2017

"Ser real é assumir a própria promessa: assumir a própria inocência e retomar o gosto do qual nunca se teve consciência: o gosto de vivo."
Clarice Lispector

quarta-feira, 7 de junho de 2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Novidade da Marcador - "A Sereia"

Novidade da Marcador

A Sereia




De Kiera Cass



Sinopse:

    O mesmo discurso foi feito centenas de vezes a centenas de lindas raparigas que entram na irmandade das sereias. Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora.


     «Se tens estado pacientemente à espera de algo num mundo não relacionado com A Seleção, aqui o tens! Deram-me a oportunidade de reescrever o meu primeiro livro, A Sereia. Este conta a história de Kahlen, uma sereia, enquanto vive com as suas irmãs ao serviço de Oceano, afundando navios com o seu canto e mantendo em segredo o seu dom mortífero. Kahlen vai gerindo as coisas o melhor que se pode esperar de uma rapariga que está proibida de falar, cantar e rir, até conhecer Akinli, um rapaz ligado a Oceano à sua maneira. E então, a vida que ela poderia ter agora, ainda que breve e cheia de segredos, parece valer o risco, mesmo que isso signifique desistir do futuro para o qual tem trabalhado.» KIERA CASS

Uma rapariga com um segredo
O rapaz dos seus sonhos
E um oceano entre eles

   Kiera Cass a autora da trilogia A Seleção, um bestseller Nº 1 da lista do The New York Times. Formou-se na Universidade de Radford e vive atualmente em Blacksburg, na Virginia, com a sua família.

     Kiera passou os primeiros dezanove anos da sua vida junto do mar, que nunca tentou devorá-la.​


Citação do Dia - 06 de junho de 2017

"Aquilo que hoje está provado não foi outrora mais do que imaginado."
William Blake

segunda-feira, 5 de junho de 2017

#86 - Dá-lhe Letras

Autor: José Saramago
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Qual é o livro?

Citação do Dia - 05 de junho de 2017

"A realidade é apenas uma ilusão, ainda que muito persistente."
Albert Einstein

domingo, 4 de junho de 2017

Novidade da Porto Editora - "A Química dos Nossos Corações"

Novidade da Porto Editora

A Química dos Nossos Corações




De Krystal Sutherland



Sinopse:

     Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.

     Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.

     Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

O primeiro amor é um desastre épico

    Krystal Sutherland nasceu em Townsville, Austrália, um lugar que não conhece o inverno. Já adulta, passou por Sydney onde coordenou a revista da universidade que frequentava; por Amesterdão, onde trabalhou como correspondente de um jornal; e Hong Kong. Krystal estagiou na Bloomsbury Publishing e foi nomeada para o Queensland Young Writers Award. Não tem animais de estimação, nem filhos, mas adora dar nomes a objetos inanimados: por exemplo, teve uma bicicleta holandesa chamada Kim Kardashian e um dinossauro pequeno e insuflável chamado Herbert. A química dos nossos corações é o seu primeiro romance.


Citação do Dia - 04 de junho de 2017

"A felicidade nunca me aborrece."
Henri Montherlant

sexta-feira, 2 de junho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Opinião sobre "A Educação de Eleanor" - Gail Honeyman

A Educação de Eleanor
(Artigo de Opinião)


Autora: Gail Honeyman
Título Original: Eleanor Oliphat is Completely Fine (2017)
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 978-972-0-04898-1
Nº de páginas: 328
Editora: Porto Editora


Sinopse

     Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.

     Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.

     A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.



Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Porto Editora em troca de uma opinião sincera


Opinião

      Começo por agradecer à Porto Editora pelo gentil envio do livro.

    Livro de estreia de Gail Honeyman, "A Educação de Eleanor" narra a história de uma mulher inadaptada aos padrões da sociedade. Este é um livro diferente e apaixonante, com uma protagonista sui generis que vai conquistando aos poucos, e que é, em grande parte, uma homenagem belíssima ao poder da amizade.

    Eleanor Oliphant é uma mulher na casa dos trinta com falhas graves na sua capacidade de interação social, e que encara o mundo de forma muito própria, segundo padrões algo excêntricos, o que leva a que seja uma pessoa bastante solitária. Isto, por si só, não a incomoda particularmente, visto que a rotina lhe transmite segurança e que o seu interesse em possuir uma vida social não é de todo relevante. Porém, apesar de crer não precisar de pessoas para viver tranquilamente, a verdade é que Eleanor sente que ter alguém na sua vida poderia ser a solução para todos os seus problemas. 

    Assim, desenvolve uma paixão platónica por um músico que viu atuar num concerto e que assume como sua alma gémea. No seu fascínio que roça quase a obsessão, Eleanor enceta um plano para se dar a conhecer ao cantor, enquanto tenta gerir a sua recente vida social. No entanto, não está habituada a este jogo de aparências, e as ilusões podem sair-lhe caras. 

    E depois há Raymond, um novo colega de trabalho que, embora com muitos defeitos, se torna o primeiro amigo de Eleanor, depois de ajudarem Sammy, um senhor idoso que se sentiu mal em plena rua. É através desta amizade que se desenvolve entre os três que os círculos sociais de Eleanor se vão alargando, e ela vai conhecendo pessoas que, lentamente, vão mudando a sua opinião sobre o mundo e sobre si própria, ao mesmo tempo que ajudam a sarar as feridas do passado, abrindo um espaço no coração dela para poder para começar de novo.

  Eleanor é uma personagem deliciosamente singular, criativa e tocante, e ao mesmo tempo extremamente complexa. Sendo uma mulher inteligente, as suas linhas de pensamento são, no mínimo, peculiares. Marcada por uma infância complicada e por um relacionamento abusivo com a mãe, é uma mulher de hábitos, apegada à rotina, e que procura conforto na própria solidão. Achei interessante o modo como me fui afeiçoando, aos poucos, à protagonista. Sem dúvida que, ao primeiro contacto, Eleanor é uma personagem que causa estranheza, devido à forma pouco comum como interpreta o mundo, à sua sinceridade absoluta e ao modo como gere a sua vida. Percebemos que a sua maneira de ser está fortemente ligada com algo que aconteceu no seu passado, mas é ao longo da história que vamos descobrindo a verdade que tantas vezes Eleanor se esforça por esquecer. 


   Raymond é um homem descontraído e amável, divertido e gentil, e é exatamente o tipo de amigo que Eleanor precisava, assinalando, de certa forma, o ponto de viragem na sua vida. As cenas partilhadas entre os dois representam sempre momentos de descoberta para Eleanor, que, passo a passo, vai começando finalmente a lidar com a dor e a aceitar que há coisas que não são culpa sua.

    A escrita da autora é muito agradável e o tom empregue oscila frequentemente entre a dureza na narração de partes mais fortes, e o sentido de humor que confere ligeireza às partes mais divertidas, nomeadamente nas que constituem o processo de reaprendizagem de Eleanor. A sensibilidade com que a autora trata toda a história torna-a comovente. A própria visão que a protagonista tem de si própria, as suas inseguranças e a sua inabilidade para lidar com os outros, fazem dela uma personagem especial, e, assim que a conhecemos suficientemente bem, começamos a torcer por ela como se fosse uma pessoa real, pois começamos a sentir que, de facto, o é. 

    A evolução que caracteriza o percurso da protagonista estende-se até ao desfecho, que gostava que fosse  um pouco mais conclusivo e que oferecesse mais certezas e garantias. Todavia, gostei que a sugestão ficasse apenas no ar e que o resto coubesse exclusivamente à imaginação do leitor.

    "A Educação de Eleanor" é um daqueles livros especiais que nos aparecem de vez em quando e que nos fazem encarar a vida de forma diferente. Mais que uma história sobre uma mulher fragilizada e com capacidades sociais invulgares, esta é uma maravilhosa reflexão sobre a vida, em todo o seu encanto e complexidade, e sobre o poder que cada pequena boa ação pode gerar. Adorei e recomendo!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Rita Ora_Your Song