domingo, 23 de abril de 2017

#58 - Passatempo Especial de Dia Mundial do Livro: "O Livro dos Chacras" - 4Estações/O Castor de Papel

  Para comemorar o Dia Mundial do Livro, a 4Estações/O Castor de Papel juntou-se ao Dream Pages com um passatempo - o sorteio de um exemplar de "O Livro dos Chacras", de OSHO.





Para que se possa habilitar a ganhar este livro que temos para oferecer, apenas tem de:

- Fazer gosto na página da 4Estações/O Castor de Papel no Facebook (aqui);
- Fazer gosto na página do Dream Pages no Facebook, aqui;
- Seguir publicamente o blogue Dream Pages e o blogue O Castor de Papel (aqui);

- Só participar uma vez (se não cumprir esta regra, a sua participação será anulada);
- Preencher todos os dados corretamente.

Agora é só participar!

O passatempo termina no dia 12 de maio às 23h59. As participações após esta data não serão válidas.



Notas:
- O passatempo é feito em parceria com a 4Estações/O Castor de Papel;
- O e-mail será fornecido à editora para o envio de newsletters de novos lançamentos;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente através do site random.org;
- O vencedor será contactado por e-mail e será anunciado no blogue e na página do Facebook;
- Este passatempo só é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue e a 4Estações/O Castor de Papel não se responsabilizam pelo possível extravio do prémio nos correios.

Feliz Dia Mundial do Livro! (2017)



"Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca." 
Jorge Luis Borges

Feliz Dia Mundial do Livro!

Citação do Dia - 23 de abril de 2017

"Não há amigo tão leal quanto um livro."
Ernest Hemingway

sábado, 22 de abril de 2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Opinião sobre "Gravar as Marcas" (Gravar as Marcas #1) - Veronica Roth

Gravar as Marcas
(Gravar as Marcas #1)
(Artigo de Opinião)



Autora: Veronica Roth
Título Original: Carve The Mark (2017)
Tradução: Ana Filipa Velosa
ISBN: 978-844-913-911-11
Nº de páginas: 464
Editora: Harper Collins


Sinopse


    Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen.

     Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda…

    Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Harper Collins em troca de uma opinião sincera

Opinião

      Começo por agradecer à Harper Collins pelo gentil envio do livro.

    Depois da trilogia Divergente, Veronica Roth traz-nos uma nova duologia, que se inicia com "Gravar as Marcas". Tendo gostado muito da história da Tris e do Four, foi com grandes expetativas - e também com algum receio - que iniciei a leitura deste novo livro. Apesar de, inicialmente, ter temido que autora seguisse uma linha demasiado semelhante, a verdade é que Roth traz-nos um mundo completamente diferente!

      Akos Kereseth  é o filho do oráculo de Thuvhe - uma das nove nações-planeta reconhecidas pela Assembleia - e pertence a uma das apenas três famílias predestinadas de Thuvhe, o que significa que tem um destino traçado. Com apenas catorze anos, é forçado a atravessar a Divisória - um campo de esparto que separa os Thuvhesit dos Shotet, os dois povos que habitam Thuvhe e que são inimigos - e é obrigado a tornar-se um servente dos Noavek, a família que comanda o povo Shotet.

     Cyra Noavek, a irmã mais nova do atual soberano de Shotet, Ryzek, vive atormentada por um dom-corrente que lhe provoca imenso sofrimento e que é cruelmente explorado pelo irmão. Entregue à sua dor, Cyra vive isolada e dedica o seu tempo à obtenção de conhecimento e à manutenção das aparências necessárias para que o irmão consiga os acordos que quer com os outros povos. E eis um dia em que Cyra conhece Akos, um rapaz Thuvhesit que Ryzek mantém sob o seu controlo e que tem a capacidade de atenuar a sua dor.

     Assim, Akos e Cyra acabam a partilhar o mesmo espaço e, apesar de pertencerem a culturas diferentes vão, aos poucos, desenvolvendo uma forte amizade e talvez algo mais... Mas o peso dos seus destinos e da guerra que se faz anunciar paira sobre as suas cabeças e chegará o momento em que terão de escolher de que lado estão e pelo que lutar. Numa galáxia em que, na busca da sobrevivência, não há lugar para a honra, há importantes decisões a serem tomadas e graves consequências para cada passo mal calculado. Terão os dois jovens uma oportunidade de sobreviverem e ficarem juntos ou estarão fadados à derrota?

    "Gravar as Marcas" é um livro que se passa no espaço, numa nova galáxia e, no início, é um pouco difícil entrar neste novo mundo criado por Veronica Roth, pois são vários os termos estranhos que temos de associar a realidades diferentes. Os saltos temporais deveriam estar melhor assinalados, e, na primeira parte do livro, penso que a autora se foca em pormenores que não importam realmente - e a ação torna-se um pouco lenta - quando preferia que se tivesse debruçado mais sobre o mundo que criou, explicando melhor a sua origem e os dons-correntes. Acho que Roth se deveria ter preocupado um pouco mais com facultar ao leitor elementos que o ajudassem a inteirar-se mais facilmente da trama.

   Foi mais ou menos a meio do livro que me comecei a sentir realmente viciada na história de Cyra e Akos, não só por já me sentir suficientemente à-vontade com o universo criado para poder desfrutar da leitura sem recear deixar escapar algum pormenor importante, mas também pelo facto de a ação ganhar um novo ímpeto com o desenrolar de certos acontecimentos. A aproximação do perigo, aliada à conexão já estabelecida com os protagonistas, levou-me a não conseguir pousar o livro na reta final da leitura, pois havia sempre novas coisas a decorrer.

   Encontramos capítulo narrados por Cyra, na primeira pessoa, e capítulos com a perspetiva de Akos, na terceira pessoa. Se os de Cyra facilitam a conexão com a protagonista, pois temos acesso direto aos seus pensamentos, os pontos de vista de Akos oferecem uma visão mais objetiva e um panorama mais geral das personagens. Gostei das personalidades dos protagonistas. Cyra é uma rapariga corajosa, apesar de, chantageada pelo irmão devido a um erro do passado, se ver obrigada a usar o seu dom-corrente para provocar sofrimento aos outros. Primeiramente, não compreendi o porquê de se deixar manipular pelo seu irmão, e não percebia a razão pela qual não se opunha a usar o seu dom para magoar os outros, mas o avançar dos acontecimentos trouxe as devidas explicações. O carácter forte e determinado que demonstrou ao longo da história conquistou-me; mesmo assim, acho que deveria ter arranjado forças para lutar contra o controlo de Ryzek mais cedo.

    Akos tem uma lealdade enternecedora para com a família, e principalmente para com o irmão. É um jovem mais tímido do que Cyra, mas não teme sofrer em lugar daqueles que ama. O facto de os capítulos de Akos serem narrados na terceira pessoa levou a que criasse maior empatia com Cyra. Gostei bastante dos capítulos em que os dois jovens se conheciam melhor, mas apreciei o facto de a relação dos protagonistas não se tornar o tema principal do livro.

    Todavia, apesar de gostar das personagens, por vezes achei que lhes faltava alguma complexidade e gostava que tivessem sido melhor trabalhadas. Refiro-me, principalmente, ao vilão, Ryzek, cujos motivos nem sempre são os mais plausíveis.

    Gostei da caracterização que a autora fez dos povos, bem como das suas culturas e tradições, e achei interessante o facto de cada povo ter associado uma habilidade ou um elemento caracterizador que o distingue dos restantes. Como já disse, gostava que fosse melhor explicado o que é e como funciona a corrente - bem como as implicações desta na vida das pessoas - e ainda o modo como é gerida a galáxia pela Assembleia.

   Veronica Roth tem uma escrita singular, porém fácil de acompanhar. Em momentos de maior tensão ou perigo, consegue realmente agarrar o leitor num ritmo frenético de ação. Porém, achei realmente o início bastante longo e lento. Tenho ainda a acrescentar que acho que deveria ter sido feito um melhor trabalho de revisão pois, por vezes, há pontuação mal colocada e algumas frases que não fazem muito sentido, o que acaba por prejudicar a leitura.

   Em suma, "Gravar as Marcas" é um início interessante de uma duologia que tem como cenário uma nova galáxia povoada por dons invulgares. Apesar dos aspetos menos positivos que referi, penso que, na parte final, a história conseguiu redimir-se e cativar-me verdadeiramente, pelo que foi uma boa leitura. Fiquei curiosa com a forma como o livro terminou, pois deixou-me a sensação de que o próximo volume irá  melhorar e surpreender. Gostei bastante!



   
 Música que aconselho para acompanhar a leitura: The Cure_Lady Gaga

Citação do Dia - 18 de abril de 2017

"Somos tentados a pensar que não entrou no plano da 'Criação' a ideia de que o homem fosse feliz."
Sigmund Freud

segunda-feira, 17 de abril de 2017

#79 - Dá-lhe Letras

Autor: J. P Delaney

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Qual é o livro?

Citação do Dia - 17 de abril de 2017

"Quem busca a felicidade fora de si é como um caracol que caminha em busca da sua casa."
Constancio Vigil

domingo, 16 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Novidade da Planeta - "Desejo Concedido" (As Guerreiras Maxwell #1)

Novidade da Editorial Planeta


Desejo Concedido
(As Guerreiras Maxwell #1)


De Megan Maxwell


Sinopse:


    A história é passada na Inglaterra do século XIV.

   Lady Megan Phillips é uma jovem muito bela e lutadora que tem a seu cargo dois irmãos mais novos.

     A vida não tem sido fácil, porque nasceu com uma personalidade de autêntica guerreira, que não se verga diante de ninguém nem de nada.

O highlander Ducan McRae, mais conhecido como o Falcão, é um homem acostumado a chefiar exércitos, comandar batalhas e sair vitorioso de todas.

Mas ao chegar ao castelo de Dunstaffnage para assistir ao casamento do amigo Alex McDougall, encontra-se com o maior desafio da vida, alguém com quem não está habituado a lidar: lady Megan Phillips, uma morena que não tem medo de nada.

Assombrado pelo descaramento e impetuosidade da jovem, o Falcão não consegue afastar os seus olhos verdes dela e, após fazer uma promessa ao avô da jovem, vê-se unido a lady Megan num casamento que durará um ano e um dia.

Que reservará o destino aos senhores McRae? Conseguirão entender-se ou acabarão a odiar-se para o resto dos seus dias?

    É uma reconhecida e prolífica escritora do género romântico. Filha de mãe espanhola e pai americano, já publicou vários romances.

     Em 2010 ganhou o Prémio Internacional Seseña de Novela Romántica, e em 2010 e 2012 recebeu o Premio Dama de Clubromantica.com e em 2013 o Aura Galardão do Encuentro Yo Leo RA.

    Vive numa encantadora aldeia nos arredores de Madrid, na companhia do marido, dos filhos, dos cães Drako e Pluty e das gatas Julieta, Coe e Peggy Sue.

     Encontrará mais informação sobre a autora e a sua obra em www.megan-maxwell.com.


Citação do Dia - 14 de abril de 2017

"A felicidade está fora da felicidade."
Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Opinião sobre "Sinto a Tua Falta" - Kate Eberlen

Sinto a Tua Falta
(Artigo de Opinião)


Autora: Kate Eberlen
Título Original: Miss You (2016)
Tradução: Inês Castro
ISBN: 978-989-657-875-6
Nº de páginas: 440
Editora: Editorial Planeta


Sinopse

Tess e Gus foram feitos um para o outro.

Só que ainda não se encontraram.


E pode ser que nunca se encontrem...

     Tess sonha em ir para a universidade.

     Gus mal pode esperar para fugir do controlo da família e descobrir o que de facto deseja ser.

    Por um dia, nas férias, os caminhos destes jovens de dezoito anos cruzam-se antes de voltarem a casa e verificarem que a vida nem sempre decorre como planeado.

   Nos dezasseis anos seguintes, com rumos de vida bastante diferentes, cada um descobrirá os prazeres da juventude, enfrentará problemas familiares e encarará as dificuldades da vida adulta.

   Separados pela distância e pelo destino, tudo leva a crer que será impossível que um dia se conheçam verdadeiramente...


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editorial Planeta em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à Editorial Planeta pelo gentil envio do livro.

       "Sinto a Tua Falta" é o romance de estreia de Kate Eberlen, onde acompanhamos as aventuras e desventuras de duas pessoas, Tess e Gus, ao longo de dezasseis anos - desde os seus dezoito anos até aos trinta e quatro. E, apesar de ter iniciado a leitura com algumas expetativas - uma vez que o livro tem recebido ótimas críticas -, não me desiludi e gostei ainda mais da história do que esperava!

      Conhecemos Teresa "Tess" Costello quando esta está em Itália a fazer um interrail com a melhor amiga, dias antes de saber os resultados dos exames que lhe poderão permitir o acesso à universidade, quando a vida lhe sorri e as perspetivas para o futuro são as melhores.

       Angus "Gus" Macdonald está de férias com os pais, em Florença, alguns meses depois da morte do seu irmão mais velho, Ross, num acidente de esqui. Habituado a viver na sombra do irmão, Gus carrega ainda o sentimento de culpa devido ao desenrolar dos acontecimentos que culminaram com a morte deste.
      

    E os caminhos de Gus e de Tess cruzam-se, momentaneamente, numa pequena igreja italiana, para depois se separarem durante os dezasseis anos seguintes. De facto, este dois jovens na flor da idade seguem direções bastante diferentes, e confrontam-se, ao longo do tempo, com as adversidades que a vida lhes reserva. Devido a um problema de saúde familiar, Tess vê-se obrigada a desistir do seu sonho e a ter a seu cuidado a sua irmã mais nova, Hope. Já Gus, envereda por uma carreira que não o satisfaz, enquanto vai tentando compreender quem é e o que quer.

     Durante dezasseis anos, acompanhamos as vidas de Tess e Gus, e vamos vendo os problemas, as dúvidas, as indecisões e as más decisões, as frustrações e as desilusões, mas também as conquistas, os sucessos e as paixões destas duas personagens, à medida que vão crescendo e percebendo que nem tudo é como sonhamos e planeamos quando temos dezoito anos. E nestes dezasseis anos, constatamos também que os caminhos de Tess e Gus estiveram por diversas vezes tão próximos que só mesmo as partidas do destino impediram que se cruzassem.

     Gus e Tess são, na verdade, perfeitos um para o outro. Só precisam de se encontrar, mas separam-nos o resultado de uns minutos a mais ou de uns segundos a menos na conduta do quotidiano. É engraçado pensar em quantas vezes, ao longo da nossa vida, podemos estar lado a lado com as pessoas certas sem que sequer nos apercebamos. Terão Tess e Gus uma oportunidade para se conhecerem?

     A escrita de Kate Eberlen é verdadeiramente envolvente! A leitura flui e rapidamente damos por nós a torcer pelos protagonistas, ansiando pela sua felicidade, partilhando com eles os momentos de triunfo e também condenando as más opções. O facto de a história ser narrada na primeira pessoa, alternando entre os capítulos de Gus e Tess, faculta-nos uma melhor perceção do que origina as decisões que tomam, dos receios que toldam as atitudes, e da sempre presente ânsia de encontrarem alguém que os entenda e complete. Encontramos também fragmentos do seu passado que, de alguma forma, contribuíram para que se tornassem quem hoje são, bem como pertinentes reflexões sobre a vida.

    Gostei muito de ambos os protagonistas. Ambos têm anseios e receios e erram como qualquer ser humano, o que lhes dá uma aura bastante real, aproximando-os de pessoas normais com as quais convivemos. Admirei a faceta lutadora de Tess, que sacrifica os seus sonhos em prol da educação da irmã e que apenas raramente vê o seu esforço reconhecido. A forma como lida com as limitações resultantes de ter uma criança (e especial) a seu cargo, como tenta encarar com algum otimismo um futuro que não se assemelha promissor, especialmente quando comparado com aquele que, se pudesse, teria desenhado para si mesma, é tocante e até inspiradora. 

     Apesar disso, foram os capítulos de Gus que mais me cativaram, talvez por achar interessante deparar-me com um rapaz inseguro e algo perdido que é o produto de uma relação abusiva e do sentimento de culpa devido ao falecimento do irmão mais velho, e que tenta agarrar as oportunidades de se integrar e de ser aceite pelo que é. O facto de ser Gus a contar-nos a sua história e a explicar-nos a sua visão das coisas contribui para que, de algum modo, entendamos melhor algumas das suas escolhas questionáveis e reprováveis, mas é também disso que o livro se trata: de encontrar a capacidade de perdoarmos aos outros e a nós mesmos.

     Quero ainda destacar a intervenção de Hope, a irmã de Tess, que foi uma personagem que me seduziu pela sua singularidade e por padecer de uma síndrome que me intriga particularmente, e que foi muito bem abordada na sua complexidade. A autora trata ainda outros temas delicados como a morte, a importância da família e o cancro.

    Apreciei também o facto de Kate Eberlen ter brincado com o leitor, guardando mesmo para o final o encontro dos protagonistas. Apesar de ter gostado da forma leve e romântica como a trama terminou, esperava que, ao fim de tanta história, a autora se alongasse um pouco mais no desenlace. 

     "Sinto a Tua Falta" é, assim, uma divertida e amorosa história de encontros e desencontros, de coincidências, de perdas e sacrifícios, de escolhas mal feitas e de perdão e, acima de tudo, de amor e de recomeço. Os relatos de Gus e de Tess conquistam com a sua honestidade e simplicidade, pois são o retrato fiel de vidas e situações que poderiam perfeitamente ser reais. Este livro é também uma mensagem de esperança: apesar de sermos nós os donos do nosso destino, e de nos competir a nós e só a nós a construção do nosso futuro, por vezes a vida reserva-nos as surpresas para quando estamos verdadeiramente prontos para as aproveitar. Gostei muito!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Harry Styles_Sign of the Times

Citação do Dia - 13 de abril de 2017

"Não há nada de mais belo do que distribuir a felicidade por muitas pessoas."
Ludwig Van Beethoven

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Novidade da Quinta Essência - "A Herança Perdida"

Novidade da Quinta Essência

A Herança Perdida




De Katie Agnew

Sinopse:

     Sophia Beaumont-Brown é uma das raparigas mais badaladas de Londres. É pena que esteja agora nas primeiras páginas dos jornais pelas piores razões… Deserdada pelos pais e sem sítio para viver, salta de sofá em sofá, sem rumo. O seu único conforto vem da avó Tilly, uma antiga estrela de Hollywood e a única pessoa que ainda tem fé nela. Nas cartas que lhe escreve, a avó conta-lhe os segredos da sua admirável vida: da agitação dos tempos da guerra em Inglaterra aos estranhos enigmas da história familiar, sem esquecer, claro, o bem mais precioso que alguma vez possuiu: um magnífico colar de pérolas.

Tilly, a quem não resta muito tempo de vida, tem um derradeiro desejo: mostrar à neta a adorada jóia. O único entrave? Ninguém sabe onde está… E Sophia terá de contar com a ajuda de Hugo, o seu melhor amigo, para descobrir o paradeiro da relíquia e assim realizar o sonho da avó.

Uma saga que une três mulheres, e nos leva a percorrer vários mundos, desde o dos mergulhadores de pérolas no Japão ao da alta-sociedade inglesa antes da Segunda Guerra Mundial; de Tóquio a Londres e Nova Iorque, a história de uma jóia inestimável que muda a vida de quem a usa…

Há objetos capazes de mudar vidas


    Katie Agnew nasceu em Edimburgo e viveu em Aberdeen e Londres. Trabalhou como jornalista em publicações como a Marie ClaireCosmopolitanRedEvening Standard e o Daily Mail antes de se dedicar inteiramente à ficção.


  O seu primeiro romance foi galardoado como WH Smith Fresh Talent Award, e os livros que escreveu posteriormente têm sido muito bem recebidos pela crítica. A autora vive atualmente em Bath com a família.

Citação do Dia - 12 de abril de 2017

"A principal diferença entre a felicidade e a alegria é que a felicidade é sólida e a alegria é líquida."
J. D. Salinger

terça-feira, 11 de abril de 2017

Novidade da Quinta Essência - "Anna e o Beijo Francês" (Anna e o Beijo Francês #1)

Novidade da Quinta Essência

Anna e o Beijo Francês
(Anna e o Beijo Francês #1)



De Stephanie Perkins

Sinopse:

     Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. 


     Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?


    Stephanie Perkins trabalhou sempre com livros - primeiro como vendedora, depois como bibliotecária e agora como romancista. Adora café, contos de fadas, música alta, caminhadas, chá de jasmim e fazer sestas. E beijar. Stephanie e o marido moram nas montanhas do Norte da Califórnia.



Opinião da Imprensa:

"Elegante e sensual, Anna e o Beijo Francês é tudo o que o seu coração deseja. Vai querer viver dentro desta história para sempre."_Lisa McMann

"Muito astuto. Muito engraçado. Muito romântico. Deve namorar com este livro."_Maureen Johnson

"Mágico, Anna e o Beijo Francês capta realmente a sensação de estar apaixonado."_Cassandra Clare

"Ninguém capta melhor do que Stephanie Perkins a emocionante e desgastante pergunta "mas será que ele gosta de mim?". Uma leitura deliciosa."_Justina Chen



Citação do Dia - 11 de abril de 2017

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."
Fiodor Dostoievski

segunda-feira, 10 de abril de 2017

#78 - Dá-lhe Letras

Autor: Daniel Silva

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Qual é o livro?

Citação do Dia - 10 de abril de 2017

"Todos correm atrás da felicidade, mas a felicidade está a correr atrás de todos."
Bertolt Brecht

domingo, 9 de abril de 2017

Divulgação: "Letras Escarlates" (Os Outros #1) - Saída de Emergência

Publicado pela Saída de Emergência

Letras Escarlates
(Os Outros #1)



De Anne Bishop

Sinopse:

     Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 

     Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.

   O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?

Primeiro livro da série Os Outros


    Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música e a criar mundos de grande imaginação. É autora de vários romances, incluindo a premiada Saga das Jóias Negras, bem como o Mundo Efémera e Trilogia dos Pilares do Mundo.



Opinião da Imprensa:

"Letras Escarlates não é só o melhor livro de fantasia do ano, é provavelmente um dos melhores de sempre."_All Things Urban Fantasy

"Os mundos criados por Bishop são tão tridimensionais e completos que nos saltam das páginas... Exótico, original, sensual."_Fresh Fiction

"Uma história incrivelmente original, profundamente imaginativa, maravilhosamente articulada e que se apresenta numa prosa clara, cristalina e vibrante."_Kirkus, Starred Review

"Não há nada que se assemelhe. Tornou-se uma autora incontornável."_Chicago Tribune

Citação do Dia - 09 de abril de 2017

"Queres ser feliz? Aprende primeiro a sofrer."
Ivan Turgueniev

sábado, 8 de abril de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Citação do Dia - 07 de abril de 2017

"Podem ter a certeza de que não foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que Colombo se sentiu feliz."
Fiodor Dostoievski

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Opinião sobre "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" - Talulah Riley

As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor
(Artigo de Opinião)


Autora: Talulah Riley
Título Original: Acts of Love (2016)
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 978-989-23-3771-5
Nº de páginas: 288
Editora: ASA


Sinopse

      Bernadette St John é uma mulher implacável. Jornalista famosa pelas confissões embaraçosas que consegue arrancar aos ricos e poderosos, é mimada, manipuladora e não olha a meios para atingir os seus fins. E o que ela mais deseja agora é conquistar Tim Bazier, o seu agente literário. Não lhe interessa nem um pouco que ele esteja noivo de Elizabeth, uma mulher pura e amorosa. 

    Radley Blake é um homem temido. Além disso, magnata de Silicon Valley não só é imune aos encantos da jornalista como tem o dom de adivinhar os seus pensamentos e esquemas mais maléficos. E não vai permitir que ela destrua a relação de Elizabeth, que é a sua mais querida amiga. 

    Quando conhece Radley, Bernadette percebe imediatamente que encontrou um homem à sua altura. Não fosse a irritante capacidade do milionário para ver aquilo que mais ninguém consegue e talvez ele pudesse ser o homem dos seus sonhos. Ela não é a única com algo a esconder... Mas é certamente quem tem mais a perder. 

    Versão moderna do romance icónico "E Tudo o Vento Levou", este livro coloca uma questão pertinente às mulheres de hoje: será que podemos ser totalmente independentes e ao mesmo tempo acreditar na força do Destino?


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela ASA em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à ASA pelo gentil envio do livro.

       "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é o romance de estreia de Talulah Riley, e apresenta uma história que, a par da componente romântica, levanta questões e leva a importantes reflexões sobre a ainda presente objetificação da mulher na sociedade atual.

     Bernadette St John é uma jovem e conceituada jornalista, famosa pela sua capacidade de extrair embaraçosos segredos e confissões de famigerados políticos e celebridades. É uma mulher atraente, habituada a lutar pelo que quer, mas também algo mimada e manipuladora, não se importando particularmente com os sentimentos das outras pessoas se estas se interpuseram no caminho que a leva à concretização dos seus objetivos. Idealista e sonhadora, foi magoada diversas vezes na sua busca pelo amor, o que a tornou numa mulher amargurada que, numa tentativa de se proteger, desenvolveu um 
sólido ódio contra os homens. 

     Mas há uma exceção, um homem que escapa à cólera de Bernadette e por quem esta nutre uma paixão platónica: o seu agente literário, Tim Bazier. Tim é o homem perfeito - é delicado, compreensivo, brincalhão, inteligente -, só que está noivo de Elizabeth, uma mulher boa, mas que a Bernadette parece tão vulgar que não compreende como pode Tim preteri-la em seu favor. Disposta a tudo para fazer ver a Tim que é consigo que deve ficar, Bernadette aproveita todas as oportunidades para lhe mostrar e declarar o seu amor. E é aí que conhece Radley Blake...

     Radley Blake é o melhor amigo de Elizabeth. É um milionário que tem tanto de sedutor como de inteligente, e que criou uma bem sucedida empresa com um conceito inovador na área da genética; e é também o homem que não se deixa afetar pelo charme de Bernadette, prevendo as suas jogadas e impedindo-a de estragar o casamento de Elizabeth.

     Quando se conhecem, em circunstâncias pouco favoráveis, Bernadette está convicta de que Radley será um inconveniente nos seus planos por conseguir antecipar as suas jogadas. Radley, por sua vez, deixa-se encantar pela jovem, gorando as suas tentativas cruéis e mostrando-lhe um outro lado de si própria que ela tentava não ver. No entanto, as marcas do passado ainda estão bem presentes em Bernadette, e ela tem medo de se voltar a apaixonar e de ser magoada, para além da sua sempre presente dedicação a Tim. Será Radley suficientemente paciente e perspicaz para passar as barreiras dela e fazê-la esquecer Tim? Ou irá a ligação entre eles morrer antes de sequer nascer?

    Este foi um livro que me surpreendeu, não tanto pela história em si, que é muitas vezes previsível, mas pelas reflexões sobre a objetificação da mulher e sobre o amor. Bernadette é uma mulher independente, que luta pelo seu lugar no mundo e que não permite que os homens a vejam como apenas um corpo bonito. Apesar de a história ser narrada na terceira pessoa, temos acesso aos pensamentos dela e, principalmente, a episódios do seu passado que contribuíram - positiva ou negativamente - para que se tornasse na pessoa que hoje é, e gostei especialmente dessa parte.

    Como referi, encontramos muitos aspetos clichês, como o triângulo amoroso - o poderoso e empedernido magnata versus o sensível e reservado Tim - ou a vulnerabilidade escondida da protagonista, que aparenta ser invencível quando na verdade é apenas insegura, mas são-nos apresentados de uma forma bonita e suave, quase reinventados. Para tal contribui, sem dúvida, a escrita extremamente agradável de Talulah, que tem a capacidade de embalar a leitura e nos faz virar páginas e páginas sem darmos conta.

      Bernadette, inicialmente, é particularmente irritante na sua atitude arrogante e descomprometida face aos sentimentos, não se preocupando minimamente com a felicidade dos outros e desculpando-se em nome do bem maior que era o seu amor por Tim. Faz algumas escolhas erradas e engana-se por diversas vezes no caminho a seguir, mas também, de forma algo inconsciente, enceta uma jornada de autoconhecimento e vai aprendendo mais sobre a amizade e o amor à medida que vai evoluindo como pessoa.

    Radley é um homem algo misterioso que cativa pela sua inteligência. Gostei da personagem pois, apesar de ceder ao charme de Bernadette logo de início, trava as suas investidas e vai mudando a dela - e até a sua - forma de encarar os relacionamentos e o amor. É um homem fiel e honrado, que nutre verdadeira preocupação pelos seus amigos e que está disposto a tudo para os proteger.

    Gostei de Elizabteh, apesar de ter achado que era demasiado bondosa para ser real. Já a minha opinião sobre Tim vai variando ao longo da trama. Se, numa fase inicial, admirei a sua firmeza ao negar os avanços de Bernadette, mais tarde acabei por tomá-lo como um homem indeciso e aborrecido.

    Tenho apenas um pequeno reparo a fazer, que se prende com o trabalho de revisão de obra: apesar de o livro estar extremamente bem escrito e traduzido, o nome de Tim aparece por repetidas vezes trocado por "Tom" o que, apesar de não ser significativo para a leitura, acaba por fazer alguma confusão.

     O final é deixado algo em aberto, o que, surpreendentemente, me agradou, pois é o culminar de um processo de maturação das personagens, o resultado de uma evolução de carácter.

   Em suma, "As Boas Raparigas Não Ganham Ao Amor" é um romance ligeiro e agradável, uma leitura fácil e fresca, ideal para quem procura uma história bonita e que exija pouco esforço de concentração. Cativante, lê-se rapidamente e, no final, fica a sensação de que cumpriu o seu dever: entreteve. Gostei bastante!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Maggie Lindemann_Pretty Girl

Citação do Dia - 06 de abril de 2017

"Não há que ter vergonha de preferir a felicidade."
Albert Camus

terça-feira, 4 de abril de 2017

Novidade da Nuvem de Tinta - "Se Eu Fosse Tua"

Novidade da Nuvem de Tinta


Se Eu Fosse Tua



De Meredith Russo


Sinopse:


     Só porque tens um passado, não quer dizer que não possas ter um futuro.

     Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta a todo o custo esconder o seu passado e começar uma vida nova?

    Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade# Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele?

   Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Uma história de amor entre duas pessoas improváveis
O primeiro romance juvenil que aborda a questão do género

     Meredith Russo nasceu no Tennessee, onde vive ainda hoje. A sua verdadeira vida começou em 2013 e, desde então, nunca mais olhou para trás. Se eu fosse tua, o primeiro romance que publica, é parcialmente inspirado na sua própria experiência enquanto mulher transgénero e, tal como Amanda, a protagonista desta história, Meredith é grande fã de jogos de vídeo e da saga Guerra das Estrelas. Se Eu Fosse Tua recebeu o Stonewall Book Award e foi considerado um dos melhores livros do ano pelas revistas Publishers Weekly, Kirkus Reviews, e pelas livrarias da Amazon, Goodreads e Barnes and Noble.


Citação do Dia - 04 de abril de 2017

"A felicidade é o desejo pela repetição."
Milan Kundera

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Opinião sobre "Antes de Vos Deixar" - Lauren Oliver

Antes de Vos Deixar
(Artigo de Opinião)


Autora: Lauren Oliver
Título Original: Before I Fall (2010)
Tradução: Marta Mendonça
ISBN: 978-972-23-6007-4
Nº de páginas: 376
Editora: Editorial Presença


Sinopse

      Samantha Kingston tem tudo: o namorado com quem sonhava há anos, três grandes amigas e todos os privilégios que a sua simpatia lhe pode oferecer. Sexta-feira, 12 de Fevereiro, devia ter sido um dia igual a tantos outros. Nada faria suspeitar que seria o último… 

Inesperadamente, é-lhe concedida uma segunda oportunidade. Ou melhor, são-lhe concedidas sete oportunidades. Durante uma semana, Samantha revive o último dia da sua vida, tentando perceber os mistérios que envolvem a sua morte - o que pode ou não mudar e até onde seria capaz de ir para se salvar -, descobrindo o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.


Este exemplar foi-me gentilmente cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião sincera


Opinião

       Começo por agradecer à Editorial Presença pelo gentil envio do livro.

      A premissa de "Antes de Vos Deixar" chamou-me a atenção pela singularidade, pois quantos de nós não pensamos, por vezes, no quão bom seria poder voltar atrás e fazer as coisas de maneira diferente, e no que teria acontecido se tivéssemos decidido fazer as coisas de maneira diferente? Este livro mostra-nos o impacto da nossas ações, pois somos o resultado das escolhas que fazemos e dos caminhos que seguimos

      Começamos com a morte de Samantha Kingston, uma jovem de 17 anos que está no último ano do ensino secundário, e que, aparentemente, tem tudo o que precisa e deseja para ser feliz: uma popularidade recente mas consolidada, um grupo de amigas que adora, o namorado por que suspirava há anos e a devoção de quase todos os colegas. E, então, no dia 12 de fevereiro, uma sexta-feira que apenas fugia à normalidade por ser Dia dos Namorados, um acidente inesperado ceifa-lhe a vida.

     Porém, Sam acorda de manhã, intacta, na sua cama, ao som do despertador. Confusa com o desenrolar dos acontecimentos, qual não é o seu espanto quando descobre que é sexta-feira, dia 12 de fevereiro, e que deverá viver novamente o mesmo dia. Durante uma semana, é dada a Sam a oportunidade de reviver aquele que foi o último dia da sua vida, para que possa compreender os mistérios em que está envolta a sua morte e, talvez, mudar os acontecimentos e salvar a sua vida. Será ela capaz de perceber verdadeiramente aquilo que desencadeou o fim?

   A história é narrada na primeira pessoa pela protagonista, e está dividida em sete capítulos - cada um correspondente a uma versão do mesmo dia -, que por sua vez se repartem em pequenos episódios ou reflexões. Inicialmente, temi que, uma vez que a protagonista iria reviver o mesmo dia sete vezes, a história se pudesse tornar repetitiva e a leitura cansativa, mas, felizmente, tal não aconteceu! O facto de alguns acontecimentos mudarem e, principalmente, a evolução da protagonista - que passa a encarar as situações de ângulos diferentes, com abordagens menos superficiais - proporcionam ao leitor uma visão mais completa da vida de Sam, tornando cada versão dos episódios mais única e autêntica. e permitindo descobrir mais sobre a sua vida, a sua personalidade, os seus amigos, a sua relação com a família, o seu passado e sobre a forma como morreu.

   Sam percorre um caminho pautado por diversas reações ao que lhe acontece, correspondentes às cinco fases do luto - a negação, a raiva, a negociação, a depressão e, por fim, a aceitação - que culmina na perceção da lógica que se esconde por detrás do que lhe está a acontecer. Quando Sam finalmente percebe que tem de mudar algo para quebrar o ciclo e se poder salvar, depara-se com uma importante questão: que erros do passado conseguimos mudar se tivermos apenas um dia? Seremos capazes de, ao salvarmos os outros, resgatarmo-nos a nós próprios?

    No início, senti-me bastante irritada com algumas atitudes de Sam e das amigas, pois, na sua atitude de superioridade, não se importavam minimamente com os sentimentos e as vidas das outras pessoas. Mimadas, egoístas e egocêntricas, eram as típicas "rainhas" do liceu, preocupadas com as aparências e as suas vidas sociais, e maltratando todos aqueles que estivessem abaixo do seu patamar de popularidade. Mas, graças ao "loop" temporal, percebemos várias outras facetas destas raparigas, e compreendemos os motivos e as inseguranças - ou, por vezes, mesmo a ausência deles - que desencadeiam estes comportamentos reprováveis.

     As personagens são muito reais e estão muito bem construídas, uma vez que são constituídas por várias camadas que vamos observando em diferentes contextos. Além disso, o leque é muito versátil, pois cada personagem representa uma linha de ação, única e, simultaneamente, comum, pois todas desejam ser aceites. Gostei muito do Kent, um rapaz carinhoso e prestável que nutre uma paixão antiga por Sam e que consegue ver quem ela é realmente é. Também gostei muito da Izzy, a irmã mais nova da protagonista, que, apesar de não ter grande destaque na história, transmite a ideia de que sermos diferentes é o que nos torna especiais. Relativamente às companheiras de Sam, vemos um lado cruel, que muitas vezes resulta da insegurança, mas também um lado leal e divertido, e é por isso que, apesar de conseguirem ser realmente malvadas e insensíveis, não as odiei.

    Gostei muito da escrita de Lauren Oliver e da forma como conseguiu encaixar várias vertentes da vida de Sam em apenas um dia. Uma vez que a história é contada por uma adolescente, é dado destaque a alguns episódios que podem pareces supérfluos ou desnecessários, mas que fazem sentido no todo, e que, ao fazerem sobressair alguns aspetos da personalidade de Sam, ressaltam a mudança que esta atravessa.

  Encontramos retratados diversos temas da atualidade que devem ser sempre objeto de reflexão, tais como o bullying e as consequências que os nossos atos, por vezes irrefletidos, têm nas outras pessoas; as pequenas coisas do quotidiano que tomamos como garantidas e nas quais nem reparamos ou não damos o devido valor, mas que fazem toda a diferença quando as perdemos; a efemeridade da vida, que tão depressa nos foge das mãos sem que tenhamos tempo de nos despedirmos ou de remediarmos situações em que errámos; e as contínuas oportunidades que a vida nos oferece de recomeçarmos e fazermos a diferença. Fica ainda a ideia de que nunca é demasiado tarde para mudar, para emendar erros e para consertar relações, mesmo que pareça que já não há nada a fazer.
 
    O final causou-me sentimentos contraditórios pois, apesar de uma parte de mim já estar à espera de algo semelhante, conseguiu mesmo assim impressionar-me.

    No decorrer da história, coloquei-me por diversas vezes no lugar da protagonista, compadecendo-me com o seu desespero e a sua desorientação, e questionando-me sobre o que faria se me visse presa numa situação semelhante. Dei por mim a pensar no que faria se hoje fosse o último dia da minha vida, no que valeria a pena mudar, e percebi que era provavelmente essa a ideia que a autora queria transmitir com esta história. E, agora, pergunto-lhe a si, querido leitor: o que faria se hoje fosse o último dia da sua vida?

     "Antes de Vos Deixar" é uma história que nos faz pensar sobre a repercussão de cada ato, por mais insignificante que pareça. nas vidas que nos rodeiam, evidenciando o facto de cada gesto ter significado e desencadear muitos mais, podendo ser o responsável por mudar o curso dos acontecimentos. Uma leitura envolvente e terna, onde acompanhamos uma protagonista desorientada que, por se ver presa na repetição do último dia da sua vida, vai aprendendo mais sobre si própria e descobrindo o verdadeiro valor de cada atitude, de cada pequeno gesto tomado como garantido, e que deixa a mensagem de que nunca é demasiado tarde para nos tornarmos melhores. Gostei muito!

 Música que aconselho para acompanhar a leitura: Jesse Ruben_Why I Need You

#77 - Dá-lhe Letras

Autor: Lars Kepler

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Qual é o livro?